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Agent’s of S.H.I.E.L.D. – 2×16 Afterlife

Por: em 9 de abril de 2015

Agent’s of S.H.I.E.L.D. – 2×16 Afterlife

Por: em

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Se era saber mais sobre inumanos que todos queriam, Agent’s of S.H.I.E.L.D. essa semana teve uma vibe super Globo Repórter – “Onde eles se escondem? Como vivem? O que comem?” – Na esteira dos acontecimentos do episódio anterior, Skye acorda no Afterlife que, além de ser nome do episódio dá nome ao retiro espiritual dos descendentes Krees, se recuperando com a ajuda de Lincoln (Luke Mitchell).

O inumano com poderes de controlar energia elétrica das mais diversas maneiras, introduz Skye no pequeno refúgio que tem em Gordon o único meio de contato com o mundo exterior. Todos que estão ali buscam abrigo, proteção e treinamento, para que se escolhidos, possam passar pelo processo de terragênese. A localização deles é secreta, mas pode muito bem ser a vila mencionada na primeira temporada, onde o bebê 084 (Skye) foi encontrado, supostamente protegido por “monstros”. Também aprendemos que quem dá as cartas ali são os chamados anciões – pessoas que espero conhecer em breve.

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Skye e Raina foram as primeiras em muito tempo a se transformar pelo método convencional – ou seja, com um Deviner em um templo Kree, e isso fez com que os holofotes caíssem em cima de ambas. Mesmo sendo um cara legal, Lincoln definitivamente não sabe mentir. Entre uma pipoca e outra, ele revela que Raina está na “cabana do canto que ninguém usa mais”. O reencontro das duas depois da metamorfose e da morte de Tripp não poderia ser mais tenso, a jovem ficando mais fula da vida ainda ao ser colocada no mesmo patamar que a ex-menina do vestido florido. Raina então demonstra que ainda não entendeu quais são seus poderes e muito menos aceitou o milagre em que ela se tornou e, quando Skye usa os seus poderes sísmicos nela, ela implora que ela acabe com seu sofrimento.

Quem aparece para evitar que aquilo se transformasse em tragédia é – pasmem – a mãe dela! Fiquei bem surpresa com essa aparição, afinal Jiyaing supostamente foi depenada por Whitehall há mais de 20 anos e a sua morte era algo certo na história, servindo de motivação para a fúria de Cal. Mas não, deixemos de lado tudo o que fomos levados a crer nesses 15 episódios, porque para mim, a motivação de Cal – que antes era se vingar do homem que matou a esposa – mudou completamente. Pelo encontro dos antigos pombinhos, era ela quem estava atrás das ações do ex (??) marido. Bem, com ela assumindo o treinamento da filha, basta esperar um pouco para que a ligação entre as duas seja revelada.

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Do outro lado do mundo, Coulson e Hunter formam uma nova – e ótima – dupla dinâmica. O timing entreNick Blood e Clark Gregg foi bem gostosa de assistir, proporcionando cenas e conversas bem divertidas. Eles resolvem ir até a cabana construída por Bruce Banner, onde Skye estava escondida, para ver se conseguiam alguma pista da jovem. Ao assistir a filmagem que mostrava como a futura Quake se protegeu dos tiros de Calderon, Phil fica consternado e resolve agir de maneira extrema: denunciar a posição deles para os “inimigos”. Eu não sei porque ri alto deles jogando baralho (depois descobrimos ser um holograma), achei bem inteligente e bom que Coulson consiga se virar mesmo com poucos recursos – leia-se aqui, uma mala de utilidades dos Howling Commandos adaptada.

Uma importante diferença saltou aos olhos, comparando as ações de Coulson para tomar o Quinjet e as da equipe de Gonzales para capturar Skye semana passada – mesmo com a insistência de Hunter em usar sua arma de fogo, Coulson dá o comando do uso de munição não letal (e é acatado), pelo fato deles estarem lidando com colegas de agência. Phil também tinha mencionado um reforço – que demorou a chegar mas foi providencial assim que apareceu. Mike Peterson, mais conhecido como DeathLok, o supersoldado experimental que estava sumido desde temporada passada fez jus a classificação de reforço. Depois livrar Hunter e Coulson de uma emboscada, os três conseguem dominar um dos aviões, vindo então a informação importante.

Foi revelado que Peterson esteve trabalhando para Coulson nos últimos 6 meses, o que explica seu sumiço na série. A missão dele era seguir os passos da HYDRA, tentando descobrir mais sobre o interesse da dissidência nazista em se apoderar de pessoas com poderes. Ele faz menção ao Dr. List, aquele que apareceu ao lado de Von Strucker e seus milagres em Soldado Invernal e, também, como cabeça da HYDRA em Aftershocks. Coulson acredita que precisa encontrá-lo para conseguir pistas de Skye e para fazer isso ele escolhe então usar a pior opção possível, Ward. O agente traidor, querendo ou não, é uma conexão entre a HYDRA e a S.H.I.E.L.D., e pode ser que ele seja útil para Coulson. Em breve, então, veremos uma improvável reunião de “negócios” entre Ward, Agente 33, Bakshi, Coulson, Hunter e Deathlok.

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Enquanto isso, no Playground a lealdade do time de Coulson é posta em prova, quando Gonzales pede que Fitz o ajude a abrir a caixinha mágica de Fury. O problema é que Leo e Jemma não estão muito afim de cooperar. Se com os super gênios Gonzales é suave, com May ele tem um approach bem mais incisivo. Os momentos entre Melinda e o diretor da S.H.I.E.L.D 2 foram bem tensos, reforçando a ideia de que a série está trilhando o caminho para a Guerra Civil. Mais uma vez o passado de May e a sua missão no Bahrein foram trazidas a tona, mostrando que o assunto mexe profundamente com ela. Será que a nossa Cavalaria vai titubear na em seu posicionamento?

Mesmo aparentando estar cada vez mais desconfortável, Bobbi pareceu conseguir “convencer” Jemma a cooperar com a Toolbox, o que faz com que Fitz decida ir embora de vez, não sem antes dar uma lição de moral em todos. Mas se o comportamento de Jemma desagradou nas últimas semanas, em Afterlife ela prova para nós e para Leo que se mantém leal à Coulson, trocando a caixa de Vibranium de Fury por uma falsa, colocando a verdadeira – e um delicioso sanduíche – na mochila do engenheiro. É bom ver que, de uma forma ou de outra, a conexão entre eles está sendo restabelecida.

Então é isso minha gente, semana que vem parece que teremos um episódio bem tenso, pois Melinda  que vai ao ar dia 13 de abril – promete deixar em pratos limpos os acontecimentos que marcaram May para sempre – e que lhe renderam seu famoso apelido.

Confira a promo:


Gostou de saber para onde os Inumanos vão quando querem relaxar? E o que acharam do retorno do Deathlok? Fiquem a vontade para comentar complementar a resenha.

ÁREA RESERVADA PARA MARVELMANÍACOS

– Gente, o fato de a mãe de Skye estar viva, me faz pensar na possibilidade de Whitehall também estar.

– Pelo visto, os eventos que assombram May também tem haver com um encontro nada agradável com alguém com super poderes.

– K’un L’un, nome chinês do lugar onde inumanos vão para curtir um quality time, é também nome do local onde Danny Rand recebeu seus poderes, virando o herói Punho de Ferro, que também ganhará uma série no Netflix. Será que é um inumano?

– E esses anciões, veremos pessoas da realeza do Raio Negro na série? Ou com ligações com ela, como o Conselho de Genética dos Inumanos? Eles são um grupo que decide sobre a administração de Attilan (cidades dos inumanos) e na terrigênese ( transformação em que inumanos são submetidos à Névoa de Terrígeno para adquirir seus poderes). O conselho é formado por 12 membros vitalícios, saídos de famílias distintas de Attilan e eleitos por outros membros. Se for isso mesmo, será uma grande incursão da série no MCU.

– Aquele dispositivo que os agentes de Gonzales usaram na porta da cabana de Banner foi o mesmo que a HYDRA usou para quebrar o vidro do carro de Fury em Soldado Invernal #pensenisso

– Se o ponto anterior não prova que esse novo diretorzinho não é lá flor que se cheire, o fato dele distorcer a verdade sobre o confronto entre seus agentes e Skye – no qual foram usadas munições letais – seja.

– Confira a arte do próximo episódio (elas são incríveis!):

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Notaram mais algo?


Lívia Zamith

Nascida em Recife, infância no interior de SP e criada no Rio. Vivo e respiro Séries, Filmes, Músicas, Livros... Meu gosto é eclético, indo do mais banal ao mais complexo, o que importa é ter conhecimento de causa.

Rio de Janeiro - RJ

Série Favorita: São muitas!

Não assiste de jeito nenhum: Friends (não gosto de sitcoms)

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