Sabe aquela sensação de “até que foi bom, mas não era o que eu queria“? Errr, então…

Vamos começar deixando as coisas claras: Fillers são necessários em Supernatural. É impossível uma série como essa sustentar vinte e três episódios por temporada apenas desenvolvendo sua trama principal. Quem sabe lá nos seus tempos áureos até conseguiria, mas esta questão já é coisa do passado. Entretanto, tudo isso não é desculpa para enrolar descaradamente o telespectador e parar com a história por mais de um mês.
Desde que o seriado voltou do hiato, tivemos sete episódios. Deles, um foi importante, outro foi metade filler/metade importante (sobre a viagem do tempo que no fim resultou em nada) e cinco foram casos da semana! A qualidade de cada um deles é irrelevante, pois de qualquer forma faz muito tempo que o trem não anda. Como se não fosse o suficiente, o vídeo promocional do retorno do hiato, referente a esse 11×16, era inteiramente focado na Amara. Já no episódio, ELA MAL FOI MENCIONADA. Sério??? Sério mesmo??? Se isso não é enganação, eu não sei o que é. *Respira fundo e tenta seguir em frente*

Existe o famoso ditado Quem É Vivo, Sempre Aparece. Em Supernatural ele não se aplica, já que vivo ou morto, anjo ou demônio, humano ou monstro, tem alguém sempre retornando. Dessa vez chegou a hora da visita anual do Bobby (agora trazendo a companhia do Rufus). O ponto positivo é que a maior parte dos fãs gosta do personagem e acha sempre bom revê-lo para matar as saudades, coisa que acontece em toda temporada. O ponto negativo é os roteiristas acreditarem que podem fazer um episódio mediano, adicionar o “fator nostalgia” e todo mundo vai amar. Amigos, não é assim que funciona…
Amando, odiando ou achando irrelevante, é preciso admitir “Safe House” conseguiu ser criativo ao conectar duas linhas temporais ao longo do tempo. Mesmo depois de duzentos e tantos episódios, não consigo recordar de nenhuma outra ocasião em que o passado e o presente foram tão intercalados conforme os minutos rolaram. Sem dúvidas, o auge foi o encontro do Dean e do Bobby no “plano espiritual”, uma sacada bem esperta dos roteiristas, que me fez ficar refletindo durante vários minutos após os créditos aparecerem.

Algumas observações:
-A série de filmes Insidious, no Brasil chamada de Sobrenatural, possui como história principal essa mitologia de plano espiritual e faz bastante sucesso no gênero de terror. Parece claro que os filmes serviram de inspiração para esse caso.
-O telefonema/flashback do Dean no final… :/
-A série foi renovada para 12ª Temporada e não há nenhum indício de que ela irá parar por aí. Contentes?
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E você, o que achou do episódio? Curtiu ou também está ansioso para ver mais da Amara?




