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Fringe – 4×21 Brave New World, Part I

Por: em 7 de maio de 2012

Fringe – 4×21 Brave New World, Part I

Por: em

É complicado fazer uma análise de Brave New World Part I porque, como o título diz, essa é apenas a primeira parte e eu não faço a menor ideia de como as coisas irão se encaixar e convergir na parte final, mas é seguro dizer que pelo o que eu vi até agora, não irei me decepcionar nem um pouco. Fringe vai encerrar mais uma temporada explodindo cabeças e eu fico imensamente feliz de saber que teremos mais 13 para fechar tudo direitinho e fazer com que a série saia de cena em grande estilo.

Vi muita gente falando que o episódio tinha sido mais fraco ou coisa do tipo, mas eu discordo. Acho tão bom quanto os últimos que nos foram apresentados. Mais calmo? Com certeza. Mas como primeira parte de um episódio duplo, seu objetivo é exatamente esse: Preparar o terreno para a explosão da trama na segunda parte. Foi assim na 2ª temporada com Over There Part I e Over There Part II e, segundo os prognósticos, será assim aqui também.

Não sei como os produtores conseguiram esconder o retorno do Leonard Nimoy à série ou se eu realmente sou desligado e deixei passar esse tipo de notícia, mas desde que vimos o William Bell no âmbar no 4×19, eu já começava a formular teorias. Como disse na review daquele episódio, uma delas envolve ele estar diretamente ligado a algum tipo de tragédia que acontecerá com Olívia (acho muito difícil que matem a personagem de verdade agora com a 5ª temporada confirmada), e depois de vê-lo reaparecer praticamente das cinzas para assumir o posto de big bad de Fringe, eu não duvido mais.

Desde aquele episódio eu já desconfiava que o Bell poderia voltar, mas ainda assim eu não estava pronto para a forma como isso aconteceu, especialmente o fato do David Robert Jones ser só mais um peão (ou melhor dizendo, um bispo) descartável no tabuleiro que o William está comandando.

Dito isso, fica registrada aqui minha surpresa ao ver o cara que eu imaginava ser o maior vilão de Fringe se dissolver como pó diante dos olhos de um Peter tão assustado e surpreso quanto ele. Foi uma grata surpresa, porque agora eu acredito que o caminho que estamos trilhando irá mesmo coroar o William Bell como grande vilão de toda a história e eu já espero que ele esteja presente na 5ª temporada, sem dúvida. Certamente foi o Belly que armou tudo, desde o desvio dos raios de sol para Boston, Peter e Olivia desativando tudo, até a presença do Jones no local.

Outra coisa que isso traz de interessante é que, ao menos quanto ao Walter, a dinâmica das coisas deve mudar. Uma coisa era lutar contra o Jones, que sempre infernizou a vida deles e nunca deu motivo para hesitações. Outra é enfrentar o seu parceiro de uma vida, que por algum motivo ainda não compreendido, quer destruir os mundos e construir sua própria “república”, por assim dizer.

Eu sei que o Bell é um lunático, mas eu queria entender quais as motivações dele para isso tudo. Construir uma nova raça, povoar novamente a terra, ser o responsável pela criação de um admirável mundo novo… Isso com certeza partiu de algo, não deve ter surgido da noite para o dia. Acho que de alguma forma isso irá se relacionar aos experimentos que ele  e o Walter faziam.

O tiro na Astrid no final não me preocupou muito. Ela está viva em 2036, então realmente não acho que ela irá morrer. Vi gente cogitando aquela ser a Astrid B, mas acho que faz ainda menos sentido, contando que o portal está selado e não há qualquer perspectiva de ele ser aberto novamente.

Falando em 2036, outra relação que pode ser feita entre esse episódio e aquele futuro diz respeito a Olivia e Peter. Pelas contas, ela já está grávida da Etta e, pela conversa dos dois, eu acho que ela já sabe disso, só que ainda preferiu não contar. Gostei de ver algumas cenas românticas entre os dois. Simpatizo com o casal desde o piloto quando eles ainda nem eram um casal e estavam precisando de mais momentos assim, agora que finalmente conseguiram ficar juntos.

Olivia, inclusive, foi uma grande parte do episódio. Seus poderem estão se desenvolvendo cada vez mais e eu não tinha dimensão do que eles poderiam representar até vê-la controlando o Peter praticamente como uma marionete na luta contra o David Jones. O “poder de cura” que o cortexiphan apresentou também é interessante. Será que Olivia vai ser a chave para salvar o universo? Pela primeira vez, eu começo a considerar essa possibilidade.

A história dos nanites também foi ótima, bem costurada com a trama geral e serviu como uma espécie de “prólogo” desse episódio duplo. Não sei se mais alguém percebeu, mas o símbolo dos nanites quando apareceram no computador de Walter era o mesmo X que o tal Mr. X (assassino da Olivia) usava no episódio do LAD. Será se é um sinal de que veremos realmente essa trama se resolvendo logo? Espero que sim, mas com um desfecho diferente do que o September previu.

Não faço ideia do que esperar da conclusão do episódio. Mas acredito que será épico.

De Glyph Code, tivemos POWERS, que eu acredito ter relação com os poderes que a Olivia demonstrou.


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

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