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Shadowhunters – 1×08 Bad Blood

Por: em 4 de março de 2016

Shadowhunters – 1×08 Bad Blood

Por: em

Mais um ótimo episódio de Shadowhunters e eu já tô glorificando de pé a Raziel! Faltando apenas 5 capítulos para concluir sua temporada inicial,  já dá pra dizer que o programa enfim encontrou seu tom e em nada lembra aquele show apressado e mal feito das primeiras semanas. Essa semana, por exemplo, até mesmo Katherine McNamara estava bem. E, digo de coração aberto, que foi a primeira vez que eu gostei dela sem ressalva alguma. Tomara que a sequência de melhorias continue e que, até o season finale, o nível esteja ainda mais alto.

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Contudo, mesmo com uma boa atuação de Katherine, um desenvolvimento curto Malec, segredos revelados e a chegada de Lydia, não teve pra ninguém: Alberto Rosende foi, mais uma vez, o grande nome da semana e aparecendo apenas nos últimos 5 minutos do episódio. Se há algumas semanas, eu considerava Matthew Daddario o melhor ator da série, a excelente sequência de transformação de Simon em vampiro me fez repensar isso. Eu falei semana passada que o ator havia conseguido colocar nos olhos de Simon todo o horror que era estar se transformando em uma criança da noite e agora, na derradeira cena do acordar como vampiro, a coisa foi ainda mais intensa. 

O sair da tumba, o ataque a duas bolsas de sangue (sério, que cena forte ele rasgando o negócio e sujando toda a roupa com o líquido vermelho) e a constatação do que aconteceu… Tudo foi muito bem orquestrado, com uma ótima direção, uma trilha sonora no tom e atuações convincentes de Alberto (o “Eu sou um monstro” me deixou em frangalhos) e Katherine. O diálogo entre Simon e Clary, com ela tentando convencê-lo que nada mudou e que ele ainda é a mesma pessoa, é de deixar qualquer um no chão. Ouso dizer que a melhor sequência da série até agora.

Os desdobramentos que receberemos a seguir também são promissores. Além da adaptação de Simon a uma nova vida, teremos ainda Clary lidando com o fato de ter escolhido transformar o melhor amigo a perdê-lo pra sempre, uma guerra civil completamente instaurada entre Raphael e Camille (total #TeamRapha) e como Jace e os Lightwood vão reagir a ter um vampiro presente em suas vidas agora, de maneira mais forte do que nunca – porque Clary jamais vai abandonar Simon, todos sabemos disso.

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Enquanto isso, as coisas não andavam nada muito bem no Instituto também. A chegada de Lydia Branwell (mais uma referência de Peças Infernais pra gente ficar feliz! Henry!) mexeu com os nervos de Maryse e toda a família. Foi interessante observar a a matriarca dos Lightwood sem reação ante a tudo que a chegada de Lydia representou: Um maior controle da Clave sobre o Instituto, uma resposta oficial as 456 regras que Jace e os outros quebraram desde que Clary chegou e, graças ao bom senso e sacrifício de um Alec cada vez mais altruísta, uma possível salvação para a família, mesmo após os esqueletos terem sido, enfim, expostos.

A gente falou na caixa de comentários sobre isso e não deu outro: Os Lightwood enfim foram revelados como ex-membros do Ciclo. Se Lydia expôs isso de caso pensado ou não, não faz diferença. O fato é que Alec enfim perdeu o ideal de família imaculada que tinha e entendeu que nem tudo é preto no branco. Propor casamento a jovem para tentar ajudar a família perante a Clave foi uma jogada que eu jamais esperei dele (achei que a ideia partiria de Maryse) e une o útil ao agradável. Faz com que os Lightwood possam ter uma uma última tábua de salvação e joga uma pá nos sentimentos confusos que ele e Magnus já partilham, mas ele se recusa a admitir. Eu nem quero ver a cara do Alto Feiticeiro quando descobrir que o crush tá de casamento marcado com uma moça.

Quanto ao personagem da Branwell de uma maneira geral, gostei bastante. Pra quem não sabe ainda, ela não existe nos livros. Por isso mesmo, é legal ver que a série se preocupou em criar um bom background para Lydia, de modo que sua personalidade dura perante os problemas seja justificada e mesmo seu relacionamento com Alec ganhe contornos não unilaterais. Estou bastante curioso para ver onde isso vai dar. Já pode ser quarta-feira de novo, por favor?

Outras observações:

– Shirtless de Alec. Obrigado, Raziel.

– A batalha contra Valentine ficou um pouco de lado essa semana, mas ainda assim ganhou destaque, com o aparecimento de mais Renegados (que estão mais poderosos do que deveriam, aparentemente)

– Foi bem bacana o Luke falando que o Simon era como um filho pra ele e o paralelo que o episódio estabeleceu entre as transformações dos dois. Aliás, bom finalmente entender como Luke virou um lobisomem, mesmo que já fosse óbvio que era obra do ataque orquestrado por Valentine enquanto eles eram jovens.

– Gostei de ver Izzie atuando em uma nova função: Legista de Renegado.

– Alec tropeçando nas palavras quando Lydia falou que chamaria Magnus: Como não shipar??

– Tô louco para ver como Raphael vai se sair como mentor de Simon, porque depois da preocupação (ainda que disfarçada) que ele mostrou aqui, é um tanto óbvio que ele vai ajudar o novo renascido.

– Vou elogiar de novo porque sabe Raziel quando vai acontecer outra vez: Katherine McNamara estava no tom correto.

– Alec e Max, como não morrer de fofura?

– Acho um tanto quanto creepy Valentine falando com o corpo adormecido de Jocelyn.

Fique com a promo de Rise Up, nono episódio, que chega à Netflix na próxima quarta:


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

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