Desde a saída de William Petersen, CSI tenta não só se reinventar mas encontrar um substituto à altura do genial Gil Grisson. Nas duas temporadas anteriores, Laurence Fishburne bem que tentou agradar a nós, exigentes fãs da série. Ray Langston passou por várias mudanças, primeiro ficando mais humano, depois abraçando o assassino que existia dentro dele, mas nada disso funcionou.
Agora, parece que finalmente os produtores de CSI encontraram alguém que, se não é o substituto perfeito, ao menos guarda várias semelhanças com o estilo Grisson de investigar: Ted Danson, ou melhor, DB Russel.
Logo em sua primeira aparição, fiz aquela pergunta: “quem é esse doido?”, afinal o perito aparece deitado no chão praticamente junto aos corpos do tiroteio, e nesse momento a expressão no rosto do Nick combinou direitinho com a minha.
Danson me agradou não só por esse jeitão inusitado, mas também pela forma humana como interage com os outros membros da equipe e também com os suspeitos e testemunhas. Por sinal, adorei a forma como ele conversou com o garotinho que testemunhou o tiroteio no vagão, especialmente o lance da bola invisível. Foi uma cena singela, além de ter sido uma escolha muito inteligente da parte dele, perfeita para entrar no universo infantil e conseguir que o garoto colaborasse com a investigação.
Tudo bem que nem todos os membros da equipe reagiram assim tão bem à chegada dele. Catherine, por exemplo, teve uma discussão com Nick que eu nunca imaginei que veria em todos esse anos que acompanho a série. Tudo bem que o comportamento era necessário, afinal Marg Helsenberger afirmou no início deste ano que deixará a série. Uma pena, além de acender uma luz vermelha sobre a continuidade da série, já que todos os bons personagens estão abandonando a série.
Mas, voltando à apresentação do novo chefe da equipe, se Catherine não gostou muito de ter sido rebaixada (convenhamos, ela nunca mostrou muita capacidade de liderança durante o período em que assumiu o controle do grupo) e Nick ficou um pouco confuso com o jeito excêntrico de DB, Greg adorou o novo chefe.
Aliás, isso não é muito estranho, considerando que Greg adora uma esquisitice. Por falar em esquisitice, a forma como ele tentou conversar com a filha de Eckle foi hilária. A cada vez que ele tentava consertar, mais piorava o discurso.
Falando novamente de DB, mesmo com um caso não tão espetacular (a série já teve história maravilhosas), o novo perito conseguiu dar uma boa amostra de como é seu modo de trabalho e como será sua interação com a equipe.
Por falar em equipe, gostei muito da maneira que ele encontrou para tentar apaziguar a briga entre Nick e Catherine: convidando não apenas os dois, mas todos para um café. Quem sabe assim as arestas não serão aparadas.
Falando em aparar arestas, também achei muito digna a referência ao personagem de Fishburne no capítulo. Apesar de não o vermos mais, foi interessante os roteiristas darem uma satisfação quanto ao seu destino aos telespectadores. Mesmo que pouca gente, ou quase ninguém, queira saber o que raios aconteceu com Ray Langston.
Até a próxima semana.






