On the Fields of Trenzalore, at the fall of the Eleventh, when no creature can speak falsely or fail to answer, a question will be asked — a question that must never ever be answered: ‘Doctor Who?
Nos campos de Trenzalore, na queda do décimo primeiro, quando nenhuma criatura pode mentir ou deixar de responder, uma pergunta será feita — uma questão que nunca, nunca deve ser respondida: Doctor Who?
Dorium Maldovar
Parabéns aos envolvidos na produção de Doctor Who, porque The Name Of The Doctor foi um episódio absolutamente digno para o season finale que antecede o especial de 50 anos. Lógico que criar muitas expectativas para um episódio é perigoso, porque sempre há o risco de sofrer uma decepção, mas este definitivamente não foi o caso. O finale foi perfeito, talvez possa ser até classificado com um dos melhores seasons finales da série desde 2005.
O episódio já começou bem, mostrando Clara interagindo com William Hartnell, o primeiro Doutor, enquanto ele roubava a TARDIS. A partir daí, tivemos várias ótimas cenas em que Clara encontrou as outras reencarnações do Doutor, indicando que a garota impossível está por perto há muito tempo, mas só agora o Doutor a notou.
O início do episódio foi uma deliciosa confusão. Não estava entendendo nem metade do que estava acontecendo, mas estava adorando cada minuto. A chamada de conferência de Madame Vastra foi muito interessante, apresentando o conceito de que viagens do tempo sempre foram possíveis em sonhos. Minha alegria só aumentou ao ver River e seu cabelo gigante cheio de cachos. Desta vez, a esposa do Doutor está em sua versão mais velha, mais adulta e que já sabe o nome do Doutor. No momento em que ela apareceu já pode-se perceber que esta era a Professora Song que conhecemos na biblioteca.
Reclamei da enrolação que alguns episódios desta temporada, mas este foi direto ao ponto. Jenny morre (pelo menos temporariamente) logo no início, durante a conferência. As emoções já começaram a ficar fortes. Quis chorar com o Doutor sobre Trenzalore, mesmo não sabendo exatamente o que isto significava. Já ouvimos falar de Trenzalore antes, em The Wedding of River Song, quando Dorium cita o local. Ele tem fugindo disto já faz um bom tempo e este é o lugar que ele nunca deveria ir. Mas desde quando isto impediu o Doutor de fazer alguma coisa?
A Grande Inteligência se mostrou inteligente, afinal de contas. Derrotado anteriormente pelo Doutor, desta vez ele quase foi vitorioso. Seu plano foi quase perfeito e teria funcionado se não fosse por Clara. Ao chegar na entrada da tumba, era preciso que o nome do Senhor do Tempo fosse revelado para abrí-la. Por um microssegundo, me perguntei se o nome do Doutor era “Please”. Tenho a impressão de que se River não tivesse aberto a porta, os amigos do Doutor estariam perdidos. Ele não deu nenhuma indicação de que abriria a porta.
Elogiei a performance de Matt Smith no episódio passado e devo fazê-lo novamente. O desespero e a dor no olhar do Doutor estava totalmente nítido. Todas as emoções estavam no rosto do personagem, que desta vez não conseguiu disfarçar o que esta sentindo. Como se isto já não fosse suficiente para me deixar sem piscar, ainda tivemos as vozes das outras reencarnações e os vimos correndo por todos os lados. Neste momento, eu, que estava assistindo o episódio confortavelmente no sofá, tive que me sentar para poder contemplar melhor.
Foi possível entender o mistério de Clara no exato segundo em que a Grande Inteligência contou suas intenções na tumba do Doutor. Mas sabia onde isto iria parar. Clara morreria, e desta vez, de verdade. Ela passaria a ser apenas um eco e não poderia mais ser a companheira oficial do Doutor. Tive um momento de revolta por matarem a moça de novo, mas ao mesmo tempo, achei a explicação brilhante. Parte de mim não quis acreditar que este seria o final da participação de Clara como companheira.
Então chegou o momento entre River e o Doutor. A conversa foi perfeita e diferente dos outros momentos do casal. Agora os dois estão no mesmo nível nas linhas do tempo, não existe mais o desequilíbrio. O Doutor está mais velho e já viveu muitas coisas com River e esta é a River da biblioteca, a que tem a chave de fenda sônica e que sabe o real nome de seu marido.
Comentei sobre praticamente tudo do episódio, agora só falta a parte mais importante: o cliffhanger. Os bombásticos últimos minutos da 7ª temporada, feitos especialmente para nos fazer sofrer por meses, até o retorno da série, em seu quinquagésimo aniversário. Esta parte se iniciou a partir do momento em que o Doutor entra em sua própria linha do tempo, a fim de salvar Clara. Chegamos então ao título do episódio: O nome do Doutor. Na verdade, o nome dele não tem importância, afinal, o personagem que conhecemos e amamos é O Doutor. Mas este novo rosto que vimos é aquele chamado pelo nome utilizado pelo Doutor antes de ele escolher o nome que conhecemos.
O segredo do Doutor foi revelado. Em algum momento, ele fez algo tão terrível que o fez fugir de si próprio. Mas o que me surpreendeu mesmo foi a introdução de um novo ator como o Doutor. Não sei se já havia algo na internet sobre o assunto antes da exibição do episódio, mas eu não sabia de nada quando assisti, então fiquei perplexa. O ator escolhido foi John Hurt, o Senhor Olivaras, de Harry Potter. Adorei o fato de o novo Doutor ser mais velho, já que todos os atores da série nova são jovens.
Agora é a hora das teorias. Até onde sei, há três teorias mais populares pela internet e que são plausíveis. A primeira é que este seria o Doutor Zero, já que ele usa o nome anterior do Doutor. A segunda teoria é que ele seria o real nono. Isto bagunçaria os Doutores da série nova, transformando o Matt no décimo segundo. Achei a teoria plausível porque no momento em que os dois conversaram, eu imediatamente me lembrei da Time War. A última teoria é que ele seria o próximo Doutor. Não sei porque, mas esta é a que menos me agrada. Ainda não sei o que pensar, preciso de mais tempo para formular teorias. Me contem o que vocês acham que pode acontecer em relação à isto na 8ª temporada.
Não vou dizer que a 7ª temporada de Doctor Who foi perfeita, porque teve vários episódios que não gostei. Mas os pontos altos da temporada foram realmente muito bons. A despedida dos Ponds e o arco central envolvendo Clara, a garota impossível, foram muito bem construídos. Confesso que estava com um pouco de medo sobre como a história de Clara seria explicada, mas fiquei bastante satisfeita. Considero que a resolução do arco central da 7ª temporada foi superior à da 6ª.
Bom, encerramos por aqui a cobertura da 7ª temporada de Doctor Who. Agradeço a todos que acompanharam as reviews e comentaram. Espero que tenham gostado. Mas como agora ficaremos agoniando de curiosidade até dia 23 de novembro, a única saída é discutir o que achamos do finale e formular teorias à respeito. Comente e me diga a sua opinião!
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P.S.1: Adorei a TARDIS gigante. A ideia de que uma TARDIS morrendo cresce é bastante interessante.
P.S.2: Clara agora se lembrou de tudo que aconteceu em Journey to the Centre of the TARDIS. Isto significa que ela sabe o nome do Doutor.
P.S.3: Acho que esta foi uma das reviews mais difíceis que escrevi até agora. Foram muitos sentimentos ao mesmo tempo.








