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The Vampire Diaries – 4×09 O Come, All Ye Faithful

Por: em 15 de dezembro de 2012

The Vampire Diaries – 4×09 O Come, All Ye Faithful

Por: em

And you’re all he has. There’s a beautiful simmetry to that, don’t you think?

Pensei muito antes de começar essa review para não ser injusto com uma das séries que mais me fez ansiar pelo seus próximos capítulos, mas, depois de nove episódios e sabendo que em algum momento isso tudo possa até fazer sentindo – afinal Julie Plec e Kevin Williamson não dão pontos sem nó, vejo esse primeiro arco como algo perdido, sem fundamento. Se pararmos para pensar, não andamos na trama desde o começo da temporada. Sabemos que existem os Cinco caçadores, mas ainda pouco conhecemos sobre sua mitologia. Sabemos da cura, do porquê dela existir, mais ainda está muito vaga sua real existência e como chegar até ela. E se chegar até ela, essa cura será para todos ou teremos poucos privilegiados? Temos o desejo maluco de Jeremy (que virou uma máquina de músculos) de matar vampiros, coisa que não consegue controlar nem com a sua irmã. Mas e sua tatuagem? Nunca mais a vimos. E o pior de tudo, o tempo que a série está perdendo com o desenvolvimento do triângulo principal. E vejam bem, não sou contra isso em nenhum momento, desde que a série continuasse garantindo sua qualidade dramática, o que não vem acontecendo. Pois é, estaria The Vampire Diaries a um passo de se perder?

Não acredito nisso. Como disse, até acho que em algum momento teremos uma lógica para os acontecimentos recentes, mas por enquanto eles parecem tão soltos, jogados. Vou começar falando do nosso triângulo mesmo. Como venho levantando sempre nas reviews, tenho achado interessante o lance da ligação e como ela vem sida desenvolvida, porém acho que em alguns momentos Elena apela demais. Quando ela falou sobre estar com Stefan na casa de campo, de tudo que tinham passado, foi exatamente o que senti. Parece que Elena apagou tudo da sua mémoria e virou uma vaca egoísta que pouco se importa com o cara que dizia amar para a eternidade. E gostei da série focar nessa dúvida do Damon e mostrar que ele não é mais o egoísta que um dia conhecemos. Damon sempre terá a necessidade absurda de ter sua família por perto e, por mais que não demonstre, ele quer desesperadamente Stefan do seu lado, o apoiando – seja num plano para acabar com alguém, seja para beber qualquer coisa na mesa do bar. E ai vem o ponto positivo da série: ela jogou muito bem com a dualidade de sentimentos de Damon na hora de tomar uma decisão, que no fim, ao meu ver, foi a mais acertada. ‘Livrar’ Elena da ligação é uma maneira justa de mostrar que Damon não quer alguém com ele por uma quase que obrigação, mas sim por ser quem ele é, fora que mostra o quanto que o personagem valoriza sua família.

E ai que vem a genialidade do roteiro de Vampire Diaries. Exatamente no momento em que Damon é posto a prova e acaba deixando seu ego de lado, Stefan descobre a mentira que seu irmão vem contando durante o dia todo. E claro que isso vai gerar uma baita problemática entre os irmãos, mais uma vez., fazendo com que Damon se arrependa da sua decisão e Stefan fique possesso com o que descobrira. Essa era realmente a intenção e confesso preferir ver os irmãos batendo de frente do que a lenga lenga que estava essa coisa de Elena passar de um para o outro. Fora que as brigas entre os Salvatore são sempre excelentes cenas. Ainda sobre Elena, tivemos seu recomeço com o Jeremy, louco para matar vampiros, que até rendeu boas cenas, mas ainda com uma trama precária. Tá, até fazia sentido tentar fazer ele ver a irmã de uma outra maneira, mas pareceu tão fácil, que obviamente não funcionou. O que me incomodou de verdade foi Damon vir com uma solução mais fácil ainda – claro, inspirado pela ligação entre ele e Elena -, mas mesmo assim não consegui comprar. A parte legal vai ser ver Damon ajudando Jeremy nessa sua nova jornada de caça-vampiros, o que pode nos dar cenas muito boas. Escrevendo essa review lembrei: onde anda Meredith? Ela supostamente seria uma parceira para Damon no novo ano, mas há tempos que não vemos a doutora na série. Onde será que ela anda?

E a trama principal recaiu sobre o sacrifício dos híbridos, que ainda é um mistério para gente do porquê. Eu não sei se com o que aconteceu, Shane atingiu o seu objetivo, já que a história da bruxa era uma furada. O interessante foi o desenrolar que a cena teve. Foi tudo certinho naquele momento. A música, o posicionamento da câmera, a brutalidade do personagem, a fotografia. Klaus todo ensanguentado vai entrar para a história da série como um dos momentos mais fortes da mesma – só não digo que se compara ao sacrifício da segunda temporada, porque lá tínhamos uma carga emotiva muito maior. E foi bacana também o reconhecimento tanto por Stefan, quanto por Caroline, de que Klaus era tão sozinho e tão horrível quanto eles. Apesar dos erros, apesar das milhões de mentiras, eles não passavam de seres da mesma espécie que lutam contra a solidão da eternidade. E eu já falei isso antes: apesar de Klaus ser um dos maiores vilões da trama, sua absurda falta de companhia o faz um dos personagens mais solitários e vulneráveis que já viemos a conhecer. Por isso gosto de como desenvolvem o relacionamento dele com Caroline. Pouco a pouco, ela está quebrando a barreira, deixando-o se aproximar. E também acho que isso pode vir a acontecer com Stefan, mais uma vez, já que eles já foram ‘amigos’ um dia.

E qual a opinião de vocês sobre o Shane? Vamos repassar umas coisas. O cara tem uma ligação, ainda muito estranha, com o tal do Pastor Young que se matou com mais 11 pessoas lá no começo da temporada – esse número de vítimas soa familiar para vocês? Depois temos a informação de que ele perdeu uma mulher e um filho, ainda não sabemos como, e é louco para ter mais uma chance com eles. Sua relação com Hayley é desconhecida, mas parece uma troca de favores, assim como era com Connor. Ele tem um conhecimento absurdo sobre o mundo sobrenatural e sobre feitiços, por isso vem ajudando Bonnie e a preparando para ajudá-lo no futuro. Conhecemos também a história do Silas e da cura, a partir dele. E agora sabemos que ele sabe onde se encontra o corpo do bruxo e, por consequência, a cura. Logo, ele virou o centro das atenções. Mas por que? Para ver sua família de novo? Da onde saiu tanto conhecimento? E como isso vai influenciar na série? Teria ele conseguido algo com o sacrifício dos 12 híbridos? São muitas dúvidas que pairam sobre o personagem e prometem ficar ainda mais um tempo, já que ele é a chave para as principais tramas dessa quarta temporada.

April que vinha como uma songa desde o primeiro episódio, sendo hipnotizada por Deus e o mundo, acabou presenciando muitas coisas nesse episódio que podem mudar definitivamente o rumo da série. Um humano saber da existência do sobrenatural não é bem uma novidade, mas o poder que essa informação tem pode mudar muita coisa. Ainda mais ela que achou o corpo de sua amiga Rebekah, que em breve deve nos revisitar. Como nossos vampiros irão lidar com isso será uma novidade para a outra parte da temporada, mas espero que seja de uma maneira diferente de matar a garota. E por fim, vamos a comentada morte do episódio: Carol Lockwood. Com o decorrer do episódio, comecei a imaginar que fosse ela mesmo, mas adorei o jeito como a situação se formou e como a cena foi feita. O diálogo daquele momento foi perfeito. Enquanto a prefeita suplicava pela vida de seu filho para um Klaus coberto de sangue, esquecera da sua própria vida. Tyler era a única coisa da sua vida – e ela era a dele. Klaus, sem piedade, afogou a mulher e acabou com a sua vida, lembrando ao macho alfa dos híbridos quem estava no comando, mais uma vez.

Vocês viram que, mesmo insatisfeito, eu não deixo de curtir Vampire Diaries. É que a série me acostumou a esperar demais, então continuarei esperando. Quero muito mais dos personagens, das tramas, de tudo que a série pode nos oferecer. Ainda torço para que a quarta temporada nos surpreenda ao ponto de falarmos que foi a melhor da série. Muitos foram os ganchos deixados, agora vamos aguardar para ver no que dá. Agora damos uma parada e voltamos lá no dia 17 de janeiro, com o episódio ‘After School Special‘, inspirado no clássico ‘Clube dos Cinco‘. Te deixo com o vídeo promocional e o espaço para falar o que achou desse winter finale.

Boas festas e fiquem de olho no blog para novidades dessa e de outras séries. Logo começaremos nossa série de especiais de final de ano! Até janeiro pessoal!

 


Leandro Lemella

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos mal compreendidos.

Santos/SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

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