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Chuck 3×01 e 3×02 – Chuck Vs. The Hype

Por: em 12 de janeiro de 2010

Chuck 3×01 e 3×02 – Chuck Vs. The Hype

Por: em

Chuck

Por que eu gosto tanto de Chuck? Por que a série teve uma torcida tão forte pela sua renovação ano passado? Por que foi criada uma expectativa tão grande pro início dessa terceira temporada? As respostas são fáceis, fáceis. Chuck agrada todo mundo. Ou pelo menos quase todo mundo. É uma série que tem romance, tem ação, tem comédia, e que mistura tudo isso dentro de personagens cativantes, em uma história até meio bobinha, mas interessante o suficiente pra que a gente se divirta demais em cada episódio. Então a pergunta que fica mesmo é: por que que Chuck Versus The Pink Slip e Chuck Versus The Three Words não foram tão bons quanto o esperado? Apesar de essa também ser fácil de responder, dessa vez vou ter que tomar uns parágrafos a mais da atenção de vocês.

Porém, contudo, todavia… Preciso dizer uma coisa antes de tudo: me amarrei nos dois episódios. Mais no 3×01 do que no 3×02. Só que eles seguiram aquele nível de qualidade que a gente vê no meio de temporada, quando a gente não tá criando muita expectativa. O que aconteceu nessa season premiere foi que o Intersect 2.0 parecia que ia trazer toda uma dinâmica diferente e, apesar de as aparências sugerirem isso, Chuck seguiu exatamente o mesmo esquema de suas duas primeiras temporadas. Por enquanto, o novo Intersect funciona de uma maneira mó aleatória, então é MUITO jogo pros roteiristas se aproveitarem disso e deixarem o Chuck do jeito que ele sempre foi. E isso tá longe de ser ruim – o que eu não gostei é que agora os caras a qualquer momento podem criar uma tensão barata pra gente ver se os ‘super-poderes’ vão funcionar ou não: “VAI, CHUCK, SE CONCENTRA! PROVA QUE É UM ESPIÃO!” e coisas do tipo. Torço pra que esses draminhas não passem muito dos primeiros episódios, e que o Chuck aprenda de verdade a dominar o negócio. Até porque, nos momentos em que a gente viu ele usar as habilidades, o cara continuou engraçado como o habitual… Mas enfim, chega de reclamar e bora falar mais especificamente dos episódios.

Chuck Emmett

Em Chuck Versus The Pink Slip, a gente viu que depois de fazer o download cerebral do Intersect 2.0, Chuck foi pra uma missão de treinamento em Praga. Só que antes disso, combinou com a Sarah – ou melhor, Sarah combinou com ele – de fugirem juntos e viverem uma vida normal. Funcionou? Claro que não. E o mais legal de não ter funcionado é que agora o foco das coisas mudou. Antes era a Sarah que ficava com a pose de estraga-prazeres, não deixando que o namorico passasse do disfarce de espiões. Agora é o Chuck que quer aproveitar a chance de ser um agente, ajudar pessoas, ir atrás de missões – e acaba deixando a loira chupando o dedo na estação de trem.

Outro ponto forte do primeiro episódio foi o lado Jack Shephard do Chuck. Ri muito dele todo barbudão, viciado em Cheetos Bola (Cheese Balls pra mim é Cheetos Bola), deprimido por ter perdido tanto a Sarah quanto a carreira que tinha aprendido a gostar. Mas o que mais me fez rir mesmo foram as aparições do Emmett na sua recente chefia da Buy More. Fiquei triste mesmo quando ele acabou morrendo, mas pelo menos foi embora no topo. A cena em que ele discute com o vilão-que-eu-não-lembro-nome foi genial. Aliás, Tony Hale, ator que dá vida ao personagem, sempre foi muito bom na hora de interpretar o cara. Ele faz uma mistureba incrível e deixa o personagem com um trilhão de personalidades, todas engraçadíssimas. Ela posa de machão, mas é meio gay; posa de arrogante, mas não deixa de ser todo bobão, etc.

O lado bom dessa morte, pelo menos, é que serviu de desculpa pro Big Mike voltar com tudo pra Buy More. O lado ruim é que foi mais uma desculpa rápida pra colocarem todo mundo junto trabalhando na loja de novo. A volta de Morgan de Benihana, então, foi mais corrida ainda. Mas é outra coisa que eu relevo, porque Chuck sem Buy More não é Chuck. Os episódios PRECISAM do núcleo de lá. Jeff e Lester, apesar de não terem feito muita coisa nesse começo, são personagens que só de aparecerem em cena já me fazem rir. A Anna também era legal, mas não ligo muito dela ter ficado lá pelo Hawaii depois de dar um pé na bunda do Grimes.

Morgan Carina

Quanto ao resto do elenco, quase tudo certinho também. Sarah, como eu já falei ali em cima, pareceu trocar de lado com Chuck no quesito romance. Casey continua o mesmo de sempre: arrogantemente engraçado. A General continua… Genérica. Ellie ainda é a boa irmã de sempre, mas finalmente conseguiu o que queria: morar sozinha com o Devon – cara que ainda não rendeu o que podia render depois de ter descoberto que o Chuck também é awesome. Falta mais alguém?

Falta: a atriz convidada. Carina, personagem que já tinha aparecido na temporada passada em Chuck Versus The Wookiee, voltou pra segunda hora dessa premiere, e apesar de continuar tão linda quanto antes, achei a outra participação dela bem mais legal. O que foi MUITO bom nessa nova aparição foi o caso com o Morgan. Uma das melhores coisas em Chuck é quando os personagens que não tem nada a ver com espionagem acabam se envolvendo com o caso do episódio e influenciam indiretamente no desenrolar da história. Morgan ainda acabou se dando mó bem no final e passou a noite com a Carina porque ninguém nunca tinha dito um “não” pra ela. Algum dia eu ainda tento fazer alguma coisa do tipo, e se a tática não-intencional do Morgan funcionar, Chuck vai passar a ser – sem dúvida alguma – minha série favorita.

Mas se não funcionar também não tem problema. Chuck não é bem uma série pra se levar muito a sério, então relevo quase completamente o meu futuro toco e todas as coisinhas que eu reclamei nessa review . Acima de tudo, o que importa é que eu continuei rindo, ficando semi-tenso e até curtindo o vai-e-vem eterno de Chuck e Sarah. E o melhor de tudo é que além desses dois episódios – exibidos no domingo – ainda teve mais um, esse sim exibido no horário habitual da série – às segundas. Então, daqui a pouco eu tô lá assistindo ao 3×03 e daqui a muito eu tô aqui postando a nova review. Vejo vocês em breve.

Chuck Sarah

P.S.: Esqueci de encaixar no meio do texto, então vai aqui mesmo: por que o Chuck é tão perigoso assim, hein? Tem muito mais nesse Intersect do que a gente imagina. Tudo bem que o forte de Chuck não é deixar cliffhangers, mas fiquei com um carrapato atrás da orelha com relação a isso. Além do mais, também tô mó curioso pra saber o que significa aquela conversa misteriosa da General em determinado momento do segundo episódio.

P.S. 2: Como eu nunca tinha feito review de Chuck, nunca tinha tido a chance de comentar aqui: a abertura da série é provavelmente a minha favorita da TV. Por mais geniais que sejam as aberturas de Dexter, Six Feet Under, United States Of Tara, etc. nenhuma me empolga mais que a de Chuck. Simples, precisa, divertida… Perfeita.


Guilherme Peres

Designer

Rio de Janeiro - RJ

Série Favorita:

Não assiste de jeito nenhum:

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