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The Killing – 1×10 I’ll Let You Know When I Get There

Por: em 4 de junho de 2011

The Killing – 1×10 I’ll Let You Know When I Get There

Por: em

Após tantos reveses, estava na hora de The Killing mostrar o que sabe fazer de melhor. Com um episódio que lembra bastante seus primeiros, a série parece embarcar em um bom final.

Tudo bem, Bennet sobreviveu, mas não tivemos tempo para o professor, problemas religiosos, terrorismo e nem tanto para política. Com isso de lado, The Killing soube focar bem no assassinato de Rosie de forma direta, prática e instigante, diferente do que vinha mostrando. Voltamos a tratar de assuntos como a noite do crime, interesses de Rosie, sua família e pessoas próximas. Com Bennet fora de cogitação, Sarah e Holder precisavam de outro culpado. E apesar de, aparentemente, Belko estar descartado, gosto de pensar que têm mais dedos sujos do cara na jogada. Na verdade, o personagem é um velho clichê, mas que não é ruim para a série. O garoto que cresceu com uma mãe promíscua e desligada, que não pode viver uma infância sadia e desenvolveu problemas psicológicos graves e agora procura por algo que substitua a vida infeliz que teve quando pequeno. Belko é uma criança, uma criança que pode se tornar perigosa. Mentalmente instável como é, afinal o cara soca pedras, ele poderia muito bem ter sido o assassino de Rosie. Não acho que seja o caso, mas ele ainda deve ter feito mais coisas na noite do crime. Gostei de ver esse lado sentimental do cara. As fotos da família Larsen no teto do quarto, o medo de Terry enfim explicado, e o comportamento infantil. Foi só Sarah falar com a voz mansa e passar a mão na cabeça que Belko se entregou.

Aliás, essa cena do interrogatório foi uma das minhas preferidas do episódio. Não só Brendan Sexton III fez um excelente trabalho, mas também Mireille Enos e Joel Kinnaman. Esse último já vinha mostrando o ótimo ator que é, mas Enos havia perdido a chance de explodir nos episódios passados. Agora, nessa cena em particular e no barco de Regi, a atriz conseguiu fugir do estado de conforto de Sarah e mostrar um lado diferente. Sarah esteve muito mais intimidante no interrogatório do que Holder, com uma atuação excepcional de Enos. Com o filho foi a mesma coisa. Jack só quer chamar atenção…só quer ser notado pela mãe. Será que Sarah não percebe que ele pode ter problemas semelhantes aos de Belko quando crescer? Tornar-se um cara perigoso loucamente atrás de alguém que lhe note. Até então ele estava batendo de frente com a mãe, mas agora começou a agir de forma estranha até com Regi, uma pessoa que ele gosta muito. Só não entendo qual é a da Sarah. Ela fica obcecada com os casos por puro amor a profissão e vontade de justiça, ou existe algo mais que a faz querer solucioná-los? Ela coloca a própria vida em jogo, visto que nesse episódio tivemos a menção de que ela esteve internada, olhando para as paredes (sedada em um hospital psiquiátrico, talvez?).

Achei Mitch muito estranha no decorrer do episódio. Primeiro ela enche a cabeça do marido sobre cobranças no caso da filha, fazendo com que Stan tomasse coragem e buscasse vingança. Depois ela fica com olhar de culpa após ter achado o moletom da filha e aceita a prisão de Stan como se fosse a coisa mais simples do mundo. O mais interessante dessa trama é saber do paradeiro do dinheiro de Stan. Sabemos que ele comprou aquela casa, mas gastaria apenas 16 mil em uma casa daquelas? Claramente ele tem mais dinheiro do que aparenta, mas o que estava investido na poupança foi para ajudar na compra da nova moradia ou usado para algo mais? Já li por ai que isso teria a ver com Rosie e suas idas ao cassino. Será que estamos lidando com “filho de peixe, peixinho é” e Rosie tinha problemas com apostas? Meio fora da casinha!!

Gostei muito dessa parte do cassino, seja lá o que for que Rosie tenha ido fazer naquele local. Quando Sarah descobriu que Adela era o nome do barco, rapidamente pensei que teríamos Jasper envolvido na história novamente. Afinal, ele mora em uma ilha não é? Então Rosie pegaria um barco para chegar na casa do ex-namorado. É fácil ligar o cassino com o passado de Stan, mas o que Rosie teria a ver com o caso? Pelas câmeras do táxi, ela parecia muito tranquila e feliz após a festa, como se não estivesse prestes a fazer algo errado. Mas seguindo os passos de Rosie, a investigação fica mais interessante e parece caminhar para revelações certas, sem mais besteiras ao longo do caminho.

Por fim, a parte política esteve interessante por dois motivos: 1) não mostraram quase nada sobre essa trama; 2) Linkaram, mesmo que rapidamente, Rosie diretamente a Richmond. Óbvio que ele teria algo mais na história de The Killing, ou então não precisaria existir. Só a suspeita de que o vereador possa conhecer Rosie há algum tempo já é instigante o suficiente. E vamos confessar que essa parte rende muito mais quando Richmond age de forma agressiva. Agora ele quer aproveitar a inocência de Bennet para atacar Adams e suas falsas acusações, sem nem pensar duas vezes.

Nossa enquete da semana passada apontou Belko como o assassino, batendo de longe todos os outros suspeitos. Foi interessante ver Jasper logo em 2º lugar…pelo menos nós fãs ainda lembramos do personagem. Com um ótimo episódio, The Killing parece estar disposta a esquecer os erros passados, mas será suficiente para um final intrigante?



Caio Mello

São Bento do Sul – SC

Série Favorita: Lost

Não assiste de jeito nenhum: Séries policiais

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