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The Vampire Diaries – 4×06 We All Go a Little Mad Sometimes

Por: em 18 de novembro de 2012

The Vampire Diaries – 4×06 We All Go a Little Mad Sometimes

Por: em

Elena: The girl that she’s become… that I’ve become is diferent somehow. Darker. Who I am, what I want…
Stefan: What you want or who you want? 

 Não tem coisa melhor do que a mitologia de The Vampire Diaries. Cada pedaço de história que eles nos entregam mostra um pouco mais de como tudo foi muito bem pensado para se encaixar e fazer com que a trama caminhe de uma maneira a convergir lá no final da temporada. Confesso que não estava nem um pouco seguro em como essa trama dos Cinco iria caminhar. Passamos muito tempo em cima da descoberta dos Originais, sua história, seus membros e por ai vai. Fiquei com medo de que isso se repetisse de alguma maneira e passasse a irritar o público com alguma demora. Mas não. Os produtores acertaram mais uma vez com uma trama diferente e, acima de tudo, intrigante. Não tem como não ficar curioso para saber aonde aquela tatuagem nos levará, quais os outros quatro que fazem parte da elite dos Cinco atual, como essa tal ‘cura’ funciona, será ela demasiada para mais de um vampiro… são tantas dúvidas que fazem com que um episódio de 40 minutos passe absurdamente rápido e atualmente essa é a única série que me dá essa sensação. São os 40 minutos mais rápidos da TV americana. 

E olha que Elena não esteve nos seus melhores momentos nesse episódio. As consequências por ter matado um dos caçadores apareceram bem rápido e a recém-transformada foi sendo levada a loucura pouco a pouco. Ainda bem que a descoberta de como encerrar isso veio rápido o suficiente, porque se isso se prolongasse por mais de um episódio, a chuva de críticas que iria aparecer ia ser absurda. Até porque essa trama de assombração não deu muito certo lá no início da terceira temporada, então creio eu que os roteiristas não iriam persistir no mesmo erro. Connor foi um dos personagens mais odiados considerando o tempo em que esteve vivo na série, mas eu entendo a importância do mesmo para a trama como um todo. Só que agora fica tudo muito mais interessante a partir do momento em que o caçador escolhido é irmão e amigo de inúmeros vampiros. Não sabemos até que ponto esse poder e essa sede de caça tomará conta de Jeremy, o que pode mudar muito os rumos com que a trama segue, talvez criando um embate direto entre Elena e ele. Mas voltando a vampira, suas alucinações pelo menos nos trouxeram de presente a ilusão de Katherine, que a tempos não dá as caras na série. Está na hora de voltar com ela não está produtores?

Klaus foi fundamental na compreensão do que Elena estava passando e foi interessante o meio que o Original lidou com isso. Diferente das últimas vezes, não vimos o vampiro tomando medidas precipitadas e, mesmo quando enganado, soube ouvir o que Caroline tinha a dizer sobre a situação. Apesar de Connor e Katherine estarem atormentando a vida dela e até mesmo a sua mãe aparecer para a convencer de que era um monstro, não acreditei que Elena levaria a situação as últimas consequências, como estava acontecendo. Ao jogar o anel no rio, fiquei com medo de até onde os produtores levariam aquilo e a cena toda acontecer na ponte, um dos cenários mais emblemáticos da série, amplificou ainda mais a situação. E foi com Damon que Elena viu o outro lado da situação. Não tomo partidos de casais, mas claro que tenho minha preferência. Só que o ficou muito claro, nesse episódio é que Elena não está ligada a Stefan do jeito que estava antes, o que acarretou em uma das cenas mais tristes da série.

Stefan estava sendo sincero naquele momento. Ele tinha tentado tudo que era possível. Ele entendia a transformação, os sentimentos, ele entendia que muito dele na sua pior fase tinha contribuído para a aproximação entre Elena e seu irmão. Porém agora, depois de todo o sacrifício que ele estava fazendo por ela e ela sabia o real motivo disso, não tinha como aceitar. Damon e Elena tem química e isso transborda a série. Mas ainda não os consigo ver como um casal que funcione no status casal. A série terá de testar isso aos poucos, até porque não faz o estilo do Damon passar de cafajeste para apaixonado em um dia – mas sou a favor de tramas que funcionem na série, acima de qualquer torcida. E nesse novo caminho que Elena mesmo escolheu, acredito que veremos um Stefan sofrendo com sua amada longe e sabendo que não tem mais o que fazer quanto a isso – apesar de acreditar que ele não se afastará dela tanto assim, fora que ela mesmo está muito confusa com a situação como um todo. Enfim, foi triste ver um casal que passou por tantas coisas juntos, terminarem. Mas, triângulos amorosos são assim mesmo.

Outra trama interessante foi Hayley e Tyler tentando desprender os híbridos da sua ligação com Klaus. Ainda não fazemos ideia do que é feito, mas parece que realmente funciona e até Caroline contribuiu para o processo. Mas que está na cara que Hayley sente algo a mais por Tyler, acho que não precisa nem comentar. A relação dos dois vem se estreitando muito e depois da morte de um dos colegas pelas mãos de Jeremy para salvar Elena, seguido da briga com Caroline, Tyler se inclina cada vez mais para um caminho de perdição com Hayley (mas também, quem não queria se perder com uma loba daquela?). April continua perdida na trama e não fazendo muito sentido com as coisas que fala – sou só eu ou vocês também acham que ela tá sempre falando a mesma coisa. E, aparentemente, ela conhece quase todo mundo. A ausência de Rebekah está começando a dar na cara, o que pode ser ruim para Klaus e seus planos mirabolantes. O que me deixou satisfeito foi Matt, que finalmente decidiu aparecer e participar da trama.

Descobrir que o tal professor Shane e o pastor Young itnha uma estreita relação no último mês de vida do pastor pode mostrar muita coisa do que vem por ai. É complicado delinear qual era essa relação, por que ela existia, como ela começou… coisas que só devem ser mostradas com o tempo, mas é bom que Damon já saiba disso, afinal informações nunca são demais. Mas que esse professor não presta, isso para mim tá na cara. Ele sabe demais e compartilha de menos. Suas conversas com Bonnie não poderiam ser mais estranhas e ele sempre deixa um ar de que poderia estar falando um pouco mais. Não gostei quando ele falou que ele seria o único a poder ajudar quando a tatuagem do caçador estivesse completa e agora com a morte de Connor, Jeremy vira um alvo fácil para as manipulações do professor. E nessa confusão de novas informações – loucuras, términos, tatuagens, intrigas – terminamos mais um episódio da série, que agora só volta em duas semanas, lá no dia 29 de novembro, com o episódio My Brother’s Keeper, cujo vídeo promocional você confere abaixo. Agora é só comentar! Até mais!


Leandro Lemella

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos mal compreendidos.

Santos/SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

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