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Aftermath – 1×05 A Clatter and a Chatter

Por: em 27 de outubro de 2016

Aftermath – 1×05 A Clatter and a Chatter

Por: em

Aftermath continua seguindo seu ritmo. Sem dar explicações aos tantos seres mitológicos apresentados e ainda adicionando mais mitologia, a série parece se perder cada vez mais. Em um episódio onde o sobrenatural deveria ganhar destaque, o foco foi, novamente, no lado pessoal de cada personagem.

Aftermath - 1x05

Brianna, que finalmente encontrou sua família, parece outra pessoa. O sequestro dela no piloto foi rápido e, por consequência, não conseguimos entender muito sua personalidade antes de tudo. Em sua busca, a garota era feroz, ávida e estava pronta para enfrentar qualquer perigo, mas junto com os familiares, cada palavra soa com arrogância. Não que a mesma fosse um exemplo de pessoa anteriormente, mas mesmo com sua personalidade forte, ela ainda se importava com as pessoas em sua volta. No entanto, o que vemos parece uma simples garota mimada. Será que não a conhecíamos de verdade?

O relacionamento dela com Dev, apesar de não ter sido tão explorado como já era de se imaginar, ainda continua sendo uma das melhores coisas até o momento. Seja pela naturalidade ou pelo carinho em que a história deles é tratada, o amor deles parece ser uma das poucas coisas que conseguem segurar a história. Devyn continua forte com sua personalidade religiosa, o que em alguns momentos se torna cansativo. Afinal, com tantas coisas acontecendo, será esse o melhor momento para não querer tocar em armas? Dana, no início, também queria sair isenta disso, mas ela foi a prova viva de que para viver, a morte será necessária. Será que Dev conseguirá aprender isso ou, infelizmente, será tarde demais? Bri tem certeza de que ele daria a própria vida para salvá-la, mas e se esse momento já estiver próximo?

Seja como for, essa interessante relação terá, provavelmente, mais destaque nos próximos episódios. Não é certo que Dev seja um personagem importante para a história, mas ele é crucial para o desenvolvimento de Brianna que, até o momento, parece ser uma personagem importante. As palavras do reverendo no episódio passado não foram esquecidas. Ela é a “matadora de hospedeiros”. Será esse o motivo de ter sido sequestrada anteriormente? E, se sim, será que a ordem para matar nesse episódio se referia a ela?

Mitchell Kummen - Aftermath

Já Dana, como nos episódios passados, não demonstra nenhuma mudança significativa. Ela é inteligente, não se pode negar, mas o ego dela também não deixa a desejar. Ela é a que sabe solucionar todos os problemas, mas a única a se desesperar com eles. Esse relacionamento dela com Martin (Madison Smith) foi, no mínimo, forçado. Não que a cena não tenha sido tocante, pois foi, mas a personagem parece não se encaixar no momento. Até nessas coisas a garota se torna inferior a irmã, e talvez esse seja um dos problemas futuros. As duas sempre foram diferentes, mas agora isso está mais nítido do que nunca. Será mesmo que ela irá se deixar ficar para trás? Pode parecer estranho, mas até o momento, apesar de serem gêmeas, a relação das duas é a menos trabalhada de todas, sendo a que deveria ser a mais importante.

Matt, por sua vez, continua sendo o melhor personagem até o momento. Inicialmente a impressão é de que ele é explosivo demais, mas é fácil se acostumar com jeito dele agir. Ele se preocupa com a família e com as pessoas que gosta, é claro que não irá receber qualquer estranho de braços abertos. E, talvez por ser tão protetor e o irmão mais velho, ele acabe agindo diretamente no relacionamento de Dana. Ficou claro que ele não está nada feliz com isso, mas o que poderia fazer? Essa relação de Dana aparenta ser perigosa, como algo que uma hora ou outra irá explodir, mas será Matt o responsável por isso? Ou será ele o responsável por proteger a garota dos estilhaços da possível explosão? Seja como for, ele parece ter um papel fundamental nessa história. O problema é ele não ser desenvolvido como deveria.

A relação dele com Ala foi, certamente, um dos momentos mais interessantes da série, sendo uma das poucas mitologias apresentadas que seriam interessantes serem desenvolvidas. Mas, será que tudo ficará só por isso? Ele é claramente um dos únicos que podem substituir a mãe no cargo de líder, mas por que o roteiro se torna tão relutante ao falar dele? Chega até mesmo a ser estranho o fato de, até o momento, o garoto não ter nenhuma história secundária acontecendo. O que será do personagem no futuro? Resta ter esperanças para que esse desenvolvimento melhore.

Já Joshua finalmente teve um papel melhor na trama, mesmo sendo bem clichê. A sabedoria dele não é só necessária para saber do que se trata cada ameaça, mas sim de como agir perante a elas. Ele é o único que conhece cada um ali, ele é a cola que une todos. Ele sabe quando a esposa precisa de um tempo ou quando precisa ser ajudada. Ele sabe quando as filhas precisam de conselho, e ele é o escolhido para ouvir desabafos. Ele é aquele que Matt considera um exemplo. O ciúmes dele no início acabou se mostrando desnecessário. Afinal, por que alguém como ele precisaria ter ciúmes? Ele é a pessoa ideal que está na posição certa, com as pessoas certas.

Levi Meaden - Aftermath

Mas o clímax desse episódio foi claramente entre Karen e sua irmã. Tia Sally foi, com toda certeza, uma das melhores adições no elenco. Apesar de sua ingenuidade em alguns momentos da trama, ela era uma personagem que merecia ganhar destaque, mas que infelizmente teve que partir cedo para a história conseguir chegar a algum lugar. O relacionamento dela com a irmã era bem perturbado, mas nutríamos esperanças de que as duas conseguissem encontrar o pai no meio deste inferno. Ela não estará lá quando esse momento chegar, mas Karen com certeza não se esquecerá da irmã.

E, continuando com o costume de adicionar mais coisas à história, conhecemos Jubokko: uma planta da mitologia japonesa que come as pessoas vivas. Sim, isso mesmo. Um dos maiores problemas até o momento, o qual sou obrigado a relembrar em cada episódio, é a mania de criar coisas novas e deixar as antigas de lado. Essa temporada não necessitava de tanta mitologia como nos foi apresentada. A maioria poderia ter sido apresentada em temporadas futuras. A pressa do roteiro em mostrar tudo e não desenvolver nada mostra a consciência do cancelamento que a série tem, tendo como missão única chocar o telespectador ao final de cada episódio.

Janet Kidder - Aftermath

Até o momento, a certeza de que Aftermath não irá conseguir garantir um segundo ano fica cada vez maior. Se for o caso, só nos resta ter esperanças de um final digno ou, no mínimo, aceitável. Afinal, depois de tantas expectativas destruídas, merecemos no mínimo isso, não é verdade?

Observações:

“Operação Bundinha”. Desculpa, mas é impossível não rir.

Aliás, Booner foi uma ótima adição no elenco, mesmo não confiando totalmente nele.

Agora só falta Matt ter um interesse amoroso. Acabo de entrar na fila para candidatos.

Às vezes acho que Joshua possa estar possuído. Será? Seria um grande plot twist.

Esperava uma reação mais tocante de Karen perante a morte da irmã, mas tudo bem.

A bondade da Tia Sally era uma das poucas coisas que davam esperanças no meio desse apocalipse.

Não vou comentar a aparição daquela Banshee. Me recuso.

Febris possuídos. Agora a coisa vai ficar séria!

 


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Lucas de Siqueira

Apaixonado por Tom Holland, séries históricas, documentários sombrios e guerras. 19 anos de pura imersão em diferentes universos através da leitura e pronto para criar outros através da escrita.

Santa Branca/SP

Série Favorita: Game of Thrones

Não assiste de jeito nenhum: Revenge

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