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The Vampire Diaries 2×20 – The Last Day

Por: em 30 de abril de 2011

The Vampire Diaries 2×20 – The Last Day

Por: em

Estou atordoado. Odeio ser repetitivo, mas a série que eu assisto me permite e me obriga a ser. O que foi esse episódio? O clima para o final de temporada foi todo criado, o medo, a tensão, a emoção de cada cena. Estava tudo ali presente, no seu devido lugar, acompanhado de atuações excelentes de cada um dos membros do elenco. Eu venho falando que The Vampire Diaries é sensacional desde o começo desta temporada, mas a série subiu de nível. Seu roteiro impressiona nas reviravoltas e qualidade. Seus personagens dinamizam as ações. Não tem como, hoje, pelo menos para mim, não tem nenhuma outra série que me prenda por 40 minutos sem piscar na frente da tela assim como essa. Eu estou chocado com o que eu vi, ainda não assimilei. Daqui para frente o sacrifício vai começar e teremos uma nova série a nossa frente, pronta para nos surpreender mais uma vez.

O quebra-cabeça que era o ritual do sol e da lua começa a ser montado e podemos perceber o quão bem bolada foi essa trama. Passamos uma temporada, praticamente inteira, acreditando que tudo isso seria para quebrar a maldição de uma das espécies, quando na verdade tudo sempre foi sobre Klaus, o vampiro mais egocêntrico que já existiu com toda certeza. E com a lua cheia chegando, o sacrifício está próximo o suficiente para começar a captura de seus ingredientes: a selenita (já em sua posse), um lobisomem, um vampiro e uma cópia. Como é um híbrido, Klaus precisa de um ser de cada espécie para garantir o sucesso do ritual que vai quebrar a maldição que nele foi lançada e depois beber o sangue da cópia até a sua morte. Como já estava perto da maioria dos ingredientes, Klaus, com a ajuda de Maddox, conseguiu com que Tyler voltasse para Mystic Falls, preocupado com o ‘acidente’ repentino de sua mãe. Elijah supostamente tem o segredo para manter Elena viva após o ritual, que seria um elixir que a traria de volta depois de morrer, mas seu efeito não é totalmente comprovado.

Inconformado com a passividade de Elena perante a sua ‘morte’, Damon realmente surta. Aos poucos, o personagem explora um pouco mais dos sentimentos desligados e mostra que seu amor por Elena está à flor da pele. A garota, conformada com o seu destino, tenta em vão convencê-lo de que esta é a melhor maneira de tudo acontecer. Em vão. O mais velho dos Salvatore, louco para salvar sua amada, age impulsivamente e enche a garota com o seu sangue, o que só pode significar uma coisa: caso Elena morra, ela se tornará uma vampira. Alaric voltou e com notícias nada amigáveis para os Salvatore: o sacrifício será realizado hoje, aconteça o que acontecer. Gostei bastante da interação entre Alaric e a nova Jenna, que sabe de tudo que esta acontecendo ao seu redor, finalmente. O surto de Damon gera uma explosão em Stefan, resultando em uma briga violenta entre os irmãos Salvatore. Engraçado ver como a história se repete, como ela é perfeitamente linear e periódica. Mais uma vez os dois estavam brigando pelo amor de uma mulher, esta que aparenta exatamente igual a primeira das mulheres que gerou conflito entre os dois.

Matt começa a duvidar dos seus propósitos na parceria com a xerife Forbes e para pensar se aquela Carol que ele estava convivendo, era tão diferente da anterior. A xerife vendo a recuada do garoto, logo o deixa de lado, preferindo agir sozinha, mas era tarde demais: o amor de Matt pela garota já havia reacendido. Buscando notícias da Sra. Lockwood, vemos o primeiro reencontro entre Carol e Tyler, o que mostrou um clima bem tenso entre os dois e uma situação completamente mal resolvida. Mas não existia mais tempo para resolvê-la. Ali mesmo, na frente do hospital, Klaus usou seus bruxos para capturar os ingredientes fundamentais para o seu tão esperado ritual. E a cena dos dois na tumba foi sensacional. A intensidade, a emoção, a felicidade de Tyler ao saber que Carol jamais poderia odiá-lo. Existe uma química inegável entre os dois, mas que deve ser desenvolvida somente mais a frente, isso se eles sobreviverem. Damon teve então seu primeiro encontro com Klaus. Que cena, que embate de egos. Foi demais e foi simples. Mas queremos intensidade, queremos os vampiros batendo de frente.

Enquanto toda a ação acontecia, Stefan e Elena esquecem o mundo e o Salvatore decide trazer a verdade a tona. Aos poucos cada lado bom e ruim de ser um vampiro é mostrado e Elena não quer isso para ela. A garota quer a possibilidade de envelhecer, ter filhos, poder criar uma família, poder escolher qual o seu futuro e não seguir uma regra idiota que o destino lhe impôs. Adorei a cena, achei realmente muito intensa e cheguei até a me comover um pouco com o drama que a personagem estava vivendo ainda adolescente. Atuação brilhante de Nina Dobrev, que consegue impressionar nos dois papéis que interpreta de maneira tão distintas. Falando nela, Katherine também deu o ar de sua graça e não foi pouco. Cobrando o favor do último episódio, Damon foi atrás da vampira para saber onde Klaus estava escondendo seus brinquedinhos e acabou conseguindo o que queria. Furioso, o vampiro parte em direção a tumba, mas chegando lá depara com Maddox, pronto para atacá-lo. E os vampiros desta série que se cuidem, pois os bruxos que aparecem estão cada vez mais fortes.

Neste caso, se não fosse a ajuda de Matt, Damon estaria bastante enrascado, mas nada como uma bala de madeira para acabar com um bruxo insuportável. Liberando tanto Carol, quanto Tyler (a pedido da primeira), Damon se sente o herói do dia. Pena que ele estava para descobrir o seu erro fatal. Chegando do passeio com Stefan, acaba por se entregar, em uma cena de tirar o fôlego até do menos romântico possível. A despedida do casal foi algo tão intenso e profundo, que eu me emocionei de verdade. Era como se fosse a última vez, a última olhada, o último piscar de olhos. E então acabou. E acabou para Damon também, que tinha feita a grande burrada de soltar todos os ingredientes para o ritual de Klaus. Como se não bastasse tudo isso, a lua cheia apareceu. A transformação começou e vimos mais uma vez um Tyler transtornado e sem controle algum do seu corpo. Apesar de atacar Damon, Carol e Matt têm tempo suficiente para correr e se esconder no porão dos Lockwood, onde são perseguidos pelo lobisomem.

Damon vai de encontro então a Klaus, saber o que poderia ser feito, jogar com o Original. Jogo errado. Foram anos e anos tentando quebrar a maldição, portanto ele estava muito preparado para imprevistos. Sua lobisomem reserva já estava presa e respondia pelo nome de Jules e pelo que parece ele tinha acabado de arrumar um vampiro reserva. Mas era muito pouco, Klaus queria mais sofrimento. Usando Katherine, que está com verbena em seu corpo, mas finge obedecer fielmente tudo que Klaus fala, convoca Jenna para o ritual. Elena ao chegar no fatídico local, estranha ver sua tia jogada no chão e logo corre para acudi-la. Sem pulsos, morta. Não, Jenna não estava morta, ela estava se transformando. Ela seria o vampiro utilizado no ritual de Klaus. Que surpresa foi isso para mim, juro que não sabia como reagir quando a Jenna levantou do chão e Greta soltou que ela era uma vampira agora.

E se não bastasse tudo isso, ainda tivemos outra péssima notícia. Damon não era mais útil, tinha sido mordido por um lobisomem e agora o seu fim é apenas uma questão de tempo. Elena, Jenna, Jules e Selenita. Está tudo no lugar para o ritual começar. Klaus vai conseguir enfim ser o híbrido entre vampiros e lobisomens? Como o sacrifício procederá? Se essa semana não passar logo, não sei como vou fazer. E já aviso aos navegantes: o vídeo promocional do próximo episódio é absurdamente bom e deixa você louco para ver logo, então se a ansiedade for muita, melhor nem assistirem. Para quem quer correr o risco, só conferir o vídeo promocional aqui: ‘2.21 – The Sun Also Rises’. Só mais uma notícia boa: The Vampire Diaries está oficialmente renovada para uma terceira temporada, da qual logo faremos um post contando novidades e tudo mais!

Até semana que vem, respirem fundo e se preparem.

Está chegando o fatídico ritual!


Leandro Lemella

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos mal compreendidos.

Santos/SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

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