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One Tree Hill – 9×07 Last Know Sorroundings

Por: em 23 de fevereiro de 2012

One Tree Hill – 9×07 Last Know Sorroundings

Por: em

Nathan Scott is the strongest guy I Know. Wherever he is, however he is, it’s getting stronger.

EVANS, Clay

E finalmente tivemos o tão aguardado retorno de Lucas Scott. Ver o nome de Chad Michael Murray nos créditos iniciais, em um lugar que, apesar dos pesares, é dele por direito, já me deixou ansioso pra ver o que viria a seguir. E o episódio foi bem bacana, mas Chad e seu Lucas foram apenas um detalhe de todo o conjunto.

O sequestro do Nathan está detonando toda a carga de emoções dessa reta final da série e, semana após semana, a coisa fica mais angustiante. Se antes eu tinha dúvidas se o personagem morreria ou não, hoje eu já estou mais tranquilo e acho que não, Mark Schwann não matará um dos personagens mais queridos de Tree Hill (e nessa parte eu espero, mais do que nunca, estar certo).

Lucas e Haley sempre foi a amizade mais bonita de OTH. Brooke/Peyton, Brooke/Haley, Lucas/Nathan, todas são relações lindas, mas nenhuma delas tem a intensidade de Laley. Eles estão juntos desde sempre, um apoiando o outro, confiando, brigando, ajudando… Não consigo lembrar agora um momento em que um tenha decepcionado drasticamente o outro ou que eles tenham brigado sério. Sendo assim, nada mais natural que a Haley o chamasse em um momento de desespero.

Todas as cenas no aeroporto foram ótimas. Não sou capaz de dizer que o Chad tenha melhorado drasticamente em atuação – eu diria que só um milagre faria isso -, mas isso não foi algo que me incomodou no episódio, provavelmente porque a saudade do Lucas – sim, às vezes eu sinto falta do Lucas – era maior. Não é como se os momentos dos dois estavam ali para acrescentar algo na trama, mas eu acredito que não era essa a intenção. Foram momentos feitos para os fãs, dignos de uma temporada final.

Destaco dois momentos, que acredito que se complementaram de uma forma sensacional. Primeiro, Haley pedindo para que o Lucas levasse Jamie e Lydia, antes que ela desabasse e eles vissem o quão grave a situação era. É preciso dizer que a temporada tem uma dona e ela atende pelo nome de Bethany Joy. A atriz está melhor do que nunca e todo o sofrimento da Hales, que nas mãos de muita gente poderia soar exagerado, com ela está no tom perfeito, chega a ser angustiante às vezes.

E a outra cena é aquele pequeno momento do fim, logo quando a Haley já foi embora e o Jamie abraça o Lucas com força, depois de ter se despedido da mãe prometendo que tudo ficaria bem. A impressão que foi passada é de que o próprio Jamie tinha entendido o quão grave tudo era e estava a ponto de desabar também, mas não queria fazer isso na frente da mãe, para não piorar a situação. E é preciso dizer que meu coração ficou menor TODA vez que aparecia o vídeo e o Nate falando Doesnt matter how far I go, Jamie Scott, you’ll always with me?

Pegando a deixa, parece que finalmente o Dan descobriu algo. Quando o vídeo começou a ser exibido incessantemente no episódio, ficou meio óbvio que alguma pista iria ser tirada dali, então não foi surpresa alguma pra mim quando o Dan reconheceu o símbolo atrás do Nathan. Estou curioso é para saber que tipo de relação ele fez ali.

O que me surpreendeu foi a participação do policial. Quando ele apareceu na porta da Haley, eu já estava imaginando que ele seria mais uma vítima e que seria morto pelo bandido de sotaque-mais-engraçado-do-que-amendrotador (e ele gosta de Gossip Girl!) e eu estava com essa ideia fixa, especialmente quando ele chegou ao cativeiro. A pancada na cabeça do Nate doeu mais em mim do que nele. Foi meio estúpido da parte dele tentar fugir, mas estamos falando de Nathan Scott, então eu não esperaria outra atitude.

O caso do Clay continuou a ganhar a forma e todas as perguntas sobre filhos e famílias só me levam a uma conclusão: O tal segredo do passado tem mesmo a ver com a Sara e, como já citaram nos comentários passados, um possível filho dos dois. Preciso elogiar também a forma como todas as sequências são conduzidas. Terapia em série é um negócio que pode cansar fácil, mas o excelente texto e os cortes rápidos e compassados do rosto do Clay para o do terapeuta dele deixam tudo ágil e interessante.

Brooke Davis, mais uma vez, foi Brooke Davis. Como eu imaginava, a história dos cafés rivais chegou mesmo ao fim e agora veremos a melhor personagem de Tree Hill em um drama, como nós gostamos. Me surpreendi por ressuscitarem o Xavier das cinzas (e como foi dolorido rever a Brooke apanhando na 6ª temporada). As cenas do depoimento da Brooke foram sensacionais, a Sophia mostrou mais uma vez a atriz excelente que é e só com a expressão fácil conseguiu traduzir tudo.

Tenho medo com o que pode acontecer a ela, ao Julian e aos gêmeos, agora que o Xavier foi solto. Eu não estava esperando, ainda mais depois do que a Brooke disse no tribunal, mas parando para pensar, não faria muito sentido toda essa história se ele continuasse preso. Agora, além de se preocupar com o Nate, temos que nos preocupar com a Brooke. Mark Schwann não perdoa ninguém.

Por fim e realmente menos importante, eu me surpreendi por não me irritar com Chase e Chuck. Parece que quando a trama dos dois ganha alguma feição dramática, realmente fica interessante e eu até curti o plot que começou a ser desenhado. Agora ficou um pouco mais claro porque o Chase vai ser preso (como vimos no primeiro episódio), provavelmente ele irá entrar em uma briga com o pai do Chuck, que está batendo no garoto.

Se eu senti falta de algo no episódio? No fundo, meu coração Brucas esperava pelo menos uma cena mínima entre eles. Mas já valeu o que tivemos do Chad aqui.

Agora só faltam 6. (E a cada semana, meu coração fica mais apertado)

A promo da semana que vem é provavelmente uma das mais angustiantes dos últimos tempos, então se você quiser ver, por sua conta em risco, só clicar aqui.

PS. Pô Chad… Podia arrumar esse cabelo, né?


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

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