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Game of Thrones – 2×02 The Night Lands

Por: em 10 de abril de 2012

Game of Thrones – 2×02 The Night Lands

Por: em

Contrariando a maioria dos comentários que li pela internet afora, eu gostei mais desse 2º episódio do que da season premiere. Assisti a ele assim que vazou, mas por motivos de força maior (leia-se feriado) não consegui ter tempo de escrever antes, então acabei esperando mesmo a exibição oficial, neste último domingo. The Night Lands desenvolveu as tramas em um ritmo mais lento, sim, porém trouxe detalhes interessantes, delineou melhor algumas histórias e coisas que antes me pareciam soltas, começaram a tomar rumos interessantes.

O primeiro exemplo disso é a trama do Snow. Como eu disse no outro texto, gosto gratuitamente do bastardo e espero o momento em que suas histórias irão se tornar realmente interessantes (a galera que leu o livro me adiantou que isso só acontece no terceiro livro). Foi bom ver que toda a história do Craster e suas filhas esposas realmente não foi apenas um detalhe enriquecedor e que começou a se desenvolver. Eu especulei bastante o que acontecia com os filhos homens – e esperava ficar apenas na especulação -, então fui pego de surpreso com a cena final.

O mais bacana é que essa trama se conectou com os tão falados White Walkers. Como um fã do sobrenatural, confesso que as criaturas são o que mais me intrigam no seriado – mais até do que a guerra pelo Trono de Ferro – e sou ávido pra saber mais sobre os ditos cujos. Não acho que seja algo que vá ser desenvolvido exatamente agora, mas acredito que pode ser uma das espinhas dorsais do show no futuro.

Aproveitando o momento “Snow”, ainda tem mais duas coisas que eu quero comentar sobre esse segmento antes de dar continuidade: Primeiro que, depois de ver o Grey Wind semana passada, foi ÓTIMO ver o Ghost (confesso que, embora eu goste mais do Robb do que do Jon, o Ghost é fácil fácil meu direwolf favorito). E segundo que gostei de ver a eterna Cassie de Skins em um novo papel. A Gilly (que eu descobri que, por razões obscuras para mim, virou Goiva na tradução brasileira) parece ser uma personagem interessante.

Em King’s Landing, as coisas continuam acontecendo a todo o vapor e eu adoro ver o Tyrion no centro dos acontecimentos. Realmente, esse será o ano para Peter Dinklage e seu anão. Foi ótimo vê-lo se interando de tudo que está acontecendo (e precisa mesmo, porque com Joffrey como rei e Cersei como rainha regente, a tendência é que a situação só piore), fazendo as velhas e sarcásticas piadas e mostrando que sabe como se impor.

A cena em que ele ‘depõe’ (por falta de uma palavra melhor) o Janos, antigo comandante da City Watch, e o envia para a Muralha foi ótima e já deixou bem claro, pra gente que tá assistindo e pra Cersei, que ele não veio para brincadeira. Colocou alguém de sua confiança no cargo, para garantir que coisas como o massacre aos bastardos de Robert não tornem a acontecer – não sem seu conhecimento e consentimento, ao menos. Quero muito ver quais vão ser suas próximas atitudes.

Gostei de ver que não enrolaram muito com a trama da Arya e do Gendry, não ia dar mesmo para ela ficar andando por aí por muito tempo sem que ninguém percebesse que na verdade ele é ela. Gosto bastante da dupla formada pelos dois e gosto mais ainda de não fazer ideia do que vai acontecer nessa trama. Se tornou impossível, pra mim, tentar prever o que vai acontecer, se eles chegarão à Muralha, se alguém vai entregá-los antes ou coisa do tipo. Uma das vantagens de ainda não ter lido os livros do Martin, eu creio.

Pelo que vi, o Davos vai mesmo ser um personagem mais importante do que eu imaginava. Me surpreendi com a tamanha devoção que ele demonstrou ter ao Staniss e, como já dizem, nada em excesso faz bem, então eu não aposto que isso vá terminar bem. A Melisandre continua me intrigando, quero muito entender quais são os interesses dela, os benefícios de ajudar o Stannis na sua reivindicação pelo trono.

E, por último, aquilo que mais me chamou atenção no episódio: Theon Greyjoy.

O personagem me intrigou desde a primeira temporada, nunca consegui identificar ao certo seus objetivos, motivações e o que mais se passava pela cabeça dele. Por mais que eu acredite que a qualquer momento ele possa trair os Stark (embora, se tem algo que me soa sincero nele, é a relação com o Robb), quero entender mais de sua história e foi de bom grado que eu assisti as sequências dele nesse episódio. O Theon é meio seco, até ríspido eu diria, mas com a história de vida dele, acho que nem dá pra culpar muito o cara.

A construção que a série fez das Ilhas de Ferro e do Pike foi sensacional, de encher os olhos mesmo. Eu sei que já virou clichê dos grandes elogios a parte técnica do seriado, mas às vezes não tem como fugir disso, especialmente quando é algo tão bacana como foi nesse episódio.

Ter crescido debaixo da proteção de Ned teve seu ônus e seu bônus. Eu não esperava que Balon recebesse o filho de braços abertos, mas também me surpreendi com tamanha amargura que ele demonstrou ao falar dos Stark e dos acontecimentos do passado, que jogaram o Theon lá pras bandas de Winterfell. O personagem sempre se mostrou extremamente orgulhoso e agora que tudo isso foi reduzido a cinzas pelo pai e pela irmã Yara (que foi outra personagem que me chamou bastante atenção também e, pelo que vi, também teve o nome alterado), ele se torna ainda mais imprevisível e interessante de acompanhar.

Algo me diz que essa imprevisibilidade ainda vai ser carta chave na tal Guerra dos Cinco Reis.

PS. Essa trama da Dany no Deserto vai dar em algum lugar?


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

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