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Fringe – 5×03 The Recordist

Por: em 15 de outubro de 2012

Fringe – 5×03 The Recordist

Por: em

E não é que, em sua temporada final, Fringe resolveu mesmo brincar de quebra cabeça?

Já vi algumas pessoas comentarem que estão achando esse 5º ano “fraco”, opinião da qual não compartilho. É claro que não tivemos episódios de tirar o fôlego. Mas levemos em conta que estamos no começo. Por mais que sejam apenas 13, estamos ainda engatinhando. A trama vai sendo solidificada aos poucos e eu acredito que não há quem negue  que tudo está sendo bem costurado – e talvez seja isso a causa da “lerdeza” na trama que alguns apontam. Acho que estamos no tom correto, mas eu sempre gostei de tramas mais intricadas e graduais, então talvez isso influencie no modo como venho enxergando a temporada.

Acho que esse 3º episódio foi meu favorito dentre os 3 até aqui exibidos. Já comentei antes que sou fã de histórias que se passam em um mundo pós apocalíptico e é sensacional como Fringe vem construindo isso com cuidado e inserindo novos detalhes a cada semana que passa. Eu não consegui esconder um sorriso ao ver a Etta oferecer uma pílula de “maçã”  como se fosse a coisa mais natural do mundo. A impressão que fica cada vez mais forte é que ela ainda não conseguiu absorver e entender o quanto está sendo complicado para os pais a adaptação a realidade de 2036.

A cena mais pesada do episódio foi, mais uma vez, deles dois. Quando anunciaram que essa temporada traria a questão dos Observadores, eu fiquei preocupado com relação ao tempo. No fim das contas, Fringe soube escolher o melhor caminho. Contar a história anterior do Expurgo por memórias dos personagens, além de cortar muita coisa que soaria desnecessária, dá um tom mais intimista a situação. Tem como não se emocionar ao menos um pouco com a Olivia afirmando que não conseguiu ir embora por causa da Etta e do desaparecimento dela?

Eu senti como se o roteiro estivesse querendo criar algum tipo de “contrato” ou “dívida”. A Olive se atormenta até hoje pelo que aconteceu quando os Observadores chegaram e, de certa forma, acho que isso vai acabar tendo uma grande influência no final da série, que eu não acredito que seja feliz para todos. Posso ser pessimista, mas acho que demanda muita ingenuidade acreditar que os produtores darão 2 finais felizes em sequência – o primeiro a que eu me refiro aqui é o da temporada passada.

Outra coisa que me preocupa é a ‘amnésia’ do Walter. Talvez eu esteja numa vibe Arquivo X demais, com Trust No One, mas eu tenho a impressão de que a qualquer momento eles vão ser entregues por alguém aos Observadores. Se eles já quase foram pegos aqui, imagina tendo quem os denuncie?

Uma coisa que me chamou atenção foi a menção, ainda que rápida, ao September. Tem gente que acha que ele tá morto, baleado ou qualquer coisa do tipo, mas eu ainda acredito que ele está vivo e que vai ser uma peça fundamental na concretização do plano para ‘salvar a raça humana’. Talvez dê as caras mais pra reta final da temporada

Mas o que eu mais eu curti MESMO em The Recordist foi o “caso”. Eu sei que não foi bem um, já que nessa temporada tudo está ligado, mas o que eu quero dizer é que não me lembro quando eu tinha me importado tanto com os personagens coadjuvantes de Fringe. A impressão que eu tive, por exemplo, é de que o Edwin e o River estavam na série há muito, muito tempo. Mérito do roteiro e dos atores, que conseguiram se encaixar de maneira irretocável no cenário. Eles e sua “colônia” pareciam um pequeno ponto no tempo, algo no meio de tanto caos… E isso que foi bacana.

Sem contar a carrada de referências legais que a gente teve da antiga Fringe. Vendo assim, parece que aconteceu há milhares de anos. Os gibis, as “notícias” guardadas, as fotos de Peter, Walter, Astrid e Olivia… Semana passada, eu tinha dito que a chegada deles tinha reascendido na Etta a esperança, dado a ela algo pelo que lutar, mas esse “renascimento” não aconteceu só na filha de Peter e Olivia e o sacrifício do Edwin (e eu achei que ele iria entregá-los para os Observadores) para que eles conseguissem as pedras mostra isso.

E esse plano, ein? Pedras? Alguém tem alguma teoria do que ele pode significar? No começo, eu achei que poderia ter alguma relação com a Máquina da 3ª temporada, mas já descartei isso.

Outras observações:

  • Quem é Donald? Será que saberemos?
  • Eu fiquei tenso aqui do outro lado quando a primeira “casca” apareceu na Olivia
  • Eu quero aquelas HQ’s do River! Colabora, Fox!   
  • Astrid vai passar a temporada quebrando âmbar?
  • Escrever sobre Fringe toda semana é delicioso, mas também complicado. Então se eu esqueci de citar algo, mandem bala nos comentários!

Essa semana não temos inédito, mas dia 26/10 a série está de volta:


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

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