No Quarto episódio de The Crown, Act of God, Elizabeth tem que aprender a não fazer nada enquanto Londres é coberta por uma cerração poluída que mata milhares de pessoas. O fato é conhecido em inglês como The Great Smog e durou de 5 a 9 de Dezembro de 1952. Da série, foi o mais lento episódio até então, conduzido para fazer o expectador sentir-se preso, confinado como os personagens.

O Primeiro Ministro não aceita a responsabilidade pelo “tempo” e minimiza o problema, enquanto quer discutir assuntos bem mais importantes, como os Hobbies de Phillip. Na busca por alguma ocupação, o Duque de Edimburgo resolvera aprender a voar. O relacionamento entre Elizabeth e seu marido fica mais complicado a medida em que ele é confinado em casa devido ao mau tempo. E, com este episódio, todos nós podemos simpatizar mais com ele, pois confinamento e tédio são constantes.
Enquanto isso, Elizabeth tem que aprender a manter-se imparcial. Segundo Queen Mary, sua avó, a Monarquia, é um chamado de Deus para agraciar e dignificar o mundo. Para tal, a Rainha deve agir como se fosse intocável, uma escolhida divina. É similar ao personagem construindo por sua precursora Rainha Elizabeth I. A política se importa pouco com o papel da nobreza, claro, e não demora para que membros do governo venham lhe pedir para tirar Churchill do governo.

Vele lembrar que o a monarquia tem menos poder real do que costumamos pensar. Apesar do ritual de a monarca pedir para que o Primeiro Ministro forme um governo em seu nome, ele é eleito, indiretamente, pelo povo. A idéia de reis e rainhas que comandam o mundo faz parte do imaginário coletivo, mas a verdade é bem menos glamourosa. Se para nós pobres mortais não fazer nada não é um emprego, segundo Mary, este é o trabalho mais difícil de uma Rainha.
O principal problema do episódio para mim, foi usar a morte da assistente de Churchill, como catalizador para ele agir. Eu já achava que o “romance” entre os dois era estranho, mas a morte forçou demais. Ele poderia perfeitamente ter percebido que precisava tomar alguma atitude enquanto primeiro ministro para amenizar a situação, ainda que o problema em si estivesse fora de suas mãos. Como bom político que era, ele consegue reverter a situação a seu favor bem a tempo. A Rainha, que o havia chamado para afastá-lo do cargo, se vê na posição usar outro assunto para preencher a reunião, como nos conta Churchill entre risos.

O clima Londrino, que dizem ser tópico preferido deles, realmente dá o que falar, mas, depois desse episódio embaçado, só podemos esperar que The Crown volte ao ritmo dos anteriores. Mais problemas de estado, mais intrigas e desavenças com Phillip – tudo isso sem perder a realeza. E, de preferência, menos Churchill, bem menos.
Long live the Queen!
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