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Animal Kingdom – 1×04 Dead to Me

Por: em 29 de junho de 2016

Animal Kingdom – 1×04 Dead to Me

Por: em

Desde que escrevi as primeiras impressões de Animal Kingdom esperava por um episódio com uma participação um pouco maior de Janine “Smurf” Cody. E ainda que a série continue alternando sua narrativa de uma forma que não me agrada muito, já que fica um pouco difícil se manter dentro de um mesmo sentimento. Dead to Me de certa forma foi um bom episódio, ao mostrar um pouco do modus operandi de Smurf.

A celebração do aniversário de Pope, pano de fundo do episódio da semana, reascende um ponto importante na trama. Afinal de contas porque motivo Julia foi banida da vida dos Cody? Ainda que o nome do título dê a impressão de se tratar da relação entre a mãe de J e sua avó. Dead to Me fala sobre o controle e a onipresença de Smurf, que diferente dos seres azuis que habitam os jardins alheios – sorry, não consegui resistir ao trocadilho – Janine prova sem muito esforço porque razão é ela quem determina os rumos e os passos de seus filhos e protegidos. Não por acaso a forma encontrada por ela para punir aqueles que andam agindo por suas costas é impedir que ficassem sob o mesmo teto dela. A dependência não só econômica como sentimental torna a disputa de poder entre os filhos e Smurf algo fácil demais pra real cabeça dos Cody.

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A ausência dos suntuosos cafés da manhã, ou até mesmo o beijo entregue na bochecha e não nos lábios, tudo, já demonstrava que a postura de Smurf não era a mesma com aqueles que agora mentiam para ela. E se antes a ideia era que teríamos J ou Deran como um dos mais frágeis e suscetíveis ao jogo mental proposto por Janine, a ponto de entregar os outros irmãos. Foi de Baz este papel. Demonstrando que existe entre ele e Smurf uma relação um pouco mais complexa, já que de todos, ele é o único que não é necessariamente filho de Janine. Não que este final tenha sido uma surpresa, uma vez que o desespero de Baz para que a mulher se desculpasse com Smurf deixava claro que postura dele é evitar ao máximo confrontar a matriarca dos Cody. Talvez pela natureza da relação deles ter a ver com uma consideração já que ela o acolheu como membro da família no passado.

Mesmo com a função de novo líder do grupo, a postura “moleque” de Baz impede que eu o enxergue como um líder de fato. E mesmo que parte do estresse tenha a ver com o desaparecimento repentino de seu pai biológico. A impressão que se tem é de que Baz não passa na verdade de um mero pião no jogo de Smurf. Ainda que não seja uma exclusividade dele a infantilização dos atos, a julgar pela atitude impensada de Craig que em meio à overdose de sua namorada, decide deixá-la lá, mas não sem antes levar tudo o que pudesse incriminá-lo, roubando a namorada que ele pensou já estar morta. Plot que irá render coisas no futuro.

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Todas as ações demonstram que ainda é muito cedo para os filhos de Smurf agirem sozinhos, por mais que eles pensem que não. E se a ausência de trilha sonora em alguns momentos me incomoda, em outros é assertiva. O que me faz perceber que muitas das informações na verdade estarão presentes muito mais na falta de diálogos que propriamente dentro deles.

E se no início a história girava em torno do aniversário de Pope e o conflito interno entre Janine e seus filhos. A cena em que J conversa com Pope e este revela o hábito quando criança entre ele e sua gêmea de fazer pedidos no momento do parabéns, aparentemente mais para contextualizar Julia e ou apresentar a relação do passado dela com Baz, na realidade serviu para representar a primeira crise entre Smurf e J. E se o pedantismo de Janine já trazia problemas velados vividos por J, desde o piloto, quando ele reconhece na avó a blusa que fora da mãe. O apagar da vela na cozinha dos Cody pode simbolizar o desejo de J em entender mais sobre o seu passado, mas nem um pouco disposto a deixar de lado o início de uma vingança pessoal contra Smurf.


E você o que achou do episódio? Não deixa de comentar aqui o que está achando no novo drama da TNT.


Marcel Sampar

Paulista que puxa o erre pra falar, PHD em Análise do Drama pelas novelas mexicanas reprisadas no SBT e designer de homens palito. Com sérios problemas em se definir por aqui - sim, esta já é minha terceira tentativa em menos de um mês - mas que um dia chega lá!

Rio Preto/SP

Série Favorita: Sex and the City

Não assiste de jeito nenhum: Teen Wolf

  • Wander

    Eu não gostei desse episódio. Acho que eles não conseguiram segurar a peteca e o ritmo da narrativa derrapou. A sobreposição de cenas e acontecimentos sem algum tipo de aprofundamento tende a me irritar, e se a temporada não fosse com um número de episódios limitados, certamente eu estaria pensando seriamente em abandonar após esse episodio.

    O ponto alto da série continua sendo o Pope, e o ator está magistral em cena. O que foi ele com a garota de programa? Ele está elevando seus delirios a um outro nível. E é isso que o faz mais perigoso.

    ps1: O destaque dado a Smurf nesse episodio me faz cada vez mais sentir da Smurf do filme;
    ps2: Baz bundão;
    ps3: Gente, volte com as cenas do loirinho (que eu nunca lembro o nome) e seu conflito de ficar no armario. Dramas gays, eu adoro! tragam mais haha
    ps4: aquelas cenas do avião foram tão nonsense e desapropositais. Insira aqui o emoji dos olhos virados para cima.
    ps5: professora maconheira! quero <3. to sentindo uma vibe ae que ela dar uns pegas no J.
    ps6: confesso que o episodio so melhorou um pouco por causa do seu texto Marcel, visto que passei 70% dele mexendo no celular, haha

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