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True Blood – 5×10 Gone, Gone, Gone

Por: em 18 de agosto de 2012

True Blood – 5×10 Gone, Gone, Gone

Por: em

Vida de reviewer não é fácil. Logo depois da semana que me fez tecer vários elogios à série, True Blood apresenta um episódio que me fez ter um enorme bloqueio criativo. O que falar sobre Gone, Gone, Gone? Quando gostamos de um episódio, a empolgação fala por si só. E quando ficamos completamente entediados pelo que vimos, o que fazer? Destilar toda a insatisfação e ser acusada de amarga ou procurar o lado positivo da vida, assim como Monty Python nos ensinou?

Primeiro, posso falar que esse episódio me irritou em diversos momentos. Das duas opções, uma: ou o meu humor quando o assisti estava muito ruim, ou ele simplesmente não foi bom. Tentando relembrar os acontecimentos desde que o assisti na segunda-feira (para vocês verem que o bloqueio para escrever a review não foi pequeno), cheguei à conclusão de que um dos acontecimentos mais marcantes foi a despedida de Hoyt de Bon Temps.

Talvez esse tenha sido um dos problemas do episódio. Por mais que eu adore o Jason e a Jessica e acredite que quanto mais cenas os dois tiverem, melhor, não posso dizer o mesmo do Hoyt. Como já venho ressaltando ultimamente, desde que terminou o namoro, o rapaz vinha se tornando cada dia mais irritante.  Se essa despedida tivesse ocorrido há algum tempo, toda a emoção que rodeou o ato poderia ter me contagiado. Hoje em dia, todo o estardalhaço só me fez querer que ele simplesmente saísse da cidade e parasse de encher nossa paciência.

Um crédito tem que ser dado: Deborah Ann Woll e Ryan Kwanten deram o tom certo às cenas, dando até para ficar com pena destas pessoas que estavam perdendo alguém essencial em suas vidas (para eles, porque para mim já vai tarde). O lado bom disso tudo é que Jason e Jessica finalmente poderão interagir sem aquele sentimento de culpa que rodeava os dois. Será que esse foi o fim de Hoyt na série ou ele volta antes do fim da temporada? Estou fugindo de spoilers nessa reta final, então realmente não sei.

E, saindo da descaracterização do Hoyt ao longo das últimas temporadas, vamos para outra que me irritou profundamente: Eric. O que foi ele se desculpando com Russell e o perdoando por ter matado sua família? Ainda tenho esperanças de que isso faça parte de algum de seus planos, mas suas reações ao comportamento de Russell na reunião da Autoridade me fizeram temer que ele realmente tenha sido convertido.

Foi divertido ver Bill tendo essa experiência de duvidar de todas as suas crenças a ponto de alterar a sua personalidade completamente. Mas não vai ser nada divertido se fizerem isso com mais um personagem. Eu sei que o sangue de Lilith tem poder e altera a mente das pessoas, mas, se foi capaz de resistir à primeira aparição da criadora dos vampiros, por que ele se convenceria após vê-la machucando Godric? Isso não fez muito sentido para mim e espero ansiosamente por um desenrolar nesta trama que tire Eric desse caminho.

E, para completar o meu descontentamento, ainda mataram a Molly. Por mais que eu tenha gostado de ver o iStake em ação, fiquei triste porque vimos pouquíssimo da personagem. Esta temporada está uma subutilização de bons atores sem tamanho. Acho que se juntarmos todas as cenas que Tina Majorino teve, não dá nem um quarto de episódio. Bom, antes ela do que Eric, já que era óbvio que a Autoridade não iria deixar pra lá a tentativa de fuga dos dois. Só espero que Jessica tenha um destino melhor do que o dela agora que foi convocada por Bill, o devoto da vez, a se mudar para lá.

Quem diria que Tara, a nossa mais nova diva, seria o ponto alto do episódio? Adorei a atitude dela, matando o novo xerife Elijah para proteger sua casa, o Fangtasia. Ela sempre teve um temperamento forte e isso não iria mudar agora que se tornou vampira. Além disso, ri muito do teatrinho que montou junto a Ginger (a.k.a. o capacho do Fangtasia). Como Pam tem a mesma expressão de felicidade e raiva, fica um pouco difícil decifrar se ela ficou orgulhosa ou irritada com a iniciativa das duas. Eu chuto orgulhosa, mas essa mulher é uma incógnita.

Também foi muito bom ver Russell finalmente se rebelando contra a Autoridade. Já estava na hora de ele mostrar sua verdadeira intenção, que é sintetizar sangue de fada de uma forma que eles consigam prolongar o seu efeito. A surpresa foi Salome ser tão enérgica contra vampiros andarem à luz do dia. Segundo ela, fadas são abominações e vampiros foram feitos como criaturas da noite.

Falando nas abominações, a fada mais importante da série passou por mais um atentado contra a sua vida. O legista da cidade, após ter sido transformado em vampiro, a procurou para drenar seu delicioso sangue. Sorte que os hashis da comida chinesa a salvaram, servindo como estaca no contra-ataque de Sookie. Pois é, meus amigos. Queria muito que isso fosse uma piada, mas foi o que realmente aconteceu. Acho que o problema foi o episódio mesmo e não uma possível TPM da minha parte. Todo o resto desta trama da Sookie (tirando a interação dela com o Jason que é sempre uma gracinha) me constrangeu demais, então acho melhor parar por aqui.

O mais curioso deste episódio foi que True Blood finalmente enxugou várias de suas tramas que foram concluídas no último episódio (repararam que não tivemos Alcide ou Terry e Arlene?) e, o que tinha tudo para ser ótimo, acabou sendo muito arrastado.

O que vocês acharam? Estou sendo muito dura com Gone, Gone, Gone? Aguardo seus comentários!

A quote da semana vai para as palavras finais de Molly:

“You are destroying the world based on a book that is thousands of years old. You call that evolved? That’s the opposite of evolved.” – Molly

P.S.: Só eu acho o casal Holly e Andy muito bonitinho? Pena que o futuro deles não é muito promissor agora que Maurella está grávida.


Maura

Rio de Janeiro / RJ

Série Favorita:

Não assiste de jeito nenhum:

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