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True Blood – 5×01 Turn! Turn! Turn!

Por: em 12 de junho de 2012

True Blood – 5×01 Turn! Turn! Turn!

Por: em

“A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep”

A time to weep

E estamos de volta a Bon Temps. Primeiramente, peço desculpas por começar a review com uma música em inglês, mas a letra de Turn! Turn! Turn! que foi a música que encerrou o episódio – não sai da minha cabeça desde que o assisti. E eu a achei tão adequada à temporada que se inicia, que acabei não resistindo. Não foi um início de ritmo acelerado ou extremamente surpreendente, afinal grande parte do que esperávamos, aconteceu. No entanto, o episódio cumpriu de forma satisfatória o seu papel de introduzir as principais tramas da temporada e agradou em sua proposta mais calma.

Como já havia sido divulgado, iniciamos o episódio exatamente de onde havíamos parado na última temporada. Assim, não demorou nada até descobrirmos o destino de Tara. Para salvar sua vida, Lafayette teve a ideia de transformá-la em vampira, inspirado pela aparição repentina de Pam que, por sua vez, foi à casa de Sookie à procura de seu criador Eric. Era de se esperar que Pam fosse a vampira responsável pela transformação, já que sabíamos que Bill e Eric não estariam disponíveis para ajudar, tendo a sua própria sujeira para limpar.

E o que foi Pam trocando de roupa para ser enterrada junto à Tara? Ela estava simplesmente impagável com aquele suéter amarelo e seu bom-humor característico. Estou ansiosa para ver como será a interação entre as duas e acredito que essa trama de transformação será muito boa para Tara. Temos The Vampire Diaries como um bom exemplo. Caroline não era uma personagem muito querida e, após sua transformação em vampira, se tornou uma das favoritas dos fãs da série. Tara sempre teve uma personalidade explosiva e será interessante observá-la conciliar isso com a sua nova “vida”.

Mas não foi só Tara que teve seus problemas nesse início de temporada. Bill e Eric (ou seria Marcellus e Ike?) foram capturados pela Autoridade, mesmo após terem a ajuda da “irmã” de Eric, Nora (Lucy Griffiths). A princípio, estranhei o fato de Eric ter uma irmã que ama tanto (e como ama, não é verdade?) a ponto de um fazer qualquer coisa pelo outro e nunca termos ouvido falar dela nos quatro anos de série. Mas depois ficou claro que era do interesse de ambos deixar seu relacionamento em segredo, já que ela era o contato de Eric dentro da Autoridade. E se nem a Pam sabia de existência dela, não era eu quem iria saber.

Ah, o amor fraternal… Que coisa linda, não? Fiquei um pouco assustada com o reencontro caloroso dos irmãos. Depois que descobri que Eric e Nora não são irmãos de sangue, e que o seu relacionamento vem de ambos terem sido criados por Godric, fiquei mais tranquila (já que nesse caso não é incesto… ou é?). Aliás, temos que parabenizar Eric. Esse é um homem que sabe superar perdas bem. Mal levou um fora e já lançou um “Fuck Sookie” no início do episódio. Talvez ele possa dar umas dicas para o Bill, agora que eles estão tão amigos (estou adorando a interação entre os dois).

A time to laugh

No retorno do Reverendo Newlin tivemos a maior surpresa do episódio. Steve não é só o mais novo vampiro americano. Ele é o mais novo vampiro americano gay. Sei que não deveria ficar tão supresa com a revelação, afinal isso condiz bastante com o personagem e com a cartilha anti-homofobia de True Blood (tanto ódio só podia significar alguma coisa reprimida), mas devo confessar que fiquei. Ainda mais após a declaração do amor do Reverendo por Jason.

Jason reagiu muito bem e foi extremamente educado ao rejeitar o Reverendo, o que não adiantou muito. Rejeição não deve ser uma palavra existente no dicionário dele, que continuou forçando a barra para cima de Jason até Jessica aparecer para declarar sua posse. Resta saber se o Reverendo finalmente aceitará a derrota (o que acho muito difícil) ou se continuará a cat fight com Jessica pelas afeições do rapaz. Se bem que Jessica não precisa lutar muito pela afeição de Jason, que já mostrou estar caidinho pela vampira (muito boa a cena dos dois cantando “Ch-Ch-Ch-Cherry Bomb“). Alguém mais reparou que tivemos vários indícios de que foi Pam quem transformou o Reverendo? Não sei, posso estar errada. Primeiro ele diz que foi transformado por um mulher, depois vemos ela dizendo que não é a primeira vez que transforma alguém… Para mim, tudo indica que Tara e Newlin são irmãos.

Sam e Alcide estiveram envolvidos na trama dos lobos que, sinceramente, não me pareceu muito importante. Os lobos sempre foram meio negligenciados na série e, tirando a terceira temporada, sempre achei as histórias deles meio sem propósito. Vamos ver se nessa temporada, com Alcide como líder dos lobos, será diferente (gente, eu podia jurar que tinha sido o Sam que havia matado o Marcus, mas foi o Alcide mesmo!).

E o Terry, hein? Todo o progresso que ele tinha feito ao longo dos anos na superação do seu estresse pós-traumático pareceu regredir com a presença de Patrick. O que será que aconteceu na tal fatídica noite na Guerra do Iraque? Não faço ideia.

Enfim, poucas perguntas foram respondidas e várias outras foram levantadas. Foi muito bom matar as saudades de True Blood. E que venham mais episódios! No próximo “Authority Always Wins”, teremos a estreia do personagem de Christopher Meloni. Ansiedade define! E vocês? O que acharam dessa estreia da quinta temporada de True Blood? As suas expectativas foram atendidas?

Nas reviews desta temporada, teremos sempre a “quote” ou “fala” da semana. Esta semana o prêmio vai para Pam, que fez a voz da razão e disse o que estava na cabeça de diversos fãs da série:

“Turn her? I don’t even like her”  (“Transformá-la? Mas eu nem gosto dela!“)
– Pam sobre Tara.


Maura

Rio de Janeiro / RJ

Série Favorita:

Não assiste de jeito nenhum:

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