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Quantico – 1×11 Inside (Fall Finale)

Por: em 14 de dezembro de 2015

Quantico – 1×11 Inside (Fall Finale)

Por: em

Se para muita gente os últimos episódios foram um tanto quanto parados, a fall finale de Quantico tinha tudo pra ser um dos melhores episódios até agora, mas infelizmente o que se viu foi algo bem diferente do surpreendente. Confesso com certa tristeza que não estou nem um pouco ansioso pela chegada de março e o retorno da série. Juro! Foram longos minutos me perguntando a onde eles estão levando a história, ou o que pretendiam fazer com os plots. Nem a chegada da “Haaswife” mãe chegou a salvar Quantico do desastre de se tentar contar uma boa história.

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Às vezes tenho a impressão de que os criadores da série estão ainda tentando achar um rumo, ou melhor, uma cara para o seriado. Alertando meu sentido aranha se considerarmos a quantidade de episódios já encomendados. Tanto, que eles parecem querer passear por todos os gêneros na tentativa de sentir o que melhor se encaixa. Ação, comédia, drama, romance e suspense, tudo junto e de uma forma beeem ruim. Juro que comecei assistindo sem muitas esperanças, até porque ao longo de onze episódios eu não acredito muito em milagres, mas é justamente por isso que digo que fiquei muito chateado por ver como uma série que empolgou tanto na season première tenha se perdido. É meu caro, Quantico errou rude, errou feio. Deixando para quem a assiste a incrível tarefa de decidir: ame-a ou deixe-a.

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Sempre achei um pouco difícil de aceitar que aqueles eram comportamentos natos de futuros agentes do FBI, já que muitas vezes a impressão que se tinha era que estava vendo algum drama adolescente, tipo Malhação. E mesmo quando eles pretendem entregar algum plot mais bem formulado ou uma personagem melhor desenvolvida, no fim da história é tudo tão absurdo que talvez seja eu quem esteja esperando muito de Quantico. Prova disso foi o plot de Elias, que teoricamente teria que ser um dos pontos altos deste episódio, revelando ser ele uma das mentes por trás do plano de incriminar Alex e agora Asher. O fato é que tudo foi tão ruim e difícil de assistir, que meu único pensamento ao ver que ele se jogaria do prédio foi: se você não pular, entro em cena e te derrubo na voadora! Os diálogos, a forma como todos descobrem parte da verdade, a própria carga dramática, ou melhor, a falta dela, me fez chegar a uma simples conclusão: não sei o que dizer, só sentir.

O fato de termos uma segunda bomba em nem um momento pareceu importar de verdade, ou nos causar tensão, ansiedade, curiosidade. Já que tudo no universo paralelo de Parrish and the Gang parece ser extremamente simples e fácil de ser resolvido. Não me tome por chato, mas é muito difícil se identificar com algo quando na verdade tudo parece tão profundo quanto um pires. As frases clichês, as crises existenciais de Parrish, as subtramas mau desenvolvidas, as conversas no estilo High School – não estranharia se caso em um próximo episódio eles resolvessem inserir alguma cena à la Glee – deixam Quantico cada vez mais inverossímil, dificultando a vida do reviewer aqui.

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Fracassando em todas as linhas nas quais tentaram seguir, a série me fez sentir raiva por ter passado semanas esperando o desenrolar da história na esperança de algum plot que se salvasse ou de cliffhangers e plot twists milagrosos. Infelizmente, assim como a existência do Bom Velhinho, isso não aconteceu. Engraçado é que em meio a tanta informação fiquei com a frase de Nimah na cabeça: de que não devemos perder a fé na humanidade. No meu caso, este talvez seja o grande desafio, já que me comprometi a seguir com a série até o fim da sua temporada de estreia.

Pensando bem, talvez Inside tenha mais e a ver em como eu conseguirei superar a grande decepção que tive com o último episódio do ano de Quantico, que com os envolvidos por trás da segunda bomba; o envolvimento de Haas em tudo isso; ou quem da equipe estaria no prédio no momento da explosão. O importante é que terei um tempo, e quem sabe em meio às energias renovadas no primeiro de janeiro eu não me torne alguém mais tolerante, ou capaz de segundas chances quando na verdade a única coisa que se manteve constante na minha relação com a série até aqui, é a de que eu é estou sendo enganado. Não Alex Parrish.


Marcel Sampar

Paulista que puxa o erre pra falar, PHD em Análise do Drama pelas novelas mexicanas reprisadas no SBT e designer de homens palito. Com sérios problemas em se definir por aqui - sim, esta já é minha terceira tentativa em menos de um mês - mas que um dia chega lá!

Rio Preto/SP

Série Favorita: Sex and the City

Não assiste de jeito nenhum: Teen Wolf

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