Aquele em que dizemos adeus

Pra quem não sabe, o Apaixonados por Séries existe há quase dez anos. Eu e Camila…

O que esperar de 2018

Antes de mais nada, um feliz ano novo para você. Que 2018 tenha um roteiro muito…

Private Practice 4×14 – Home Again

Por: em 23 de fevereiro de 2011

Private Practice 4×14 – Home Again

Por: em

O comentário geral mais pertinente para este episódio veio do Rodolfo (@RodolfoCV), no Twitter:

Quase todas as personagens de #PrivatePractice viajaram para Connecticut no episódio 4×15. Ou seja: Fecharam a clínica assim do nada. WTF!

Acho que a maioria dos telespectadores teve a mesma reação ao ver que 80% da clínica largou tudo o que tinha que fazer para ir ao velório/enterro da Bizzy. Tudo bem que era a morte da mãe de um dos amigos e isso acaba levando tocando a gente muito mais do que se fosse qualquer parente mais distante e a gente acaba ficando mais solidário.

Lembro que, na faculdade, o pai de uma amiga faleceu e metade da sala abandonou as aulas para ir ao enterro. Até gente que não era tão próxima acabou indo, por compreender a dor. Mas veja bem: estamos falando de universitários saindo da aula e não de médicos largando a clínica. Nós não tínhamos obrigações com a vida de ninguém além de nós mesmos – ao contrário dos personagens de PP.

Voltando ao episódio, somente Violet e Sheldon ficaram na clínica, tentando aconselhar um casal e a sentença da pena de morte. A obsessão da Hillary em salvar o Brett, sendo que ele sabia que a verdade não era o que a esposa acreditava, chega a ser comovente (pelo lado dela) e meio cruel (do lado dele). Deixar com que a Hillary não faça nada além de achar que pode salvar um inocente não é exatamente o que eu chamo de “consideração ao sentimento alheio”.

Em Connecticut, achei interessante a forma como a Addison reagiu a tudo. Sendo bitch com os funcionários, ao melhor estilo Bizzy, vestindo uma armadura de mulher fria e sem sentimentos, mas precisando botar tudo para fora (como fez com o Sam). Fiquei pensando se ela estava agindo assim se é o costume dela junto da família (que já vimos que não é exatamente assim, pelos encontros do pai e do irmão com ela na Califórnia) ou se esta era a maneira dela de superar.

Foi divertido ver como cada um lida com o acontecimento. O Capitão sempre está bebendo e sendo rude (e nada inteligente, achando que médicos podem salvar qualquer um) e o Archer leva tudo na brincadeira – embora eu não tenha tanta certeza se ele chegou a sentir mesmo a morte da mãe. Achei curioso a Bizzy pedir para a Addison fazer um discurso sobre ela.

– Hotels have heat, blankets and emotional warm.

E a Addie fez tudo seguindo o protocolo. A mãe tinha tudo esquematizado para a sua morte e, como em tudo em sua vida, foi apenas mais uma formalidade que sua família teve que cumprir.

Agora que o grande impacto já passou, como será que a Addison irá agir? Longe de casa e da morbidez que é o clima após um enterro. Pela maneira como ela conversou com a Charlotte, na cozinha, começo a acreditar que a personagem não vai mudar muito – o que é uma pena, porque ela precisa urgentemente de um chacoalhão.

P.S.: Eu me sentiria mal na casa dos Forbes-Montgomery. É como o Cooper zoou: “Ter que servir a própria bebida? Que vergonha!” É muita riqueza, quase um universo paralelo!


Bianca

Feminista interseccional, rata de biblioteca, ativista, ama filmes, séries, cultura pop e BTS. Twitter sempre vai ser a melhor rede social.

São Paulo - SP

Série Favorita: Grey's Anatomy

Não assiste de jeito nenhum: Lost

×