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Desperate Housewives 7×17 – Everything’s Different, Nothing’s Changed

Por: em 6 de abril de 2011

Desperate Housewives 7×17 – Everything’s Different, Nothing’s Changed

Por: em

Desta vez, não vou botar a culpa do meu marasmo ao assistir a este episódio em alguma manobra boba dos roteiristas. A tensão da Beth ter tentado se matar e a raiva do Paul em manter a esposa viva o quanto ele podia (mesmo sem atividade cerebral) deveriam ter me empolgado muito mais se não fosse um fato que me contaram no mesmo final de semana em que o episódio passou.

Conversando com amigos sobre assuntos aleatórios, uma das pessoas disse que mesmo você sendo um doador de órgãos, quando você morre é a sua família (ou os responsáveis por você) que decidem se os órgãos serão doados ou não. Por isso, quando vi que a Beth tinha “sobrevivido”, já imaginei que o Paul faria o máximo para impedir que a Susan conseguisse o rim.

Eu não sabia dessa informação e teria ficado imersa na trama da Susan se tivesse descoberto durante o episódio.

Mas uma coisa me surpreendeu: a reação da Susan. A personagem anda tão deprimida com tudo o que aconteceu que mal consegue lutar contra os caprichos do Paul. Quase fiquei com pena do Mike, que quer o bem da esposa, mesmo que não seja a mais ética das atitudes processar um homem que acabou de perder a mulher.

Infelizmente, esta foi a única história de verdade do episódio. As tramas das outras donas de casa foram apenas para preencher os 40 minutos. A Renée e a Gaby empenhadas em dar uma festa fora de época, a proposta de emprego do Tom, a volta do Andrew – sendo esta última a única com chances reais de desenvolvimento.

Sem o Keith, a Bree ficou meio perdida na temporada e o Andrew voltar com problemas era a desculpa perfeita para ela ter com o que se ocupar até o final. Ainda mais com a culpa que ela está sentindo por ter visto que tinha algo de errado com a Beth e não ter feito nada para ajudá-la. Os roteiristas até souberam jogar bem com os elementos que tinham; a reunião dos dois no Alcóolicos Anônimos foi uma das partes mais divertidas do episódio.

Por outro lado, o drama acabou ficando com a discussão entre a Lynette e o Tom. Gosto demais como os dois interagem. Como um casal de verdade, eles têm discussões, brigas e compartilham as alegrias – além de terem as conversas mais maduras da série. O talento e a química entre a Felicity Huffman e o Doug Savant ajudam muito a melhorar a qualidade da série.

Isso ficou ainda mais evidente nas cenas seguintes, com a Renée e a Gaby conversando sobre o suícidio da mãe da primeira. Tanto a Vanessa Williams como a Eva Longoria são ótimas atrizes, mas o tom da conversa estragou um pouco o momento, na minha humilde opinião. A pena que a Gaby sentiu da Renée não me comoveu e a nova moradora não queria esse tipo de sentimento vindo da amiga. Se o diálogo fosse em outro tom, menos paternal, a atuação das atrizes só seria melhor.

P.S.: O Paul ficou visivelmente tocado com o discurso/bronca que a Felicia fez para ele na Igreja, mas fiquei muito desconfiada das intenções dele ao visitar a Susan e dizer que deixará a Beth doar o rim para ela. Deve ser muito difícil ver que duas esposas suas decidiram se matar e, se fosse comigo, me faria rever muitos dos meus conceitos.

P.S.2: O que será do Paul e de Wisteria Lane com a Felicia em liberdade?


Bianca

Feminista interseccional, rata de biblioteca, ativista, ama filmes, séries, cultura pop e BTS. Twitter sempre vai ser a melhor rede social.

São Paulo - SP

Série Favorita: Grey's Anatomy

Não assiste de jeito nenhum: Lost

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