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Uma análise da vida de Lucas Hood, o anti-herói de Banshee

Por: em 27 de junho de 2016

Uma análise da vida de Lucas Hood, o anti-herói de Banshee

Por: em

Spoiler Alert!

Este texto contém spoilers pesados,

siga por sua conta e risco.

“Eu entraria em seu sonho e, se eu pudesse, te protegeria, ou algo assim. Mas eu não posso entrar… A menos que sonhe comigo.”  HOOD, Lucas.

Em outubro do ano passado, publicamos um texto aqui no Apaixonados por Séries explicando os motivos pelos quais nós amamos os Anti-Heróis da televisão. O conteúdo, além de apresentar alguns personagens famosos, como o mafioso Tony Soprano (The Sopranos), o químico Walter Heisenberg White (Breaking Bad) e o serial killer Dexter, há uma característica imprescindível que faz com que nos identifiquemos com eles: “são marginais e, em algum momento da vida, todos nós já nos sentimos marginalizados”. Quer entender o significado dessa frase?  Saber um pouco mais da vida desses homens? Então, dê uma passada lá depois! Vale a pena a leitura!

Lucas Hood de Banshee.

E já que estamos falando desse tipo de personagem, Lucas Hood de Banshee poderia muito bem ser mais um Anti-Herói. Tendo muitas vezes uma postura de vilão, mas ao mesmo tempo tentando salvar as pessoas que ama, o xerife da pequena cidade fictícia do estado da Pensilvânia nos Estados Unidos, teve um grande legado nas 4 temporadas da série. Por isso, nesse especial, pretendo relatar as principais características de Lucas (que não é esse o seu verdadeiro nome), a relação com os outros personagens da trama (amigos, vilões, mulheres e família) e, principalmente, darei o meu pitaco sobre o final do seriado, que teve a sua series finale no dia 20 de maio deste ano. Então, já vou logo avisando: o texto pode conter spoilers, caso você não tenha assistido todos os episódios!

 

O seu objetivo de vingança: a morte de Mr. Rabbit

As primeiras cenas de Banshee em 2013 (ano de sua estreia) focavam no personagem principal de sua trama, o futuro xerife Lucas Hood! Sendo um homem misterioso, fechado e aparentemente sem sentimentos, Hood estava planejando algo durante a sua estadia de seus 15 anos na prisão: se vingar de Mr. Rabbit! Mas é claro que ele não é flor que se cheire, não é mesmo? Se não ele não ficaria esse tempão atrás das grades. Quando ele tentou roubar os diamantes de seu sogro, teve ajuda de sua amada, Carrie Hopewell (vulgo Anastasia), seu “verdadeiro” amor!

Mr. Rabbit de Banshee.

Ao chegar na cidade pacata de Banshee, após cumprir a pena, Lucas estava perdido e precisava lutar por “justiça” com as próprias mãos, pois acreditava que isso era o correto para a sua vida. Aí os episódios foram passando… Resultado: me decepcionei na cena em que tudo se concretiza, pois não foi Lucas que apertou o gatilho da arma. Mas, felizmente, a season finale da segunda temporada, poderia ser o início da vida feliz à dois entre ambos, certo? Nada disso, pessoal! Eis que aparece a “amante” da relação, balançando completamente o coração de Hood.

 

O seu verdadeiro amor: Carrie ou Shiobhan?

Há quem dia que na vida todo mundo um dia irá encontrar a sua metade na laranja! Lucas, desde mais novo pensava que o seu verdadeiro amor era Carrie, mas ao reencontrá-la leva um grande balde de água fria na cara: ela estava casada com Gordon e tinha dois filhos, sendo um deles, a rebelde/chata/antipática Deva Hopewell (Ryann Shane de Lights Out), filha de Hood que ele não sabia. Eu realmente acreditava que os dois iriam ficar juntos, pois com a morte de Gordon, o caminho estaria livre, já que dois se amavam de verdade. Só que…

Banshee: Shiobhan e Carrie.

Eis que surge uma nova policial (belíssima, por sinal!) no Departamento de Polícia e Homicídios de Banshee chamada Shiobhan Kelly, que acaba arrancando suspiros no nosso anti-herói. Os dois têm um romance, pois é aquele ditado: nada melhor que curar um amor com outro, né? Foi uma pena que os dois não tiveram tempo para apimentar a relação, pois a moça é morta friamente, pelo vilão Chayton, no final do terceiro ano do seriado. Que ódio que me deu ao ver essa cena! Porque raios Carrie não estava no lugar dela? É claro que eu não queria que ninguém morresse, mas vamos combinar minha gente! A sonsa da Carrie já não mais a mesma e a química dele com Kelly era mil vezes melhor! Mas é vida que segue! #xatiado #ChoreiRios 

 

A sua parceria com Job e Sugar

Todo mundo tem um pai e um melhor amigo e com Lucas não poderia ser diferente. Inicialmente, quando fingiu se passar por xerife, nosso protagonista teve a ajuda de Sugar Bates. Sendo dono do principal bar da cidade, todo mundo ia lá para tomar aquela dose de bebida alcoólica com o objetivo curar as mágoas! Ê povo que bebe, viu! Além disso, Sugar adorava dar bons conselhos para Hood e sempre o ajudava em todas as situações de perigo, desde acobertar alguma pista ou ser o motorista de alguma missão (vulgo roubo). Quem não gostaria de um paizão desse?

Sugar e Job de Banshee.

Já Job é o MELHOR personagem de toda a série! Ele realmente sabe sambar na cara das inimigas gente! Sério mesmo! Sendo um hacker de primeira linha (eu queria muito ter o talento dele), o cara consegue invardir a memória de qualquer computador protegido com o melhor anti-vírus que existe. Sabendo tudo sobre informática, ele ajuda Lucas em muitas missões de roubo, auxiliando desde o planejamento inicial até o plano de fuga. Job é um gênio! Ah… Não posso esquecer de ressaltar o seguinte: as melhores falas provém da boca dele. Uma boa má resposta Job sabe dar (e com classe ainda por cima!) e a pessoa engole seco, rs.

 

A sua relação com os seus inimigos

Antes de ser preso, o nosso anti-herói já era abilidoso no manuseio de armas, nas lutas, nos assaltos e tudo que envolve esse mundo do crime. Mas depois de ter a sua liberdade, ele ficou melhor ainda no quesito habilidade! Imbatível! Se alguém ameaçasse ficar no seu caminho, Lucas já tinha um plano e logo resolvia.

Um dos seus maiores inimigos foi Chayton, que era o chefe de um tribo aos arredores do município. Me corrijam se eu estiver errado: ele era índio e estava atrapalhando os esquemas de corrupção de Proctor, certo? Não me recordo bem, mas sei que a perseguição dos dois em  New Orleans foi uma das mais belas cenas da série! Que tiro foi aquele meu Deus do Céu! Fiquei de queixo caído com a cabeça sendo explodida. Tenho que dar os meus parabéns a produção do canal Cinemax, pois ficou impecável! 

Proctor: Banshee.

Já outro vilão “querido” que não posso deixar de comentar é o egoísta e empoderado Proctor! Tentou atrapalhar a vida de Lucas de todas as formas e depois veio que nem um cachorrinho abandonado pedindo comida. Afinal, ele sabia que o nosso protagonista não tinha nada haver com a morte de sua sobrinha, a poderosa e estonteosa Rebecca. E por falar nela… Quem diria que o seu “melhor amigo” fosse o trair daquela maneira, né? Meu sexto sentido não estava enganado. O mordomo, Clay Burton (Matthew Rauch de Believe) tinha um amor platônico pela jovem, mas não precisava ter arrancado o coração dela, né? Pelo menos ele teve o pescoço quebrado! 

 

O final nada inusitado de Banshee

O último episódio do seriado, intitulado Requiem (S04E04), teve um fechamento muito fraco, apesar de terem encontrado um final digno para todos os personagens. Vamos por partes:

– Proctor ficou a mercê dos capangas que estavam invadindo a sua mansão. Será que ele morreu? Nunca vou saber! Vida que segue!;
– Deva foi para a faculdade e começou a vida adulta. Confesso que apesar de não ir muito com a cara dela, fico feliz que ela respeita e aceita o seu verdadeiro pai;
– Carrie termina sozinha! Não via outra alternativa para a personagem com cara de peixe morto;
– Sugar continua no seu velho e companheiro amigo bar;
– Job saí arrasando na cara da sociedade! Só não cantou Beijinho no Ombro por não conhecer a Valesca Popozuda, pois iria cair muito bem para o momento e, por fim;
– Temos o nosso queridão, Lucas Hood, saindo de Banshee da mesma forma que entrou: em cima de uma moto seguindo o seu rumo! Esperava mais… Muito mais… Mas é vida que segue, né? Ele é um forasteiro à procura de sua identidade ou algo parecido com isso. Ele teve a sua rendenção é é isso que relamente importa.

banshee-elenco

Considerações Finais

Apesar de todos os poréns, Banshee foi uma excelente série! As duas primeiras temporadas são impecáveis de boas. Muitas cenas de luta e sexo! Valeu a pena assistir. Eu acredito que a gente tem que avaliar o conteúdo apresentado como um todo e não só o final. Teve erros nessa última temporada? Sim! Mas que não atrapalharam o que se passou! Vou sentir falta! #SaudadesBanshee #OAdeus

p.s.1: Dentre algumas pesquisas, descobri o motivo pelo qual Jonathan Tropper (Vinyl), criador da história, não quis revelar o nome verdadeiro de Lucas Hood. O personagem foi inspirado em vários outros personagens clássicos do Velhos Oeste, ou seja, ele não sabe que ele é, então não tem motivos para ter um nome. Legal isso, né?

p.s.2: Sobre a série ter um possível spin-off, Tropper também negou e disse que a história é única. Mas quem aí gostaria de uma série baseado SOMENTE na vida de Job? Seria tudo de bom! Só imaginem quando ele era adolescente? Iria ser super engraçado.

p.s.3: Menção honrosa: Caros leitores, devo me redimir com vocês. No meu texto sobre as mortes do seriado eu não coloquei a cena de luta do mordomo com a índia. Cliquem aqui e vejam novamente! Melhor cena de morte da série! Quanta angústia pode caber em uma luta? Assista para responder a essa pergunta.

p.s.4: O nome verdadeiro de Lucas Hood é John Smith. Olhem a foto abaixo, que contém a ficha criminal dele, quando foi preso por ser suspeito pela morte de Rebecca! Gostaria de agradecer o leitor Matheus por ter colocado a imagem em HD (provavelmente!) para conseguir ler o nome! #VocêÉDemais #NãoVouMorrerdeCuriosidade #NomeRevelado

Nome verdadeiro de Lucas Hood em Banshee.

Para você que não leu os meus outros textos de Banshee, seguem os links abaixo:


Arthur Barbosa

20 anos, técnico em Química de Beagá. Usa esse cantinho para expor suas ideias, pois adora escrever sobre séries... É vestibulando de Medicina e pretende se graduar na UFMG: sua casa, seu lar... Acredita que em um dia próximo a Netflix irá dominar o mundo.

Belo Horizonte / MG

Série Favorita: Sense8 e Stranger Things

Não assiste de jeito nenhum: Smallville

  • –Matheus–

    Texto incrível, descreveu super bem tudo e nas suas considerações finais, disse tudo que eu penso.

    A serie de fato caiu nessa ultima temporada mas ainda assim acho que teve uma resolução ótima, curti todos os encerramentos dos personagens aceto a do Proctor, queria muito ter visto ele saindo no pau com o Hood e ter morrido, mas enfim, foi uma puta serie (e graças soube parar no momento correto) e que dificilmente veremos algo assim de novo tão cedo na TV e sentirei muitas saudades.

    Ps: O nome do “Hood” foi revelado e é John Smith, foi mostrado no ultimo episódio, está na ficha dele que a Veronica Dawson deixou com ele.

    • Matheus querido!!!!!! Não vou mais morrer sem saber o nome verdadeiro dele. Muito obrigado por isso. Acabei até atualizando o post. Fico feliz que tenha gostado do meu texto. Obrigado por sempre me acompanhar. Realmente, Banshee foi uma baita série! Abraços! =)

    • Matheus, adivinha quem me deu like no Twitter? #ZereiAVida <3 Shiobhan!

      https://twitter.com/arthurmbarbosa/status/747544195079016448

    • Matheus, adivinha quem me deu like no Twitter? #ZereiAVida <3 Shiobhan!

      https://twitter.com/arthurmbarbosa/status/747544195079016448

      • –Matheus–

        Meu Deus… se eu já fiquei contente, imagina como você está hahah

    • Daniel Kester

      iai galera blz

      Provável que nem este seja o nome real dele pois esta é a ficha criminal de quando o mesmo foi preso, mas antes disso ele era do exercito e depois recrutado pela CIA( para fazer serviços sujos) onde deve ter trocado o nome, e também o Job apagou seu nome real de todos os cadastros existentes. E não me lembro se é na 3º ou na 4º temporada em uma lembrança de apos sua prisão pelo roubo dos diamantes um investigador pergunta qual o nome de Hood e ele John Smith e o investigador ri com sarcasmo pelo nome usado.

      E lembrando que o nome John Smith é usado em muitos filmes de agentes secretos ( CIA ) por ser um nome muito comum nos estados unidos ( em esquadrão classe “A´´ temos um bom exemplo de Smith).

      • Oi Daniel, tudo bem?

        Eu entendi o seu ponto de vista e você está coberdo de razão, até mesmo porque a vida de Lucas sempre foi um grande mistério para todos nós. Mas eu fiquei tão feliz que essa poderia ser a verdadeira identidade dele que, pelo menos pra mim, faz uma grande diferença.

        Abraços!

  • Diogo Moura

    Boa noite, parabéns pelo post, infelizmente é difícil achar algo ou pessoas falando sobre essa série sem igual, eu e um pequeno grupo de amigos q acompanhamos toda essa história hoje todos nós tem aquele vazio pois essa série deixou muitas saudades. Uma coisa que procurei e muito são os números que aparecem em todas as introduções de cada temporada, achei apenas o da 1 e 2 temporada, cada número que aparece é tipo a quantidade de mortes, quantidade de tiros dado na cabeça algo desse tipo mas a 3 e 4 temporada não achei se caso alguém tiver a resposta e querer compartilhar, agradeço.

    • Olá Diogo! É muito gratificante saber que vocês estão gostando de ler aquilo que a gente escreve, rs. É uma pena Banshee não ter tido a audiência que merecia! =( Mas ainda bem que tem fãs como a gente, para compartilharmos ideias e emoções sobre o seriado.

      Não sabia desse esquema de números! Muito legal, rs. A abertura é uma das melhoras, cheias de analogias. Você me deu uma ideia sobre mais um post: a abertura de Banshee! Agradecido aqui. Abraços! =)

  • João Paulo

    Ótimo texto. Banshee merece mais reconhecimento e é sempre ver textos da série.

    Mas é com pesar que falo isso, mas a última temporada de Banshee foi muito meia boca.

    As 3 primeiras foram excelentes, eu fiz maratonas delas e ficava me perguntando como não tinha assistido essa série antes?!
    Era uma série muito testosterona, lutas, sexo (muito) , tramas fodas etc

    Era uma série ímpar na TV. Com uma premissa extremamente simples mas muito bem executada.

    Mas que infelizmente teve um final fraco, mediante o que já havia apresentado.
    Foi uma temporada final que não parecia ser final, tramas desnecessárias como a da seita do mal, totalmente deslocada, e um final bem agridoce.

    Mas o final, na minha opinião, não estraga toda a jornada. E Banshee merece muito ser assistida!

    • Oi João Paulo! Eu também fiquei me perguntando: “como eu não vi essa série antes?” Banshee é muito boa e quando eeeu comecei a a vê já estava quase na terceira temporada e eu maratonei rapidinho. Foi viciante!

      Sobre o final, realmente, foi água com açúcar, comparado com o que já foi mostrado, mas pelo menos teve um final sem enrolação. Fico feliz que tenha passado aqui no meu post. Obrigado pelo seu comentario. Volte sempre que quiser. Grande abraço! =)

  • Parabéns! gostei bastante do texto, mas poderia ter aprofundado mais nos tópicos.

    1. Mr. Rabbit:

    Foi a vilão menor interessante da 1 temporada, em uma temporada que tivemos a presentação do Kai, e toda construção da cidade des dos policiais até os pobres dela, o Rabbit deixou muito a desejar ao meu ver, ele tinha todo um potencial, sempre jogando xadrez com vários adversários enquanto conversa e diversos outros artifícios para ilustrar sua inteligencia, mas no final se resumiu a um mafioso genérico com frases de efeitos, PORÉM na 2 temporada, vemos que tudo estava planejado ele sempre que sua filha foi infeliz ao lado dele e que planejou trai-lo, ele esperava pegar os dois, tudo estava planejado e correndo conforme ele previu, porém o Rabbit não previu que de um ladrão/infiltrador ardiloso e volúvel, poderia ter uma atitude tão nobre quanto o sacreficio de si próprio e prol de alguém que ama, ele sequer considerou o amor dos dois, e isso o surpreendeu, com esse erro de calculo a filha se viu livre das garras do pai.

    2. Carrie e Shiobhan:

    Dês do primeiro episódio simpatizei com o Hood, e imaginar uma pessoa ser presa e diariamente brutalizada de diversas maneiras, durante 15 anos, já é algo extraordinário e ainda mais belo quando se tem em mente que aguentou quase 5.500 dias de torturas por duas amada, finalmente sair encontra-la casada com outro homem e com 2 filhos, ter a sensação de traição com ter sido esquecido, somado ao fato de toda sua bravura não ter sido recíproca. é algo desconsertante para qualquer pessoa, algo que o Hood não chegou a superar até conhecer a Shiobhan que não foi seu verdadeiro amor, ao meu ver ela era uma mulher capaz de ajudar com todas as imensas e profundas feridas que o Hood tinha, aos poucos ele foi se apaixonando e confiando dela, tanto que que em toda série foi para ela que ele contou seu verdadeiro nome e ela o perdoando pelas mentiras, caso ela não tivesse morrido muito provável que o Hood quisesse ter uma vida com ela.

    (A morte dela foi algo muito inesperado, achei que o Hood fosse fazer o mesmo movimento que usou para salvar a Deva na temporada anterior, pedir para ela afastar um pouco a cabeça e o Hood o acertar, mas infelizmente não aconteceu, foi bem triste ver como a morte daquela mulher que aos poucos ele foi se apaixonando e se abrindo o afetou, as cenas de depressão dele foram belíssimas chorei junto com o personagem, pois ele sempre foi o cara que resolvia tudo e sempre saia das mais extremas situações.)

    3. Job e Sugar:

    Para mim foi o Hood e Proctor os melhores personagens, mas sem duvidas o Job foi o melhor coadjuvante, extremamente carismático, engraçado e um amigo fiel, Sugar foi sempre a consciência/sabedoria ali, ele gostava demais do Hood como amigo e sempre o ajudava, mas um que fica pau a pau com o Job é o Fat Au (velho amigo do Hood do bairro chinês) ele roubava a cena até do Job e salvou a pele do Hood e Job várias vezes, além de ser mega engraçado e inteligente, as primeiras pistas do resgate do Job veio por ele, Banshee é recheada com personagens extremamente carismáticos que é dificil falar “o melhor”

    4. Vilões:

    4.2: menções rápidas: Damien Sanchez (o lutador de MMA estuprador) foi um vilão, bem perturbador e filha da p*ta, naquele momento senti tanta raiva, entrei na pele do Hood e fui junto com nosso protagonista naquela vingança, que por sinal foi delicioso ver o Hood espancando aquele FDP, quebrando braço, abrindo a mão dele da forma mais brutal possível, chegando ao ponto de fazer um campeão de MMA chorar como uma criança. O Albino foi outro perturbador em uma conversa ele dizendo que um capanga dele era o homem mais testosterona que o Hood podia pensar em conhecer, jogador de futebol americano, pegava todas as garotas do baile e assim por diante, e termina dizendo depois de alguns dias ele ficou assim passivo e obediente a mim, dando a entender que o Albino o estrava constantemente que da chegada aquele cara, e todos olhavam para baixo sugerindo que o Albino não fez só com ele mas com maior parte ali e assim como o Chayton e Damien, teve um final incrível!

    4.3 Chayton:

    “ele era índio e estava atrapalhando os esquemas de corrupção de Proctor, certo?”

    Não, Após a morte o Billy raven (filho do chefe do cassino) Chayton viu aquilo como a gota d’agua, e voltou, pois Billy que o contia, sem ele o hayton ficou livre da “hierarquia” da tribo e tomou a liderança.

    Não foi um vilão profundo, ou tão bem desenvolvido, porém ele foi aquilo que um bom vilão precisa ser, genuinamente ameaçador, ele era o único que ia de igual para igual com Hood, ele teve um certo desenvolvimento, que ali vemos que ele é um fanático. Teve cenas lutas incríveis com o Hood e de perseguições também.

    4.4 Kai Proctor

    Foi um dos melhores vilões que já vi em séries, a série te mostra como ele se tornou aquilo de uma maneira muito plausível, ele não é um vilão burro, pelo contrário ele é humano e muito bem escrito tanto que vemos diversas vezes ele e o Hood colaborando entre si, por terem mesmo objetivo ou alvo, o jogo de gato e rato com o Hood, foi maravilhoso.

    5. Series finale

    Eu não diria que foi inferior, diria que foi uma mudança de proposta bem abrupta, nas 3 primeiras era tudo frenético com seus mini arcos, porém nessa é uma investigação pessoal, algo mais amargurado, e achei um bom para excelente final, pois com aquele monologo do Sugar foi trazido uma reflexão belíssima sobre liberdade vs prisão, como a culpa, a dor, felicidade podem lhe fazer refém e lhe traumatizar ao ponto de você não ser livre, poder fazer suas escolhas e assim por diante.

    Enfim uma série excelente, com ação e coreografias bem orquestradas, cargas dramáticas que impactam o espectador, violência seca e crua que fazem até os mais acostumados a fazer algumas expressões de dor enquanto veem aquilo e personagens muito bem desenvolvidos e carismáticos, Banshee foi uma feliz surpresa nesse ano.

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