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Parenthood – 4×08 e 4×09 You Can’t Always Get What You Want

Por: em 2 de dezembro de 2012

Parenthood – 4×08 e 4×09 You Can’t Always Get What You Want

Por: em

À medida que se aproxima de seu final (contando de agora, teremos apenas mais seis episódios), a 4ª temporada de Parenthood começa a desenhar o desfecho de suas tramas abertas, ao passo em que inicia outras, todas com a realidade e a emoção que já é peculiar à série que está, sem sombra de dúvidas, em sua melhor, mais consistente e mais madura temporada.

One More Weekend With You  e You Can’t Always Get What You Want apresentam tramas que, em certo ponto, se complementam ou se mostram como direta consequência. O principal exemplo é o recém formado núcleo Sarah-Mark-Drew. A volta do relacionamento do garoto com Amy terminou respingando mais do que era esperado na nova “família”. De certa forma, o Drew foi inconsequente de levar a Amy para a casa do Mark, já que ele também acabou de se mudar. Eu não esperava que o Mark contasse à Sarah sobre o flagra, mas ele teve a atitude correta. Não entendi porque ela ficou tão surpresa de saber que o filho já está fazendo sexo. O Drew já está terminando o high scholl; estranho seria se ele não estivesse.

O modo como ela agiu no 4×09, tentando impedir o garoto e a namorada de ficarem sozinhos, certamente vai gerar problemas a longo prazo. Meu palpite é de que, até o fim da temporada, teremos um novo baby Braverman a caminho.

Quanto a discussão com o Mark, eu não tenho como não ficar do lado dele e contra ela e, de certa forma, já era esperado que a situação chegasse a esse ponto. O Mark não admite, mas tá morrendo de ciúme da relação da noiva com o Hank. E com razão, afinal, a Sarah saiu de madrugada pra tirar o chefe de um bar…Eu sou #TeamMrCyr 100% na história toda e espero um casamento ao fim da temporada, mas vendo pelo âmbito estritamente narrativo, a chegada do Hank funcionou para mexer um pouco com eles, que, de certa forma, não tinham nenhum grande problema e viviam em um mar de rosas. Talvez seja interessante que eles passem por isso antes de subirem ao altar de vez (o que eu espero que aconteça).

É o oposto do que acontece com Julia e Joel que, depois de anos de paz e estabilidade, enfrentam uma nova estrutura no relacionamento. A chegada do Victor alterou a rotina de todos e a explosão da Sidney, que aconteceu no 4×08, foi até mesmo demorada. Não dá pra dizer que a garota estava totalmente errada pelo surto, mas também não dá pra culpar Julia e Joel, diante da situação. Diferente do 4×09, onde eu dei toda razão ao Joel por ficar irritado, pelas razões que ele tão bem expôs: Ela trabalhou a vida inteira e ainda assim, conseguiu dar conta da Syd (ok, com algumas ressalvas às vezes). Além do quê, o Victor já é mais velho e, de certa forma, ele e o Joel já construíram um relacionamento.

Quando a história do câncer apareceu, eu tive medo de que, assim como outras séries, Parenthood caísse no lugar comum ao abordar o assunto. Ledo engano. Monica Potter já pode figurar facilmente na lista das atrizes que melhor incorporaram uma situação do tipo. É claro que o texto que foge do didatismo do assunto e consegue emocionar com detalhes ajuda pra caramba, mas os méritos de composição da Monica não podem, em momento algum, serem ignorados.

Eu não sei qual situação foi mais emocionante: Os efeitos da quimio e a droga do 4x08 ou o plot do baile no 4×09. A primeira foi mais crua, mais dolorosa (nossa, chega até a ser pecado tentar colocar em palavras o que foram as cenas dela no banheiro e do Adam a encontrando no chão), enquanto a segunda trouxe esse clima de derrotismo e melancolia nas entrelinhas. Tava tudo ali, no olhar dela, quando ela diz ao Adam que quer aproveitar cada oportunidade porque não sabe o dia de amanhã. É claro que a Kristina vai se curar; ela TEM que se curar, esse é o fato. Mas sinto que vai ser cada vez mais doloroso acompanhá-la no processo.

É bacana ver que o Max está entendendo bem tudo e fazendo um esforço, como aceitar ir para o baile. A cena da Kristina ensinando o filho a dançar certamente entra pros anais das melhores da série inteira. Tanta sutileza e tanta força juntas em uma só sequência que eu me pergunto se outra série que não Parenthood conseguiria um equilíbrio tão perfeito. A 6 episódios do fim da temporada, confesso: Tenho medo dos rumos que essa trama pode ganhar.

Compartilho o mesmo sentimento com o relacionamento de Amber e Ryan. O personagem do Matt Lauria é um dos mais complexos e interessantes coadjuvantes que a série recebeu e eu já faço campanha para que ele se torne fixo, porque é impressionante como ele e a Amber se completam, em todos os sentidos. Momentos como o banho de mar provam isso. A filha da Sarah dá ao ex soldado de guerra a calmaria e a tranquilidade que ele precisa pra deixar pra trás qualquer vestígio do passado e, ajudando-o, ela termina por se ajudar, porque ele também lhe faz bem. Muito bem. Espero que essa história não tenha um final trágico.

E pra terminar: Alguém me explica a história do Crosby com aquela vizinha nova enchendo o saco? Espero que não seja nada para atrapalhar o casamento com a Jasmine, exatamente agora que eles estão bem… 


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

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