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Supergirl – 2×01 The Adventures of Supergirl

Por: em 14 de October de 2016

Supergirl – 2×01 The Adventures of Supergirl

Por: em

Quando foi anunciado que Supergirl finalmente começaria a fazer parte da grade da CW, a notícia já veio imediatamente acompanhada de um hype imenso. Após uma temporada exibida no canal CBS, tipicamente conhecido por suas produções um tanto quanto mais maduras, a série de Kara Zor-El finalmente encontra-se no lugar que deveria estar desde o início, na emissora de mais três produções baseadas nas comic books.

A primeira temporada gerou uma controvérsia enorme, a série procurava achar seu lugar e encontrar a entonação certa para a história que tentava contar. Ao final das contas Supergirl passou a se tratar de um show sobre esperança e tudo que o símbolo que a kriptoniana carrega no peito significa. Depois de um certo suor e muitos altos e baixos, a primeira temporada encontrou o ritmo que procurava seguir, a da metade da temporada de estreia para frente várias surpresas agradáveis foram aparecendo. O interessante é que Supergirl em instante algum deixou de contar uma história maior, seja ela sobre o crescimento de Kara na primeira temporada enquanto super-heroína, ou sua evolução enquanto Kara Danvers agora na nova temporada. O que o episódio de estreia deste novo ano fez questão de mostrar é que esta ainda é uma série sobre a Supergirl e nada irá ofuscar isso.

As mudanças da nova casa foram sutis, embora não tenham passado despercebidas. Talvez a mais fácil de identificar delas seja a mudança no tom que o episódio carrega agora, Supergirl ganhou uma entonação mais alegre e divertida, o que combinou bastante com a característica da personagem título. Além desta nova nuance do show, a CW veio tirando de pauta alguns relacionamentos que desde o início já não me agradavam muito e soavam forçados demais, e sim, estou olhando diretamente para você James Olsen e Kara, o relacionamento foi um dos assuntos jogados para depois e quem sabe tirados até mesmo de pauta, afinal, a falta de química e espaço para isso na história tornou o casal obsoleto neste ponto. Ainda o DEO ganhou uma nova repaginação, muito melhor que o buraco anterior que trabalhavam, e o Winn finalmente ganhou um espaço deste ano, agora que o personagem se encontra na posição perfeita para o personagem, como um dos membros do DEO.

A nova casa de Supergirl mostrou que não está com medo de mudar e veio dando uma repaginada no show, para que ele possa agora respirar aliviado. Não que na CBS fosse de alguma forma ruim, pelo contrário, foi lá que Kara Zor-El encontrou-se como uma heroína digna da alcunha de protetora do planeta. A emissora que agora assume a produção em sua grade preservou os aspectos mais que positivos desenvolvidos no primeiro ano da atração, eliminou aqueles que não tinham necessidade agora e se propôs a desenvolver novos arcos, como por exemplo o crescimento de Kara Danvers neste ano, já que a parte de Supergirl de sua vida anda bem resolvida, é a vez de trabalhar no alter-ego da heroína.

Outro ponto relevante no primeiro episódio foi a aparição de Superman durante sua exibição, desta vez não como uma sombra ou em partes, e pela primeira vez tivemos os primos trabalhando lado a lado dentro da série. Tyler Hoechlin e Melissa Benoist demonstram logo de cara uma química incrível como familiares e possibilitou que essa interação entre eles fosse muito mais natural e divertida. Hoechlin assumiu o manto com muito sucesso na medida do possível, uma vez que o personagem vem acompanhado de um grande peso de ser o grande nome da DC Comics, sem mencionar de já ter sido consagrado nas telinhas e telonas por outros, como Tom Welling e Christopher Reeve. O ator de Teen Wolf entregou um Superman/Clark Kent excelente na série, onde por um lado já é o super-herói conhecido e louvado e por outro lado é o jornalista desajeitado e carismático.

Se o medo de alguns, e eu me incluo nessa, era que a presença do primo de Kara ofuscaria o brilho da estrela do show, a produção cumpriu com o que prometeu e não deixou a desejar. Superman é um personagem bem mais conhecido, quer a gente goste ou não, e Supergirl chegou no espaço e tem deixado sua marca aos poucos, mas Kal-El chega a National City e continua deixando todo o protagonismo da história de Kara apenas para ela própria. Sem dúvidas ver os dois trabalhando lado a lado foi um momento eletrizante para nós que esperamos tanto por isso, mas o kriptoniano permanece à sombra de sua prima lá. E, principalmente, ele sem dúvidas não vem para ensinar Kara como ser uma heroína, já que essa parte a garota já desenvolveu muito bem, mas sim ajudá-la crescer enquanto uma pessoa normal e manter essa parte da vida dela de pé enquanto salva o mundo.

Algumas mudanças já começam a aparecer neste episódio, como a personagem Lena Luthor que chega à National City, sendo uma mulher forte e independente. A personagem que já encontrou várias adaptações e repaginações também em meios de exibição encontra-se num tom maravilhoso na atração e mostrou ser uma das inclusões válidas para o show. Por outro lado, começamos a dizer adeus a Cat Grant, uma das melhores personagens da série que deixa de ser regular no show. Os diálogos de Cat foram impactantes como sempre faz questão de ser, uma excelente “despedida” para a personagem, embora ela vá voltar ainda durante a temporada.

“You are standing there looking out at your options, the icy blue water, the fast-flowing river, and the choppy sea. And they all look very appealing to you because you’re dying to go for a swim, but you know that water is going to be cold, and the journey is going to be hard, and when you reach the other side, you will have become a new person. And you are scared to meet that new version of yourself. Now, we all get used to our own personas, and we’re used to our own comfort zones, but, trust me, in order to live, we must keep daring. Keep diving.” (Cat Grant)

A estreia de Supergirl não contou nada, mas ao mesmo tempo contou muita coisa, se é que me entendem. Não tivemos nenhum arco desenvolvido, mas o episódio mostrou em quais pontos a série irá mudar e crescer, ditando o novo ritmo que vai seguir nesta temporada. A série agora encontra um ar mais jovem e com sua própria identidade, e o grande acerto de The Adventures of Supergirl é mostrar que, embora a primeira temporada tenha sido sobre a protagonista se encontrar como uma heroína e símbolo da esperança para todos em National City, ainda há o que se evoluir, mostrando que ainda há muita história para ser contada pela frente. Supergirl segue sendo uma excelente série de super-herói, com mulheres fortes no seu protagonismo, mostrando toda sua vocação para o girl power, e que possui uma entonação alegre para os episódios, distante de uma carga dramática de heróis.


Observações:

  • Tivemos uma referência ótima à Gotham.
  • “It’s kind of like the old place. Maybe better.” Pegamos essa indireta viu Alex!
  • O título do próprio episódio “The Adventures of Supergirl” é uma referência aos quadrinhos “The Adventures of Superman”, que por sua vez também são uma referência à uma série live-action do Homem de Aço de 1952.
  • O episódio começa da aparição da nave que surge ao final da primeira temporada, porém só descobrimos agora o que continha. Lá estava Mon-El, que como já falei, é um membro da Legião dos Super-heróis, da raça Daxam e possui várias semelhanças com os kriptonianos.

supergirl-monel

  • Miss Tessmatcher, Eve Tessmatcher foi uma personagem que apareceu no primeiro filme do Superman como assistente de Luthor e acabou sendo uma peça chave na hora de derrota-lo.
  • Finalmente o icônico jornal “O planeta diário” fez sua aparição.
  • Quando Winn comenta do terremoto que Lex provocou na Califórnia, este foi o plot principal de Superman: O filme, em 1978.
  • Depois dos alienígenas na primeira temporada, Cadmus vai atuar como o grande antagonista nesta temporada. O primeiro vilão escolhido para aparecer é Metallo, um dos vilões mais clássicos de Superman. Trata-se de um ciborgue com super-força e núcleo de kriptonita.

Gabriela Vital

A Kardashian perdida que sonha em ser médica um dia.

Vitória / ES

Série Favorita: Grey's Anatomy

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

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