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Orphan Black – 4×05 Human Raw Material

Por: em 19 de maio de 2016

Orphan Black – 4×05 Human Raw Material

Por: em

Apresentando um dos melhores episódios até agora, Orphan Black chega ao meio de sua quarta temporada apostando no seu ponto mais forte: o talento de Tatiana Maslany. Não por acaso a versatilidade da atriz já rendeu este divertido especial aqui. E se nos últimos episódios acompanhamos a caçada de Sarah por alguém capaz de retirar a larva cibernética que está alojada em sua bochecha, Human Raw Material expõe parte das ações tramadas pelo misterioso Grupo Brithborn, assim como a relação entre ele e a Dyad. Colocando as coisas agora sob a ótica de Cosima, a série aproveita a oportunidade para trazer um pouco mais daquela que se firma como a grande vilã de Orphan Black, Susan Duncan.

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A ideia de Cosima e Donnie de se infiltrarem no evento da Brithborn, destinado aos pacientes do Dr. Bolsch que optam pela escolha do método para a concepção dos filhos, os coloca de frente à figura de Evie Cho, presidente do Brithborn e entusiasta da ideia da inseminação artificial baseada em um novo tipo de seleção genética, dada as mudações na estrutura do genoma. E se a ideia por si só já parecia complicada, imagine então após a interferência não programada de Krystal.

Talvez uma das mais ingênuas entre as sestras, já que se mantém alheia a tudo o que acontece – salvo suas próprias teorias conspiratórias – a chegada da esteticista disfarçada de Krystine surpreende e funciona como alívio cômico em um episódio cheio de tensão e angústia. Mas se as imagens iniciais davam a ideia de que seria Krystal o destaque do episódio, o roteiro demonstrou que na verdade tudo ali funcionava e tinha a ver com Cosima.

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Taxada, não por acaso, como a egocêntrica dentre os diferentes perfis do Projeto Leda, Cosima é colocada de frente à Susan. Que vê ali a oportunidade ideal para conseguir alcançar o DNA de Kendall Malone, o indivíduo zero do projeto e fonte para estudos que possam por fim à falha presente no genoma dos clones. Reduzindo a margem de falha dos projetos, se apresentando como a chave para o sucesso do projeto criado pela mãe de Rachel. Que a julgar pela relação quase incestuosa com Ira deixa claro que não existem limites para se alcançar a única chave para o sucesso da Neolution. A curiosidade de estar em contato com outros indivíduos do Leda e todas as escolhas de Susan em nome do projeto original reforça minha teoria de que nada a irá impedir de concluir com sucesso a proposta de encontrar o genoma perfeito. O problema é que Susan, agora, repassa para Cosima a opção por entregar ou não Malone. O conflito moral, envolvendo a difícil decisão de preservar a mãe biológica de Siobhan e suas irmãs, ou assumir os riscos na tentativa de salvar a própria vida, apenas evidencia ainda mais a já abalada crença ideológica da estudante de biologia, que mais uma vez é obrigada a vivenciar as atrocidades feitas pelos Neolutionists em nome do próximo passo evolutivo, no caso a reprodução de fetos com caráter científico utilizando de pais que sonham com a oportunidade de ter seus próprios filhos. O diálogo em que Susan compara o nascimento de Cosima e suas irmãs ao Rato de Harvard deixam claro que a sestra nada mais é que um índice na escala de insucessos de Duncan.

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Mais que explicar o propósito do Brighton Group e suas ações antiéticas, o episódio da semana se propõe a realinhar a cada vez mais desgastada relação entre Sarah e Felix. E se todos os indícios levavam a crer que Adele nada mais seria que uma nova “monitora” da Dyad, o roteiro acerta ao não usar uma ideia já utiliza em temporadas passadas. Usando a confirmação do teste feito por Sarah para distanciar ainda mais Manning de Fee. No entanto, ainda é cedo para afirmar qual será o desfecho do arco envolvendo Felix que, infelizmente, vem se perdendo em meio às reviravoltas do roteiro. Que assim como a ausência de Alison, seria um dos pontos negativos no meu ponto de vista e que se arrasta desde a temporada passada. A desconstrução do personagem é algo sem sentido se analisarmos que Fee foi um dos primeiros a apoiar Sarah quando ela voltou – muito tempo depois – em busca de Kira, e foi ele o responsável pela reaproximação de Manning e Siobhan.

Os tempos são outros, e a julgar pela investida de Duko em Art está cada vez mais difícil se manter fora do radar da Dyad e da Neolution. Tanto, que o aparente afastamento de Helena e MK da trama principal as fazem peças estratégicas do que eu aposto ser o grande movimento de Orphan Black: o realinhamento das irmãs contra Susan Duncan e a origem da Neolution.


Aproveito para me desculpar pela demora na review, mas surgiram alguns probleminhas de última hora. Ah, não deixa de dizer o que está achando da temporada nem suas teorias sobre os rumos de Orphan Black e até a próxima review!

PS: Só eu fiquei curioso em saber se a cicatriz de Evie tem alguma relação com a larva que está no corpo de Sarah?

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Marcel Sampar

Paulista que puxa o erre pra falar, PHD em Análise do Drama pelas novelas mexicanas reprisadas no SBT e designer de homens palito. Com sérios problemas em se definir por aqui - sim, esta já é minha terceira tentativa em menos de um mês - mas que um dia chega lá!

Rio Preto/SP

Série Favorita: Sex and the City

Não assiste de jeito nenhum: Teen Wolf

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