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Desperate Housewives 7×10 – Down the Block There’s a Riot

Por: em 15 de dezembro de 2010

Desperate Housewives 7×10 – Down the Block There’s a Riot

Por: em

E eu não dava nada para este episódio, que foi um dos melhores da temporada. Tivemos ação, mistério, suspense, drama. Como estava virando costume, a história principal, a do querido vilão Paul, era mesmo a melhor; então um episódio praticamente inteiro dedicado a esta trama não poderia se sair mal.

Eu tinha dito na review passada que, se não fosse pelas más intenções do Paul e pelo preconceito, a ideia de ter um centro de reabilitação em Wisteria Lane não era um absurdo – e é realmente uma boa ação. Achei interessante essa discussão vir à tona, principalmente na voz de um jovem – no caso o Parker. Por mais irônico que seja, o Paul tem razão quando questiona, no meio da bagunça, quem são os verdadeiros delinquentes da rua.

Todo mundo ali deu vazão aos sentimentos reprimidos e, se um começa a bater, a multidão acompanha: o chamado comportamento das massas. É o mesmo que acontece nas brigas das torcidas organizadas; você não sabe o porquê de estar batendo, mas ou é isso ou você apanha.

Foi interessante ver os vizinhos das ruas próximas associarem o Keith com um dos ex-detentos por causa do porte físico e das tatuagens. Nisso, Marc Cherry fez bem em mostrar os estereótipos e colocá-los dentro da própria vizinhança. Afinal, a Lynette é a mais “casca-dura”, a que é capaz de sair por aí brigando com quem quer que seja, mas foi a quase angelical Bree que iniciou o pânico na rua ao atirar para o alto.

Ainda falando da Bree, gostei mais desta história do Richard se metendo entre ela e o Keith do que quando o casal feliz está junto. Apesar disso, não gosto da ideia da Bree com o Richard – principalmente depois que ele se recusou a sair da casa dela; essa demonstração de poder dele não foi nada legal -, mas também não sou muito fã de Keith e Bree. Não entendi direito o porquê de ele pressionar a Bree para casar com ele (além das baboseiras que o pai falou). Querer morar junto é um grande passo e é praticamente um casamento.

Eu penso que as formalidades do casamento (festa, assinar um papel, essas coisas chatas) só são para a sociedade ver que você está junto de alguém e não vai morrer sozinha – além de emocionalmente dificultar na hora de separar (segundo as leis brasileiras, se comprovar que o casal esteve em um relacionamento estável, a partilha dos bens será como se estivessem casados). Acho que, de papel assinado ou não, você terá os mesmos problemas de relacionamento com a pessoa, independente do quanto você a ama. E a maioria desses problemas são superáveis.

Fiquei tensa em grande parte do episódio, porque via as ramificações e quanta merda poderia dar. Era o Keith brigando com o pai, a Juanita fugindo da Gaby, Lee e Bob fugindo da rua, Tom conversando com a Renee e a Renee acertando as contas com a Susan. Aliás, a única parte do episódio em que quase ri foi quando a Susan caiu e foi pisoteada. Poderia ser um plot interessante, mas a personagem não rende nada e eu não consigo sentir empatia por ela, mesmo desacordada. Senti muito mais pelo Lee, quando foi atacado ao sair do carro e pelo desespero da Juanita.

Infelizmente, não gostei do final, achei um péssimo cliffhanger. Estava ótimo o Paul andando pela rua se sentindo vitorioso e eu ficaria muito feliz se ele pudesse aprontar mais algumas antes de a Beth ficar doida de vez e se tornar a grande vilã da temporada. Mas ver que ele levou um tiro – e pela localização, não duvido que a participação dele tenha se encerrado de vez – tirou parte da graça do episódio.

Quem vocês acham que atirou no Paul? Minhas apostas vão para a Beth ou alguma outra cúmplice da Felicia.

Desperate Housewives entra em hiato de inverno e volta no dia 2 de janeiro. Até lá!


Bianca

Feminista interseccional, rata de biblioteca, ativista, ama filmes, séries, cultura pop e BTS. Twitter sempre vai ser a melhor rede social.

São Paulo - SP

Série Favorita: Grey's Anatomy

Não assiste de jeito nenhum: Lost

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