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Private Practice – 5×19 And Then There Was One e 5×20 True Colors

Por: em 8 de maio de 2012

Private Practice – 5×19 And Then There Was One e 5×20 True Colors

Por: em

Depois de acompanhar por tanto tempo o drama da Addison querendo ter um bebê e não conseguindo, já comecei o 5×19 com um baita sorriso no rosto. Fiquei tranquila ao ver que a Shonda ainda não tem nenhuma grande catástrofe envolvendo o Henry e a Addie teve dois episódios para curtir o novo papel da vida dela (mesmo que em um deles ela tenha ficado com a culpa da mulher branca e rica).

Chegou a ser irônico o Sam se oferecendo para cuidar do Henry no 5×20. Tudo bem que foi uma emergência e todo bom amigo, mesmo que não tenha a mínima ideia de como cuidar de um bebê, agiria como ele agiu (até a Amelia, de forma sutil, disse para o Sam ser a babá do dia). Mas não vou engolir o Sam agora querer voltar para a Addie, sendo que eles se separaram justamente por conta desse filho. Ele não é como a Charlotte, que aceitou cuidar do Mason desde o começo como se fosse um filho porque ama demais o marido.

Em outra família, a Amelia está repelindo a felicidade da Addie, com toda razão. Logo que a Addie virou o monitor, impedindo-a de continuar a ver o feto e ninguém na clínica comentava direito sobre o assunto, a primeira ideia que passou pela minha cabeça foi justamente a anencefalia, porque não fazia muito tempo que o STF tinha autorizado o aborto de anencéfalos por aqui. Como geralmente os Estados Unidos estão na nossa frente nessas questões, achei estranho a Amelia continuar grávida cinco semanas depois e não ter abortado.

Por outro lado, é bem legal que a Amelia esteja disposta a carregar o bebê até o nascimento e doar os órgãos dele. Precisa ter muita força para ter que aguentar todos os perrengues de uma gravidez, conversas e expectativas (as suas e as dos outros) e estar preparando um caixão e não um quarto para o bebê.

O Mason está se comportando até bem para uma criança que acabou de perder a mãe. De novo, as cenas entre ele e a Charlotte são as melhores dos episódios, com toda a cumplicidade e confiança que ele tem nela. Muito mais do que com o pai biológico, e acho que o Mason inconscientemente sabe que eles têm a mesma idade mental e, no momento, precisa da ajuda de um adulto.

Foi o fim da picada o Cooper falar que a Char não é a mãe do Mason. Justo ela, que foi a pessoa que mais se comprometeu e ajudou todo mundo no processo. Adorei as cutucadas dela; não foi a melhor das atitudes, mas foi merecido.

A Char é tão boa que foi uma das poucas que conseguiu fazer a Amelia falar nesse momento difícil. Mas que eu tinha esperanças que esse papel seria do Sheldon… ah, tinha.

Pete e Violet. Na terapia de casal, já ficou bem claro os motivos pelos quais eles se separaram e eu duvido muito que eles consigam superar esses problemas e voltarem a ficar juntos (ou não, segundo a ideia do Pete). Ele está incomodado com o jeito da Violet, arrisco a dizer que com algo que ela considera ser a essência dela. Ela não consegue parar de analisar as pessoas, ela foi treinada para isso e tenta ajudar mesmo que passe dos limites profissionais.

Falando na Violet, a forma como ela lidou com o caso da Drea e Missy, no 5×19, beirou a linha do anti-ético, não? Por mais desconfiada que ela estivesse, não sei se poderia ter contado aos pais a suspeita dela antes de confirmar realmente que a Missy esfaqueou a irmã. Mas mesmo não sendo a forma mais convencional de lidar com os problemas alheios, é assim que a Violet age. E, enquanto as coisas estiverem indo bem e ela sentir que está fazendo justiça (o que, nesse caso, estava), ela não vai ter motivos para mudar, não importa o que o Pete pense a respeito. Ela foi muito melhor no 5×20, impedindo o Cooper de confundir a vida da paciente com a do Mason e aconselhando os pais da Melody. E foi uma graça a amizade instantânea do Mason com a menina.

Acho que esses dois episódios foram os únicos de toda a temporada em que eu não fiquei com nenhum pingo de raiva do Pete. Gostei dele principalmente no caso da Reina e a discussão se era melhor salvar o bebê de ter uma vida na pobreza mesmo sendo prematuro ou não. Ele é um bom médico e tem umas ideias diferentes do tradicional; quando ele trabalha, acaba sendo uma boa dupla até com a Violet.

Mas ele e o Sam são dois personagens que eu não ligaria se fosse descartados da série. Me empolguei com o Pete propondo ir para El Salvador com a paciente, só para ter as esperanças jogadas no ralo.

P.S.: A menina que é um menino me lembrou muito um caso que teve em Grey’s Anatomy. Até a postura do Cooper em muitas partes me lembrou a do George.


Bianca

Feminista interseccional, rata de biblioteca, ativista, ama filmes, séries, cultura pop e BTS. Twitter sempre vai ser a melhor rede social.

São Paulo - SP

Série Favorita: Grey's Anatomy

Não assiste de jeito nenhum: Lost

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