Aquele em que dizemos adeus

Pra quem não sabe, o Apaixonados por Séries existe há quase dez anos. Eu e Camila…

O que esperar de 2018

Antes de mais nada, um feliz ano novo para você. Que 2018 tenha um roteiro muito…

Arrow – 5×14 The Sin-Eater/5×15 Fighting Fire With Fire

Por: em 4 de March de 2017

Arrow – 5×14 The Sin-Eater/5×15 Fighting Fire With Fire

Por: em

Nossas reviews deram aquela pausada para pular carnaval, mas estão de volta nesta semana, um pouco mais cedo do que o costume, mas por um motivo importante e fundamental para o desenvolvimento desta temporada.

Mas calma, vamos chegar lá aos poucos.

 

5×14 The Sin-Eater

Confesso que os vídeos promocionais de “The Sin-Eater” me empolgaram muito mais do que o episódio em si, mas isso não quer dizer que tenha sido ruim. Talvez o principal motivo esteja na participação apressada de personagens importantes, que acabou estragando o clímax que tanto vinha sendo comentado por uma semana. O retorno de China White, Rutina e Cupido me pareceu tão sem propósito, numa trama que claramente veio para cumprir o espaço entre semanas que precisava ser preenchido. Vejam bem, toda temporada tem seus episódios filler e a gente já devia ter previsto isso, já que a Cupido sempre está envolvida nesses em Arrow.

Tirando isso, todo o resto foi bem interessante. O relacionamento de Susan e Oliver ganhou contornos bem mais complicados com as descobertas do último episódio, quando ela finalmente ligou os pontos entre a estadia do prefeito na Bratva e o surgimento do Arqueiro na Rússia. Enquanto pensávamos que esse desenrolar poderia durar algumas semanas, o roteiro nos entregou um desfecho rápido e contundente: pensando em proteger o irmão, Thea destruiu com a carreira de Susan, tirando qualquer credibilidade da moça para lançar informações na mídia – isso tudo com a ajuda de Felicity e seu pen-drive sem limites. O que ainda não sabemos é onde a retaliação de Susan pode parar, já que com tudo que aconteceu e sua certeza sobre a outra faceta de Oliver, ela pode se tornar uma importante fonte de informação para Prometheus, por exemplo – isso sem contar aquela informação confidencial sobre o assassinado de Malone lançada na imprensa no final do episódio, que pode ter sido muito bem ela.

Este assassinato vem dando bastante o que falar, na verdade. Quando pensávamos já ter sido superado, ele ressurgiu com uma força considerável, o que nos faz refletir do porquê, não é mesmo? Tem horas que a teoria que circula por aí sobre Malone nunca ter morrido, faz total sentido. Considerando que já vimos Oliver morrer e ele não morreu, tudo é possível. As cenas de ação deste episódio foram muito legais, com destaque para a captura do Arqueiro e para a batalha final no cemitério, que chamou atenção pelo número de pessoas envolvidas. Apesar de eu não curtir nem um pouco ver o Curtis em campo, confesso não ter me sentido tão irritado com seu movimento desta vez.

Já tinha cantado a bola para vocês e realmente acabou acontecendo: Dinah começou sua transformação real em Canário. Era óbvio que todo o questionamento sobre o legado iria acontecer, mas dos males o menor: ele veio de uma maneira bem sútil e acompanhado de toda a lógica que o momento precisava ter. Dinah é uma policial consciente e sabe que não será fácil conquistar esse codinome para si – mais um paralelo forte entre ela e Laurel, as duas mulheres da lei -, por isso a construção de legado é importante. Laurel não precisa ser substituída, porque isso seria impossível. Assim como ela deu continuidade a jornada de sua irmã, Dinah é perfeita para vestir a máscara de couro e fazer a Canário cantar – ou gritar – novamente.

Lá na Rússia, vimos um pouco mais do destino de Anatoly nas mãos de seus inimigos, enquanto um fiel Oliver deixava tudo que acreditava para trás – mais uma vez – para ajudar alguém. O nome do episódio, inclusive, foi explicado nos flashbacks: uma tradição que envolvia a libertação através de alguém assumindo os seus erros – exatamente o que transformou Oliver em Arqueiro, né? Apesar do pouco desenvolvimento – mal vimos alguma coisa acontecendo por lá -, já foi o suficiente para saber que nada de bom pode sair dos Bratva, mesmo com sua lealdade tão cega e jurada. Vamos ao próximo episódio…

 

5×15 Fighting Fire With Fire

Alguém me dá a mão que eu não estou bem.

Eu poderia começar a falar deste episódio de muitas maneiras, porque ele foi incrível por seus diversos momentos. Mas acredito que todos queremos falar sobre o elefante que temos na nossa sala chamado: Prometheus. Há muito debatemos quem estaria por trás da máscara do vilão que quer acabar com a vida de Oliver Queen e eu já vinha comentando que a hora da revelação se aproximava. Só que ela aconteceu ali, no inesperado, em um momento que jamais imaginamos. Quando a série levantou a primeira suspeita sobre o caráter de Adrian Chase, revelou que era ele quem vinhamos odiando desde a season premiere. E cara, digo pelo menos por mim, jamais desconfiaria dele.

A produção fez um trabalho excelente em despistar todos os espectadores. Desde que entrou na série, Josh Segarra foi colocado como o cara por trás da máscara do Vigilante. No episódio desta semana, isso começou a fazer pouco sentido, principalmente por colocar Oliver Queen como alvo quando viviam uma “amizade” na “vida real”, mas ainda parecia tão estranho. Agora que temos a certeza, ainda me pego duvidando de tudo, porque é horrível ver que o Arqueiro foi enganado mais uma vez por alguém que confiava – sério, alguém vai precisar pagar umas boas horas de terapia para o prefeito. Com a revelação, acredito que a série se movimentará bastante a partir dos próximos episódios – que já se iniciam com um sequestro de Susan, a mulher que a gente sempre colocou como alguém a se desconfiar, mas que no fim provou ser mais confiável que outros muitos.

Ainda tentando me recuperar desse plot twist, me pego pensando em quem é Vigilante. A gente sempre colocou Chase como este personagem, porque nas HQs é assim, mas agora tudo muda de figura. Talvez a gente nem conheça sua verdadeira identidade ou ela seja pouco relevante para o desenvolvimento da trama. De qualquer forma, fica aqui registrada a minha curiosidade em saber o que será feito com este cara daqui para frente. Tá, agora vamos respirar.

Todo o lance de política que tomou conta da frente dramática de Arrow nos últimos episódios vem sendo bem interessante, exatamente por não pesar na mão. Era chegada a hora de explorar o lado de Oliver como prefeito e foi muito bom ver as ramificações de tudo que Prometheus vem fazendo, agora também na sua vida civil. O escândalo claramente serviu como artifício para que Adrian se colocasse como mártir e amigo de Oliver, o que complicará ainda mais quando o nosso Arqueiro descobrir tudo – o que já deve acontecer no próximo episódio. Triste é ter que ver o Arqueiro Verde sendo colocado como um assassino por falta de opção, pontuando mais uma vitória no placar de Adrian.

Quem também vem se desenvolvendo de maneira intrigante é Thea e toda a sua teia de conspirações recentes – essa menina anda vendo muito Scandal, não é não? Foi bem bacana acompanhar sua proteção ao irmão, algo que realmente nos lembra muito o comportamento de Moira, matriarca dos Queen, mas estava realmente fugindo do controle. Ainda é obscuro o caminho que a personagem deve trilhar a partir de agora, mas estaremos aí para acompanhar – ainda podemos sonhar com a volta de Speedy? Queria. Felicity também deu passos importantes, juntando-se a Helix. Engraçado que depois de todos os discursos que vemos no episódio, o esperado era acontecer exatamente o contrário, o que mostra uma evolução bem grande na previsibilidade da personagem. Junto com essa sua nova equipe, Felicity pode acabar se afundando em complicações graves, graves demais para que saia facilmente depois. Todo o resto foi meio irrelevante para mim e eu ainda estou muito perturbado para lembrar.

Então, comentem comigo o que acharam e morram de ansiedade com o promocional do episódio que só será exibido em duas semanas:

 


Leandro Lemella

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos mal compreendidos.

Santos/SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

×