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The Voice – 4×03 Blind Auditions, part 3

Por: em 3 de abril de 2013

The Voice – 4×03 Blind Auditions, part 3

Por: em

Chegamos à segunda semana de The Voice esse ano e ao terceiro dia de Blind Auditions. Como o programa de segunda é de duas horas de duração, tivemos várias adições aos times, com direito até àquela querida montagem (#not) de vários candidatos juntos.

Com esse episódio, confirmo minha impressão inicial de que Shakira e Usher foram ótimas escolhas para integrar o painel. Mas também já começo a entender um pouco melhor aqueles que sentem falta de Xtina. Será que os nossos técnicos não estão talvez doces demais? Não me entendam mal, esse sempre foi um dos pontos altos do programa, o respeito e simpatia com os quais eles tratam todos os candidatos. No entanto, estou vendo uma valorização excessiva de candidatos medianos e poucas críticas, até mesmo àqueles que são eliminados. Muitas das vezes eles estão se limitando a dizer: “Você é um ótimo cantor”. Então, por que não foi escolhido? Parece que ano passado eles se sentiam mais livres de criticar algo que não tivessem gostado na apresentação (de forma construtiva na maioria das vezes, como o Garret nos mostrou). Enfim, não serei eu a estraga-prazeres que irá reclamar da harmonia excessiva que reina no programa. Ainda acho o grupo atual melhor que o anterior, mas entendo perfeitamente quem está com saudades da antiga dinâmica.

Então vamos às apresentações:

Os primeiros da noite foram os The Swon Brothers, irmãos que tocam juntos desde que eram duas criancinhas com mullets. A apresentação dos dois teve muita energia, o que reforça a minha teoria de que a escolha da música certa nas blinds é tudo. Afinal, todos os técnicos pareceram gostar bastante de “American Girl” (Tom Petty), cantando até alguns pedaços junto com a dupla. O único que não foi vencido pela energia dos irmãos foi Adam, que não virou sua cadeira. Achei interessante a dinâmica entre os dois, com aquelas brincadeiras e implicâncias típicas de irmãos. No final, quem acabou adicionando a dupla ao seu time foi Blake. Será que esse foi só o primeiro de muitos “swoncerts”?  Também podemos esperar muito mais trocadilhos infames com o nome deles que, segundo Blake, tem tudo para serem os “swinners” da competição.

Depois tivemos a ex-ginasta de 17 anos, Taylor Beckham. A performance de “I’m Going Down” (Mary J Blige) não me agradou muito. Achei o timbre da garota um pouco infantil demais para o meu gosto. No entanto, para a sorte dela, os novatos não compartilharam dessa minha opinião. Usher e Shakira viraram suas cadeiras e, assim como Adam, fiquei impressionada com o entusiasmo de Usher em tê-la no seu time. Aí entra novamente a questão da escolha da música: acho que o que mais impressionou o cantor foi o gosto de Taylor por R&B. Mesmo Shakira tendo revelado que também já foi ginasta (!!!), não tinha como competir com tamanho entusiasmo. Por isso, não foi nenhuma surpresa quando a menina escolheu o Team Usher como sua casa na competição.

Mais uma vez tivemos um brasileiro no reality. Sam Alves é originalmente de Fortaleza, mas mora desde os 4 anos nos Estados Unidos com a mãe adotiva (aliás, a história dele é digna de um filme, não?). Fica difícil não torcer por um representante do nosso país, ainda mais quando ele canta uma música tão boa quanto “Feeling Good” (Nina Simone). Infelizmente nenhum dos técnicos escolheu Sam, que foi eliminado da competição. Embora a apresentação não tenha sido maravilhosa, acredito que tenha sido melhor do que a de outros que foram aprovados nesse mesmo episódio, ou talvez seja só a minha vontade de ver um brasileiro na competição falando. De qualquer jeito, foi interessante ver Shakira falando português com ele, relembrando os tempos em que ela vivia por essas bandas (antes de entrar no mercado americano). Foi muito bonitinho quando, depois do candidato ter revelado sua nacionalidade, Shakira abriu um sorrisão e exclamou: “brasileiro!”. Sinal de que a colombiana deve ter boas lembranças da nossa pátria amada.

Karina Iglesias (segundo ela, nenhum parentesco com Julio) é uma professora que tem o seu próprio Glee Club. Ela cantou “I’m the only one” da Melissa Etheridge e, por um bom tempo, parecia que essa seria sua primeira e última apresentação no The Voice. Só que, no último segundo, após terem combinado que se um apertasse o botão, o outro também apertaria, Adam e Blake viraram suas cadeiras e deram uma chance a Karina. A minha impressão é de que nenhum dos dois estava realmente interessado em ter Karina em seu time, já que pouco argumentaram. Quem parecia realmente interessada era Shakira, que se arrependeu de não ter virado quando descobriu que a cantora era latina, mas aí já era tarde demais. Karina acabou escolhendo o Team Adam, e tenho a leve impressão de que Adam a colocará contra uma de suas favoritas nos Battle Rounds (contra uma Judith Hill, talvez?).

* Pausa para um abraço carinhoso entre Adam e Blake para mostrar que nosso bromance favorito está vivo * 

Pronto, voltando à programação normal.

Garret Gardner é o comeback kid da vez (lembram do Daniel Rosa na temporada passada?). Garret tentou uma vaga nas blinds da terceira temporada mas não foi escolhido. Depois de ter levado em consideração todo o feedback que recebeu após a sua última apresentação, Garret decidiu retornar ao programa. Achei bem legal a sua versão reggae de “Seven Nation Army” (The White Stripes) e estava muito apreensiva achando que ele seria eliminado novamente. Felizmente, Shakira virou quase no final e garantiu Garret para o seu time. Achei muito legal que, mesmo tendo escolhido somente pela cantora, Garret fez  questão de agradecer a Blake pelas críticas feitas na primeira vez, que o fizeram crescer como artista. Blake pareceu genuinamente feliz com esse reconhecimento. E cá estava eu do outro lado da tela feliz em ver como as pessoas podem ser tão lindas umas com as outras (também achei uma graça o Adam falando que queria ser do Team Shakira).

* Pausa para uma montagem com 3 candidatos que foram escolhidos mas que, de acordo com a produção, não tiveram uma blind digna o suficiente para ocupar espaço do programa *

Prazer, J’Sun (Team Shakira), Duncan Kamakana (Team Adam) e Chelsea M (Team Usher), nos vemos nos Battle Rounds.

Holly Tucker toca saxofone em uma banda marcial e vê no programa a sua chance de finalmente se destacar, não sendo só mais uma no meio da multidão. Se levarmos em conta que a sua apresentação de “Make you feel my love” (Bob Dylan) fez com que os quatro técnicos virassem suas cadeiras, acredito que sua missão foi bem-sucedida. Foi a partir da audição de Holly que começou a missão “vamos roubar um artista country de Blake”. Mas, como o próprio Adam admitiu, isso é mais difícil do que parece e raramente acontece. Por isso, apesar dos esforços contrários, Holly foi para o Team Blake, que comemorou com um moonwalk bem executado (seria uma homenagem a Usher, que sempre comemora suas vitórias com passos de dança?).

* Pausa para uma montagem com 3 pessoas que se despediram do programa já nas blinds. Tudo bem, esse tipo de montagem não é só perdoável como compreensível *

Landon Medvec trabalha com mudanças e disse que sua apresentação no The Voice foi o primeiro show da sua vida (vocês acreditam quando eles falam isso?). Ele escolheu uma música que eu adoro: “You give me something” (James Morrison), mas não obteve sucesso. Gostei do timbre da voz dele e da apresentação no geral e fiquei triste com a sua eliminação. No entanto, achei a justificativa de Adam bem válida de que a forma que ele cantou a música soou muito como uma imitação do James Morrison. O que eu fiquei realmente sem entender foi como o Usher e o Blake acharam que era uma mulher cantando. Sério mesmo? Achei muito estranha essa confusão dos dois. Mas como sou leiga no assunto, confiarei na opinião dos profissionais.

Minha preferida da noite foi Michelle Chamuel, a auto-proclamada nerd do programa. Não que ela precisasse falar alguma coisa, já que só de olhar para ela conseguimos identificar essa característica de sua personalidade. Adorei a atitude da garota e achei a sua versão de “I kissed a girl” (Katy Perry) muito boa. Me pareceu que ela não é uma pessoa que gosta de escolhas óbvias, e a sua escolha de Usher como treinador só veio confirmar isso. Ainda mais depois de dar a entender que estava dividida entre a Shakira e o Adam. Adorei a cara da Shakira quando comentou a escolha de Michelle, traduziu muito bem o que eu senti na hora (Usher??).

Agora vou confessar o sentimento que fiquei depois de ser apresentada a Julie Roberts: MEDO, MUITO MEDO. Isso porque a mulher tem uma história digna de frontrunner: já teve um contrato com uma gravadora e seu primeiro CD foi um sucesso; o segundo trabalho já não foi tão bem recebido, o que fez com que ela perdesse o contrato; pouco tempo depois ela perdeu a casa na enchente e foi diagnosticada com esclerosa múltipla. Se isso não é tragédia, então não sei o que é. A partir daí, eu já vi toda a história desenhada: Julie Roberts tem seu retorno triunfal com a vitória na quarta temporada de The Voice. Só que, para a minha surpresa, nem o fato de ela ter cantado uma música de Blake (“God gave me you”) fez com que Julie conseguisse ser escolhida por um dos técnicos. Quase não acreditei quando a música acabou e nenhuma das cadeiras estava acesa. Coitado do Blake, só faltou enfiar a cabeça no buraco depois de ver quem era que estava cantando a sua música (os dois já se conheciam da época que Julie fez sucesso). Se arrependimento matasse, teríamos perdido o representante country da bancada do programa.

A minha segunda favorita da noite foi Monique Abbadie, a cubana que já fez parte de uma espécie de The Mickey Mouse Club cubano. Se tivesse teste antidoping em The Voice, alguém teria que fazer um em Monique. Como essa mulher conseguiu cantar “Loca” (Shakira) com aquela energia toda do início ao fim? A própria Shakira admitiu que gosta de pegar mais leve quando se apresenta ao vivo com essa música. Os quatro técnicos queriam Monique, mas Shakira sabia que ia ganhar essa batalha. Depois de um suspense desnecessário, Monique confessou que a colombiana era seu ídolo de infância e que não tinha como escolher outra pessoa. O mais legal foi que, antes disso, os demais técnicos já tinham reconhecido a derrota e falado que as duas tinham que ficar juntas.

Contrariando a tradição, o último candidato não teve uma apresentação impactante. Mas como foi o final da saga “vamos roubar um artista country de Blake”, acho que a atenção foi merecida. Warren Stone é um pai solteiro que trabalha como bombeiro. Para a sua blind ele escolheu “Colder Weather” (Zac Brown Band) e atraiu a atenção de todos menos Usher (que disse que não virou por estar cansado de disputar artistas country com Blake). Depois de muita luta, Warren acabou escolhendo o Team Adam. Agora resta saber se a felicidade toda de Adam foi por ter gostado de Warren ou por ter derrotado Blake. Por mais que Warren seja um ótimo cantor, acredito mais na segunda opção.

O final do programa foi hilário, com Blake prometendo se fantasiar de Cee Lo caso o Adam consiga ganhar o programa com um artista country (detalhe que ele não vai se vestir de Cee Lo e ponto, ele vai usar a roupa de pavão que Cee Lo usou para o Grammy de alguns anos atrás).

Todo mundo torcendo para o Warren a partir de agora. Sim ou com certeza? Concordo com quem disse que The Voice está mais para comédia do que para reality musical.

No geral, um episódio divertido como sempre, mas sem nenhum talento realmente empolgante.

Resumo dos times:

Team Adam – Judith Hill, Midas Whale, Sarah Simmons, Karina Iglesias, Duncan Kamakana e Warren Stone.

Team Shakira – Mark Andrew, Kris Thomas, Twania Reynolds, Cáthia, Garret Gardner, J’Sun e Monique Abbadie.

Team Usher – Jess Kelner, Vedo, Josiah Howley, Taylor Beckham, Chelsea M e Michelle Chamuel.

Team Blake – The Morgan Twins, Danielle Bradbery, Christian Porter, The Swon Brothers e Holly Tucker.

E vocês, o que acharam desse episódio? Se empolgaram com alguém? Concordam com o Usher que o caso Blake/Adam só será resolvido com terapia de casal? Deixem seus comentários!

P.S.: Amigos, peço a compreensão de vocês caso os vídeos saiam do ar. A NBC decidiu esse ano só disponibilizar os vídeos oficiais para moradores dos EUA. Assim, está bem difícil arranjar as apresentações para colocar aqui.

 

 


Maura

Rio de Janeiro / RJ

Série Favorita:

Não assiste de jeito nenhum:

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