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Arrow – 2×01 City of Heroes

Por: em 11 de outubro de 2013

Arrow – 2×01 City of Heroes

Por: em

Hora de encontrar um novo caminho – foi esse o mote que embalou o episódio de estreia da segunda temporada desse grande sucesso que Arrow se tornou. Desacreditada por muitos na última fall season, a série foi ganhando seu espaço na emissora e hoje está entre as mais assistidas do canal, destaque esse mais do que merecido pela qualidade que vem demonstrando episódio após episódio. E foi ao dar o play em ‘City of Heroes‘ que percebi como Arrow acabou se tornando uma das minhas séries preferidas: a trama não é unilateral, o roteiro não é óbvio e os personagens são muito interessantes. Um conjunto de fatores que transformam a série em algo muito envolvente e, de repente, você já está viciado. Embora eu tenha sentido falta do começo rotineiro do episódio anunciando que nosso herói estava vivo (Oliver Queen is alive!), o novo ano precisava dar um novo tom depois dos acontecimentos trágicos do season finale e esse sentimento estava espalhado por cada um dos personagens.

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Se a morte de Tommy impactou alguém diretamente, essa pessoa não poderia ser outra além de Oliver. Todo o seu ego foi desinflado pela acusação simples que seu melhor amigo deixou antes de morrer, a de que Oliver era um assassino. Temos de concordar que conviver com isso não deve ser algo nada simples, mesmo quando você já encarou coisas muito piores na sua vida (viver naquela ilha não deve ter sido nada fácil para o arqueiro) e isso acabou nos levando ao atípico começo do episódio. Embalado em pura adrenalina, a chegada de Diggle e Felicity na ilha me fez pensar se tudo aquilo era real ou se não passava de alguma ilusão de um dos personagens. Não fazia sentido aquele cenário, não fazia sentido aquelas pessoas ali – até que fez.

Lidar com a morte do melhor amigo foi algo que levou Oliver de volta para o lugar onde aprendeu a lidar consigo mesmo, onde aprendeu a fazer justiça – esta que nem ele mesmo acreditava mais a essa altura do campeonato. O bom foi poder ver, mais uma vez, como a química dos três em tela funciona muito bem. Quando estão juntos, Oliver, Diggle e Felicity são quase que uma equipe imbatível e foi bom rever isso mais uma vez. Mas mesmo o luto não pode ser o motivo de sua existência por muito tempo, portanto a hora de voltar para casa e enfrentar a realidade tinha chegado para Oliver – realidade essa um pouco brusca demais. A prisão de sua mãe, a revolta controlada da sua irmã, os negócios da sua família caindo e vingadores querendo seu pescoço. Bastante trabalho para um homem só.

Achei interessante como o episódio foi desenvolvido ao ponto de ir levando o personagem principal a perceber que ser o arqueiro era de fato seu destino. E isso não aconteceu de maneira forçada, pelo contrário, foi uma decisão dele para lidar com problemas que foram aparecendo. Gosto muito desse novo caminho que nosso herói segue a partir de agora com a decisão de não matar seus inimigos, agindo como um verdadeiro herói, ganhando não só a admiração da cidade, mas também da polícia (alguém ainda duvida que Lance acabará se rendendo e se aliará com o nosso arqueiro? Acho que não falta muito para vermos isso acontecer). Além disso, não podemos deixar de citar o final do episódio que fora um dos momentos icônicos da série, sem dúvida alguma. A decisão por não ser mais chamado de vigilante veio para corroborar com o novo caminho que nosso protagonista percorrerá daqui para frente: alguém para honrar a memória de Tommy.

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Se Oliver sofreu com a perda, foi a culpa que derrubou Laurel pouco a pouco. O que mais pegou para a personagem foi o peso de ter traído alguém que a amava genuinamente. Sim, ela não fez isso por impulso e jogar na cara de Oliver que tinha sido uma escolha errada não foi o mais adequado a ser feito, porém na hora da dor não tem como julgar as decisões de alguém. De uma maneira ou de outra, ela e Oliver, seja do jeito que for, ainda se mantém unidos por algo muito maior que a atração que sentem um pelo outro, a amizade que sempre mantiveram. A problemática que surge no meio dessa relação é a entrada de Laurel para a promotoria e sua sede de vingança para achar o vigilante e fazer juz a morte de Tommy. De alguma maneira as cartas vão ser colocadas na mesa e talvez ela venha a saber a real identidade do nosso herói, mas acho que ainda demoraremos um pouco para ver isso acontecer. E se Laurel sai da jogada, quem parece ter chegado foi Isabel Rochev, interpretada pela bela (e sem carisma) Summer Glau.

O lance das empresas Queen foi algo muito bem trabalhado e que eu temia ficar um pouco perdido em meio a tantos acontecimentos, o que acabou não acontecendo (ainda bem). Dois fatos a se comentar: primeiro a grande cena de ação que a série fez com a invasão do prédio seguida pela fuga de Oliver acompanhado por Felicity e também a entrada de Walter na jogada. Para falar a verdade, já tinha até me esquecido do personagem, mas gostei muito de sua volta a trama principal, até porque acredito que sua historia com Moira ainda não tenha acabado. Falando na sra. Queen, os momentos mais intensos do episódio aconteceram nas visitas que a personagem recebeu na cabeça. Com Oliver, apesar de um momento menos tenso, o sentimento estava ali, a culpa estava ali e os dois personagens se levaram por desculpas e arrependimentos que transpassaram a tela. Só que isso não foi nada perto da cena de Thea. Particularmente, me emocionei com o reencontro das duas. A sinceridade, o medo, a raiva, a saudade. Tudo misturado em um misto de emoções que funcionou e rendeu um ótimo momento para ser assistido.

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Thea que na última temporada vinha sendo uma mera coadjuvante pareceu ganhar um pouco mais de destaque e utilidade na trama. Suas mudanças forma bem propícias e levam a personagem a um patamar de interação com os demais – achei mais do que justo ela comandar a boate. E sua relação com Roy foi algo muito interessante de se ver desenvolvendo durante o episódio. Me pergunto se agora que também foi salva pelo vigilante, ela não mudará de opinião sobre tudo que vem acontecendo com seu namorado. Sobre Roy, o que posso dizer é que o personagem está caminhando para sua transformação. Essa sede de justiça vem tomando conta de seu ser e, em breve, devemos ver ele se aproximar mais de Oliver e desenvolver um pouco suas técnicas – estamos perto de um segundo arqueiro, dessa vez vermelho. Por fim, a aparição final do episódio me deixou confuso. Apesar do visual parecer indicar que vimos algo da Canário Negro, essa não é a atriz que havia sido escalada para o papel, portanto fica a dúvida: quem vimos? O que podemos esperar?

E nessa avalanche de novidades, Arrow fez uma excelente premiere e engata a marcha para uma grande temporada. Herói ou vilão é só uma questão de perspectiva. De que lado estaremos? Só o futuro dirá. Abaixo fica o vídeo promocional do segundo episódio e te espero nos comentários. Até semana que vem!

 


Leandro Lemella

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos mal compreendidos.

Santos/SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

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