Aftermath – 1×07 What The Thunder Said

11 de novembro de 2016 Por:

Finalmente Aftermath conseguiu nos apresentar um bom episódio. Isso comparando com os anteriores, claro. E, mesmo longe de ser uma boa série com um bom roteiro, é nítido que o psicológico dos personagens será cada vez mais trabalhado, nos apresentando o verdadeiro apocalipse e, de quebra, momentos intensos.

Michael Rogers e Levi Meaden - Aftermath

Brianna ainda está tentando se recuperar da morte de Devyn. Ele não foi seu primeiro amor, mas foi o mais puro e verdadeiro. Fazendo parte do mesmo mundo, mas aparentando serem de diferentes, o amor dos dois conseguiu se tornar uma das melhores coisas apresentadas. Agora, a garota precisa tentar sobreviver sem ele. Nós sabemos que ela é capaz, mas será que ela sabe? Bri sempre foi uma garota forte, ela provou isso passando semanas longe da família. É importante lembrar que essa reação dela não é tão incomum, já que acontece com muitos de nós. Muitas vezes sentimos como se nada fosse nos parar, como se fossemos eternos; então nos apaixonamos. E, depois de um fim de relacionamento, quem nunca sentiu como se isso fosse o fim do mundo? Melhor, quem nunca sentiu que não seria capaz de voltar como era antes? Nós sempre somos, mas não queremos. Vivemos tanto com outra pessoa, que não queremos voltar ao que fomos um dia. É interessante ver que mesmo com tantas tramas superficiais, a série conseguiu nos passar uma importante lição.

Dana, por sua vez, começa a experimentar o que a irmã passou. É triste falar, mas não foi possível se sentir tão chocado com a morte dele como foi com a de Devyn. O motivo, claro, foi o pouco tempo em tela. Ele apareceu rapidamente, logo se apaixonou por Dana e, por motivos fúteis, acabou morrendo nos braços de seu amor, similar ao que houve no episódio passado. Não entediamos as motivações, vontades e sonhos do personagem. É seguro dizer que, mesmo com as boas cenas de romance, ainda não era possível confiar totalmente nele. Agora, assim como a irmã, Dana precisa achar um jeito de sobreviver sem ele. Ele foi seu primeiro amor, mas será que foi o último? As duas estão sem chão, mas somente uma pode levantar a outra. Elas sentiram a mesma dor, agora é hora de renasceram das cinzas. Elas vivenciaram o próprio apocalipse, agora é hora de enfrentar o mundo lá fora.

Já Matt acabou nos surpreendendo com suas atitudes impulsivas. E, apesar dessa já ser a personalidade do personagem, as cenas finais causaram estranhamento pela simples mudança do personagem. Ele se importa com a família, mas o que motivou uma atitude tão violenta? Poderíamos entender melhor se o roteiro soubesse trabalhar com ele. Infelizmente, mesmo sendo o melhor personagem, ele acaba não sendo aproveitado o suficiente. Todos já tiveram seu momento, mas e ele? Será ele o futuro líder da família? Ou será que ele terá uma trama própria, assim como os demais tiveram? Pode ser cedo para afirmar, mas essa parece ser a hora para finalmente conhecê-lo melhor, ou podemos acabar esquecendo-o.

Madison Smith - Aftermath

Karen, que aparentava estar melhor depois da morte da irmã, acabou partindo para uma jornada pessoal. Apesar de ter feito isso por sua família, ela também fez por si mesma. Ela estava quebrada, mas precisava de um motivo para continuar. Ela precisava provar a si mesma, e assim o fez. Mesmo não conseguindo o que queria, agora ela sabe que ainda há motivos para lutar. Sua família está lá fora e ela precisa protegê-los. Não sabemos se ela irá sobreviver ao vulcão, mas como Monk (Michael Rogers) disse, sua atitude foi nobre. É preferível morrer tendo feito a coisa certa, do que viver sem ter feito nada. Ela sabe disso, mas sua jornada parece não ter acabado. Mesmo com um futuro incerto, parece seguro dizer que ela ainda tem o que mostrar.

Joshua, por sua vez, ainda continua sem ser explorado. Assim como o filho, ele começa a aparentar que está na história para preencher espaço. A cada passo de evolução, o roteiro consegue voltar dois. Ele conhece a mitologia e é quem tem maior fé, mas a série parece não notar isso. Ele acredita no melhor das pessoas e talvez esse seja seu maior problema. Assim como Dev, ele não pertence àquele lugar. E, como disse Martin: “Seu pai é um cara incrível, mas caras incríveis não têm mais lugar nesse mundo”.

É bom notar que, apesar de tudo, a história parece ter sede de ir além. Ainda temos muitas pontas soltas que, já é fácil imaginar, não serão fechadas. Mas, se todos os episódios conseguirem ter uma trama fechada como essa, podemos acabar tendo esperanças com o final. A relação da rádio e dos acontecimentos é, no mínimo, curiosa. Essa, mesmo com tantas coisas apresentadas, seria uma boa coisa para se aprofundar. O mundo está acabando, mas nós não temos ideia do porquê.

Anne Heche - Aftermath

No geral, Aftermath ainda não aparenta ser forte o suficiente para um segundo ano, mas ainda é possível finalizar a história de uma boa maneira. Resta saber se as tramas anteriores serão fechadas ou, como já é esperado, serão esquecidas. A premissa foi realmente interessante, mas infelizmente o trabalho feito não está sendo um dos melhores.

Observações:

Posso soar egoísta, mas acho que não iria dar carona para qualquer um na estrada.

Não imaginava aquele plot twist na montanha. Sempre achei que Martin era o falso.

Falando em Martin, não acredito que ele morreu logo quando eu estava simpatizando com ele.

Só imagino aquele abrigo caindo com os tremores e matando todos.

Mesmo assim, ainda acho que o vulcão irá parar. Teorias? Alguém?

Espero que o Monk volte. É um personagem bem interessante.

 


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Leonino. Não ligo para signo, mas sei que muita gente se importa, então fica aí a informação.

Santa Branca/SP

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