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The Originals – 3×09 Savior (Fall Finale)

Por: em 12 de dezembro de 2015

The Originals – 3×09 Savior (Fall Finale)

Por: em

Sabe uma coisa que eu odeio? Quando eu estou pronto para criticar uma série, principalmente em um episódio que encerra parte da temporada, e daí ela vai e me faz gostar de tudo que aconteceu. The Originals conseguiu o feito nessa semana. Já estava aqui, pronto para falar tudo que venho achando problemático e agora, depois de ter assistido “Savior”, tudo que eu consigo pensar é que quero que a série volte logo da sua pausa para mostrar o que vai ser da outra metade da terceira temporada. Tirando uma bobagem ou outra, a trama fluiu muito bem e o desenvolvimento de alguns plots foram muito bons. Será que Narducci vai conseguir virar o jogo?

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Todos os personagens tiveram seu foco nesse episódio, mas a principal foi mesmo Rebekah. Mais uma vez salva do perigo, vimos que a Strix preparou uma surpresa para o seu retorno, amaldiçoando-a com uma espécie de marca e transformando nossa Original em um monstro sem escrúpulos. O que podia soar muito clichê ou forçado, acabou funcionando muito bem. Os momentos de surto foram bem intensos, com destaque para o seu embate com Hayley, numa chuva de verdades que todos nós um dia já pensamos, mesmo que involuntariamente. Aos que acompanham minhas reviews, sabem o quanto gosto da personagem e acho uma pena esse seu vai e vem da série – o que mostra, de certa forma, o amor que ela tem por aquelas pessoas e pelo show que a levou ao grande público. Claro que, mais uma vez, logo se arrumou uma desculpa para o seu afastamento: a Trindade/Strix não pode saber que a encontraram – aqui temos que ressaltar o charme daquela cena de Natal, que vou confessar: até me emocionou.

Só que nenhuma felicidade dura muito tempo em terra habitada pelos Mikaelson. Nos minutos finais do episódio, descobrimos que a maldição não foi realmente curada e que Rebekah ainda está fora de controle, fazendo da ‘morte’ sua única escolha. Ao enfiar a estaca na irmã, Elijah cumpre com a primeira parte da profecia (um cairá pela família) e tira um fardo enorme de desconfiança das suas costas, já que agora pode voltar a crer no que sua família fala. E já que estamos no âmbito da família, cometemos sobre o ataque a Freya e sua ausência de poderes. Aqui, cabe também falar da participação de Jack, que acabou pagando a língua e mostrando que não é tão fácil deixar alguém que você conhece (ou não) sofrer com alguma coisa sem fazer absolutamente nada. Voltando a bruxa, tudo que me irrita aqui é a participação de Finn, que sempre vem contra a família. Claro que cabe um pouco de reflexão na maneira como os Mikaelson a sugaram para essa espiral de problemas que eles vivem século após século, mas não deixou de ser uma escolha dela também. E a ameaça de Finn agora toma novas proporções, ao passo que a Strix o tem como armadilha para fazer com que o novo regente, Vincent, faça o que eles bem entenderem.

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E como falar desse episódio sem falar de Klaus. Cara, de longe o híbrido é um dos melhores personagens criados por Julie Plec e companhia dentro dessa mitologia. Sua complexidade sobrepõe quase tudo e todos. Quando achamos que estamos começando a entender, ele nos mostra outra faceta. Foi assim na cena em que tirou o policial da beira da morte – uma cena muito forte e bonita, com um show de Joseph Morgan. Tudo isso porque Cami pediu. Olha, se você não shipa Klaus e Cami, não te entendo. Para mim é um dos melhores casais, tamanha a profundidade do relacionamento que foi sendo criado ao longo dos três últimos anos. Quando vemos Rebekah pedindo para que o irmão caminhe em direção ao amor, não poderia ser um recado mais claro de que algo estava se aproximando de acontecer. E vai dizer que não foi lindo ver aquela declaração de um cara que se dizia desacreditado em qualquer tipo de sentimento humano?

Com Cami, Klaus se permitiu sentir mais uma vez. Toda a sutileza dos seu sentimentos foi transpassada para a cena em que, pela primeira vez, o casal se encontra na cama. Gostei muito, mesmo e não estava preparado para o que veio a seguir. Quando a cena mostrou Cami com o pescoço todo ensanguentado, eu fiquei virado no samurai! Como assim aquilo tinha acontecido? Foi Klaus? Foi ela mesma? Será que ela se transformou ou vai se transformar? Cara, tô nervoso. Fiquei muito curioso com os próximos passos desse relacionamento e agora teremos que esperar um tempo até o próximo episódio. Klaus com certeza estará fora de si, então podemos esperar por uma dose extra de irritação quando a série voltar. Quem teve pouquíssimo destaque foram os membros da Trindade, mostrando mais o impacto de atitudes que tiveram antes, do que aparições propriamente ditas. Aqui vale comentar que os personagens precisam de um peso maior na trama, mas o episódio em que menos apareceram, foi o melhor da temporada – logo, algo está bem errado.

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Não sei se você já sabe (mas deve saber), mudaremos de dia e horário em janeiro. Com a chegada da nova programação, The Originals passa a ser exibida nas sextas do canal. Então nossa review também deve sofrer um pouco com a alteração, indo ao ar durante o final de semana, provavelmente aos domingos. Aproveito a oportunidade e desejo a todos vocês boas festas! Que seja um excelente final de ano e que todos os sentimentos bons se renovem para mais uma etapa da vida que vem pela frente. Muito obrigado pela companhia e, claro, nos vemos em janeiro! Grande abraço!

Ah, já ia esquecendo: temos vídeo promocional do retorno. Confere aqui:


Leandro Lemella

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos mal compreendidos.

Santos/SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

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