Aquele em que dizemos adeus

Pra quem não sabe, o Apaixonados por Séries existe há quase dez anos. Eu e Camila…

O que esperar de 2018

Antes de mais nada, um feliz ano novo para você. Que 2018 tenha um roteiro muito…

True Blood – 5×05 Let’s Boot and Rally

Por: em 12 de julho de 2012

True Blood – 5×05 Let’s Boot and Rally

Por: em

Adoramos colocar rótulos e categorizar as coisas. Acreditamos que assim poderemos identificar melhor o que poderemos ou não gostar. Para mim, sempre foi muito difícil responder quando me perguntam qual é o meu gênero de filme favorito. Isso porque meu gênero de filme favorito é o filme bom. Nunca consegui restringir meu gosto a: “só assisto a filmes românticos”, ou então “prefiro filmes de terror”. E creio que, ao longo do tempo, só tive a ganhar com essa minha aparente falta de critério. Normalmente as melhores obras são aquelas difíceis de serem rotuladas. Em qual gênero vocês classificariam True Blood? Na maioria das vezes, a vemos classificada com uma série de drama. No entanto, eu geralmente dou mais risadas em um episódio de True Blood do que em um de Two and a Half Men. Romance? Também temos, ou alguém já se esqueceu das cenas melosas de Bill e Sookie na primeira temporada? Suspense? Quase sempre. Trash gore? Muitas vezes! Tem coisa mais gore do que a morte de um vampiro, com aquela gosma voando para tudo que é lado?

E é essa diversidade da série que a faz tão especial, sendo que, em Let’s Boot and Rally, True Blood mostrou que também sabe fazer terror de qualidade.

Pela primeira vez nessa temporada, vimos um episódio conseguir o que parecia impossível: apresentar aspectos interessantes de cada uma das, mais ou menos, quinhentas tramas sendo desenvolvidas. Simplesmente não consegui achar algum personagem que tenha me irritado ou tenha se mostrado sem propósito. Assim, em comemoração a esse feito e para variar um pouco, iniciarei com os negligenciados em praticamente todas as reviews até agora: Terry e Sam.

Terry e Patrick finalmente reencontraram seu antigo companheiro da guerra do Iraque, Eller (Brian Geraghty). Porém, diferente do que pensavam, Eller não era o responsável pelos incêndios. Assim como os produtores já tinham prometido, havia algo de sobrenatural nessa história. Retomamos o flashback da guerra iniciado na semana passada e pudemos ver que uma das mulheres assassinadas pelo grupo de soldados lançou uma maldição sobre eles antes de morrer. E, desde então, todos começaram a ser perseguidos por uma criatura da mitologia árabe constituída de fogo chamada Ifrit, sendo ela a responsável pelos incêndios criminosos. Para minha surpresa, achei os efeitos da sequência na qual Eller é consumido pela criatura muito bem feitos. Sabemos que esse é um quesito no qual True Blood nem sempre acerta, então foi bom ser surpreendida positivamente. Também achei a trama interessante, mas não sei qual rumo ela tomará agora que o mistério já foi desvendado e que mais uma vítima foi feita. Será que veremos Terry e o cético Patrick ficando parecidos com Eller, ou seja, paranoicos tentando proteger suas vidas do monstro?

Sam, após ter encontrado seus amigos metamorfos baleados, aciona os xerifes trapalhões, Andy e Jason. E se os chamo de trapalhões é porque, afinal, eles já conseguiram solucionar algum caso? Sinceramente não consigo me lembrar de algum sucesso desses dois. Não sei nem porque a população de Bon Temps ainda se dá ao trabalho. Enfim, quando Sam, como o ex-namorado exemplar que é, vai até a casa de Luna para avisá-la da morte dos amigos, é revelado que estes crimes estão sendo cometidos por uma gangue mascarada. E como descobrimos isso? Sam e Luna também se tornam vítimas dessa gangue, mostrando que os vampiros não são os únicos seres sobrenaturais que sofrem com a intolerância dos humanos. Acho muito difícil que Sam morra, mas a Luna é bem capaz que não saia dessa. O que é uma pena, já que gostava dos dois juntos.

Agora que a justiça já foi feita para as tramas paralelas interessantes, tenho que abordar o verdadeiro ponto alto do episódio: a volta de Russel Edgington. Como era de se esperar, Eric e Bill interromperam a noite de Sookie e Alcide. Mas não antes da fada cometer a gafe de vomitar nos sapatos do lobo. Coitado do Alcide, o cara só se dá mal. Quando ele está prestes a conseguir o que, nas palavras deles mesmo, esperou por muito tempo, a loira não está em condições para tal. Fica pra próxima vez então.

Pelo menos, os vampiros tinham uma razão de verdade para a interrupção. Sookie seria útil na busca porque, no passado, já tinha conseguido resgatar Tara da hipnose de um vampiro. E o plano deles era que ela fizesse o mesmo com Doug (Jayden Lund), companheiro de trabalho de Alcide e única pessoa restante que poderia ter levado alguém até Russel. Através das memórias desenterradas por Sookie, descobrimos que foi uma mulher da Autoridade a responsável pelo resgate. Obviamente que todas as suspeitas devem cair sobre Nora, a traidora confessa. No entanto, ainda tenho minhas dúvidas quanto a Salome. Acho que ela fala a favor dos extremistas com Roman com muita frequência.

Toda essa sequência da busca foi simplesmente perfeita. Doug sendo arrastado muito a contra gosto, as lembranças de alguém carregando o corpo fraco de Russel, as pessoas aprisionadas para servirem de comida para a sua recuperação… Tudo contribuiu para o clima assustador, culminando com a reaparição do maior vilão de True Blood.

Os detratores de Tara vão ter dificuldade em reclamar dela neste episódio. Foi uma jogada brilhante, depois de juntá-la com Pam, desenvolver uma amizade com outra personagem muito querida, Jessica. Infelizmente, essa amizade se desfez com a mesma velocidade com a qual havia se formado, e já presenciamos uma briga das duas no final (o pivô: Hoyt, o garoto-problema desta temporada). Mesmo assim, foi bom enquanto durou. A conversa das duas sobre como é ser um vampiro recém-formado foi ótima, já que, na maioria das vezes, somos apresentados ao ponto de vista dos demais vampiros mais experientes. Deu para perceber, enquanto as duas pesavam os prós e contras dessa vida, como Tara está lentamente começando a aceitar sua nova situação, um caminho pelo qual Jessica já percorreu. Além disso, acho que a Pam só concordou em transformar a Tara porque o Fangtasia estava precisando de uma bartender. Ela não ficou perfeita na função?

O final do episódio serviu para mostrar como esta temporada está bem amarrada. O discurso de Roman sobre a inaptidão de vampiros e humanos em dividir o mundo, intercalado com cenas de Jason lamentando a morte dos pais, Sam e Luna baleados no chão, Tara e Jessica se alimentando e Eric e Bill reencontrando o vampiro que representa maior perigo aos humanos foi muito impactante. Fazia um bom tempo que não ficava tão impressionada com uma cena e foi muito bom sentir essa empolgação com True Blood novamente.

A quote da semana seria todo o discurso do Roman, caso ele não fosse gigante. Então, só porque essa semana ela merece:

“The more things change, the more they fuckin’ stay the same” – Tara

E vocês? O que acharam do episódio? Também acharam que ele teve um clima legal de filme de terror?

P.S.: Minhas desculpas aos fãs de Lafayette por estar o ignorando há tanto tempo. Mas até ele ganhar um pouquinho mais de tempo em tela, não tem como saber muito bem no que essa história de brujo vai dar. O que foi aquela cabeça do Jesus aparecendo do nada?

 


Maura

Rio de Janeiro / RJ

Série Favorita:

Não assiste de jeito nenhum:

×