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The Flash – 2×22 Invencible

Por: em 20 de maio de 2016

The Flash – 2×22 Invencible

Por: em

A um episódio de seu season finale, The Flash nos entregou um episódio atípico. Sem muitas pistas do que vamos encontrar semana que vem e focando totalmente em seu protagonista, a série conseguiu se sair bem e o saldo é mais um capítulo positivo nessa temporada que, em minha humilde opinião, conseguiu ser mais interessante (embora menos constante) do que a primeira.

wally west

Mesmo as coisas que de cara não se encaixaram muito bem no plot deste ano, eventualmente encontraram seu caminho para funcionar. Wally, por exemplo. Quando o futuro Kid Flash apareceu na série, a ansiedade em cima do garoto era grande, graças ao cânone dos quadrinhos que ele carrega. E, infelizmente, o personagem não conseguiu cumprir isso. Chato, birrento e um menino mimado, Wally ficou por muito preso a uma trama familiar com Joe, sem muitos avanços e boas perspectivas, coisas que mudou totalmente depois de ser sequestrado por Zoom.

Ficar entre a vida e a morte e receber uma nova chance de viver graças ao altruísmo de Barry em ceder seus poderes a Hunter ativou no filho mais novo de Joe algum tipo de gatilho que, agora, mostra suas consequências. É bacana que Wally queira se sentir útil, mas extremamente imprudente que ele o tente fazer saindo às ruas sem proteção nenhuma para lutar contra o crime. Criança, nem mesmo Barry e Oliver fizeram isso, então você ainda tem muito  o que aprender. Mas, de certa forma, é um bom início para a saga do garoto como velocista que acredito que será um dos pontos chaves da 3ª temporada. Não só dele, claro, mas também de Jesse. Ambos foram atingidos pela matéria negra, ambos aparentemente estão bem, mas isso não pode ter sido uma coincidência. Certamente, os poderes de ambos estão adormecidos e precisam apenas de um novo gatilho para despertarem. E quando isso acontecer, toda a autoconfiança que Wally puxou para si vai valer de algo.

zoom e henry

Autoconfiança que, vejam só, Barry também adquiriu. A visita de Allen aos amiguinhos da speed force surtiu um efeito muito diferente do esperado e aquele velocista decidido, mas em muitos pontos inseguros, deu lugar a um Flash confiante, maduro e com um ar heroico e invencível em torno de si. As preocupações do time foram totalmente coerentes, especialmente as de Henry e Joe, mas no fim das contas, acho que essa mudança de atitude foi um ponto muito mais positivo do que negativo. Claro, confiança demais nunca é algo bom, ainda mais nesses casos, mas aqui, ela ajudou Barry a encontrar uma forma de parar o exército de metahumanos de Zoom e, à sua forma, deixou o time mais unido do que nunca. Mais um ponto pra conta da speedforce.

E depois do traumático acontecimento do final, é ainda mais óbvio o quanto essa confiança vai ser importante para que Barry não se perca diante da perda definitiva do pai. Se restava alguma dúvida (o que não acredito) de que Hunter é uma pessoalmente realmente doente, ela agora deve ter ficado de lado. Sequestrar Henry e assassiná-lo na frente de Barry no mesmo lugar onde anos atrás, Thawne tirou a vida de Nora, é de um sadismo que eu mal consigo encontrar palavras para descrever. Pior que isso tudo, só mesmo o argumento do vilão de que fez isso para que Barry liberasse sua raiva e eles, enfim, se tornassem iguais.

Coisa que, no fim do dia, eles nunca serão. Hunter e Barry tem histórias parecidas. Perderam a mãe, cresceram sem referência materna, tornaram-se velocistas e, de certa forma, passaram a usar seus poderes para suprir um pouco o vazio deixado pelo passado. A diferença entre eles é que, enquanto Hunter não teve ninguém, Barry teve Joe e Iris para amá-lo e amenizar sua dor. Se Hunter seria diferente caso tivesse alguém para amá-lo como Barry? Talvez. Jamais saberemos a resposta, mas é fato que não importa quantas pessoas o vilão mate, ele e Barry jamais serão reflexos um do outro.

sirene negra

Outro acerto do episódio foi a inserção da Sirene Negra no universo. Depois da amarga (SPOILER se você está uns 4 ou 5 episódios atrasados em Arrowmorte de Laurel, saber que Katie Cassidy está a um contrato de alcance e com uma personagem tão boa quanto sua Canário Negro, é um alento. Do pouco que vimos da vilã aqui, é possível ver que ela é tão tridimensional quanto Nevasca e certamente sua apresentação não foi em vão. O momento em que ela luta com Barry e o posterior embate com Cisco e Caitlin disfarçados brilhantemente de Reverb e Nevasca são alguns dos melhores do episódio. Já podemos ter a personagem como fixa, senhor Greg Berlanti. Providenciar.

O plano de Barry de criar uma frequência diferente e acertar o sistema nervoso dos metahumanos da Terra 2 foi bem interessante e nos deu mais o que refletir sobre a condição de Jesse e Wally. Por que a garota foi tão atingida, enquanto Harry só sentiu as dores porque protegeu a filha com seus fones? Se ela não é uma metahumana, não faz muito sentido. O que me leva, novamente, a teoria que, de alguma forma, a speedforce está adormecida dentro da garota e de Wally e, logo logo, ela irá se manifestar.

No saldo final, Invencible foi um bom episódio, mas sem muito clima de pré-finale. Sem um terreno preparado e sem muita perspectiva, só nos resta esperar para ver se o segundo ano de The Flash conseguirá sair bem de cena. Do que vimos até aqui, acho que podemos ficar tranquilos.

Outras observações:

— Joe se preocupando com o Harry foi bem bacana. Enfim, todos o estão aceitando como parte do time.

— A volta da Dra. Cristina foi algo interessante. Uma pena que ela tenha ficado viúva antes mesmo de ter rolado algo a mais com o Henry, já tava começando a shipar.

— A morte do pai de Barry só me deixa ainda mais certo que, de alguma forma, Henry estará ligado ao Homem da Máscara de Ferro. Talvez o rosto por trás da máscara seja o sósia de Allen na Terra-2.

— Cisco usando outra variação de seus poderes foi o máximo. Quero muito um desenvolvimento melhor disso!

— Fique com a promo de The Run of His Life, season finale que vai ao ar semana que vem. Todos prontos?


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

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