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Arrow – 4×17 Beacon of Hope

Por: em 1 de abril de 2016

Arrow – 4×17 Beacon of Hope

Por: em

O farol de esperança que Star City precisa.

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“Beacon of Hope” é um daqueles episódios que apesar do caso da semana, representa muito mais para a trama do que pode aparentar. Se até aqui vinhamos em um espiral de problemas no relacionamento Olicity, essa questão foi posta de lado (claro que não completamente), para que focássemos na mudança da formação do time agora que Curtis teve acesso ao grande segredo de todos os personagens. Esse desvio na trajetória da temporada acontece em um momento bastante oportuno, já que além da saída de Felicity, nos aproximamos do comentado episódio 19, onde nos despediremos definitivamente (?) de um grande nome da série.

A incredulidade de Curtis perante suas descobertas não poderia ser mais genuína. Talvez essa tenha sido a representação mais fiel ao que alguém sentiria ao descobrir que seus conhecidos salvam a cidade nas horas vagas. E mesmo diante de tanta adversidade e referências forçadas a palavra “Terrific”, ele conseguiu seu momento de destaque. É bastante claro que o lugar de Felicity jamais será ocupado de fato, mas Curtis vem a ser um belo substituto. Sua interação chama atenção principalmente nos momentos que lida com Oliver, num misto de empolgação e medo – com direito até a levar esporro do “chefe” na sua primeira participação. A verdade é que é muito cedo para dizer se essa dinâmica funciona. O carisma do personagem é evidente, mas talvez seja um tom leve demais para se opor a escuridão do Arqueiro (não seria difícil ver ele trabalhando ao lado do Flash, por exemplo). O importante é que a porta foi aberta e, provavelmente, esse foi só o primeiro passo dado em um caminho de transformação para ele.

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Enquanto a adaptação de Curtis acontecia, vimos que a aparente calma de Oliver mascarava seu medo de ficar sozinho, mais uma vez. Com os propósitos completamente deturpados, aprendemos que o Arqueiro talvez não curta tanto a emoção das ruas como pensávamos, enfrentando todo dia a ação por ter sido convencido de que isso era o certo a se fazer, essa era a maneira de retribuir a cidade de alguma maneira. Esse embate, mesmo que breve, abriu a deixa para momentos muito interessantes entre ele e Laurel – momentos estes que eu não me canso de ver nunca. Apesar do passado conturbado, os dois conseguiram colocar uma pedra no assunto e se tornarem verdadeiros amigos, sendo muitas vezes Laurel o farol que Oliver precisa para enxergar a realidade. Mesmo tendo sido motivado por Felicity, ele não faz o que faz somente por ela. Ele faz por todas as pessoas que são oprimidas pela violência descontrolada que dominou a cidade.

E como estamos perto do fatídico episódio, tudo me parece um alarme de problema. Não duvido que o roteiro faça com que os laços entre Laurel e Oliver se estreitem mais para termos um rompimento ainda mais traumático para nosso herói. Como prefiro demais acreditar que não é a Canário naquele túmulo, mesmo que tudo vá contra isso, sigo na esperança de que sairei o menos descontente possível depois que a morte for revelada. Outro ponto que chama atenção foi as reviravoltas que acompanhamos na estadia de Damien na prisão. Enquanto a cidade parece sob controle com os ataques cessados, o vilão deu uma penada por querer ser o rei do pedaço (o que eu achei é pouco). Mas, como sempre, ele arrumou uma maneira de virar o jogo a favor dele, arrumando aliados importantes dentro do ambiente que está inserido.

Como já havíamos citado por aqui (em algum momento do tempo que jamais lembrarei qual), os poderes de Reiter vistos no flashbacks estão diretamente relacionados com os de Damien, que agora sem o seu totem e sem matar pessoas, parece um tanto indefeso. Apesar do passado prosseguir a passos lentos, essa foi a maior pista que tivemos de que as coisas estão realmente conectadas. Ainda desconfio que a ligação possa ser bem superficial, mas teremos que esperar mais um pouco para conhecer mais sobre elas. Voltando a Damien, fiquei bastante satisfeito de ver seu poder se esvaindo, seja o sobrenatural ou o da cadeia de interesses que ele mantinha fora da prisão. Os alertas de Malcolm serviram como demonstração de que, se depender dos demais, o Genesis será colocado em prática, com ou sem ele.

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Malcolm, que não cansa de nos fornecer plots twits, aparentava fazer só uma participação discreta no episódio, quando foi lá e PAH, jogou na nossa cara a aliança de Damien com Diggle mais novo. Esse é o grande fator motivador do próximo episódio e fica bastante claro que a equipe se dividirá completamente sobre que caminho tomar. Sabemos que se meter no meio de um laço forte como o de irmãos é algo bastante problemático, mas o fato é que o episódio só acaba quando o problema acabar junto e parece que algum dos lados sofrerá uma grande baixa – será que a morte já acontece no final do próximo episódio? Anunciado como “o episódio que colocará o ponto final em uma era”, acho que podemos esperar bastante dos 40 minutos da próxima semana, não é mesmo?

Falei, falei e acabei deixando Brie de lado – até porque sua aparição um tanto teatral, cercada de abelhas e de um “homem-abelha” (?) nem foi o que me chamou atenção. Ainda assim, gosto da personagem e achei sua motivação bem válida, porém utilizando de meios bastante exagerados. Sua participação serviu também para encerrar o drama da saída de Felicity do time e fazer com que a loira tomasse propósitos particulares: agora usando das ferramentas propiciadas pela Palmer Tech, ser capaz de mudar o amanhã de algumas pessoas. Um tanto idealista para uma empresa de tecnologia e inovação, principalmente quando consideramos os custos que eles tem de investimento em pesquisa e desenvolvimento, mas vamos deixar a realidade um pouco de lado se isso fizer bem para a personagem.

Algumas flechadas necessárias:

  • Quando o Curtis começou a soltar aquelas cacetada de referências de filme, eu só conseguia pensar no estrago que seria colocar ele e Cisco juntos.
  • Alguém notou que a prisão de Damien é a mesma que o pai de Barry estava?
  • “She is not Voldemort”, Oliver deu um orgulho de você nesse momento, que cê não tem noção. E posers, o cara leu os livros, não viu os filmes só não.
  • “Dodger” foi citado novamente, mas só vimos ele uma vez na série, lá na primeira temporada. Será que isso é um indicativo de retorno futuro?
  • Hoje saiu uma foto que pode ser um BAITA SPOILER dos próximos episódios. Tem a ver com a morte. Veja por sua conta e risco – e por favor, não falar disso nos comentários, porque os amiguinhos podem ter escolhido não ver!
  • Aquela sequência inicial de treinamento foi fenomenal. Quero mais.
  • Mudei de opinião sobre quem morre, mais uma vez. Não aguento mais esse sofrimento. #RevelaLogo

Segura na mão do tio e vem assistir o vídeo promocional de Eleven Fifty-Nine (não recomendado para pessoas com problemas de ansiedade):

Agora usa do espaço para comentar o que achou do episódio dessa semana. Nos vemos em breve, até!


Leandro Lemella

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos mal compreendidos.

Santos/SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

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