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Beauty and the Beast – 4×06 Beast of Times, Worst of Times

Por: em 9 de julho de 2016

Beauty and the Beast – 4×06 Beast of Times, Worst of Times

Por: em

Está começando mais um Casos de Família e o tema de hoje é: “meu marido não consegue lidar com o passado”.

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Adentrando mais uma vez no passado traumático de Vincent – o que parece ser o único recurso que o roteiro consegue pensar para criar uma boa trama, mas ok, tentarei me manter otimista mesmo assim -, o episódio dessa semana de Beauty and the Beast foi bom, porém nos levou a um lugar que já conhecemos a muito tempo: a escuridão do protagonista da série. Se para você isso não ficou claro, experimente assistir ao vídeo promocional do próximo episódio e entenderá completamente o que eu digo (ele está disponível no final desse texto): é como voltarmos a estaca zero, para um Vincent sem controle e completamente entregue ao seu lado mais animal. Assim como foi apontado em algum comentário pela nossa querida leitora Louise, Hill não tinha a melhor das intenções. Eu cheguei a comentar que estava imaginando o retorno de alguém do passado, mas não cogitei a ideia de Hill ser algo diferente do que fora apresentado para a gente – o que não é de se estranhar por completo, já que estamos na metade da temporada e até agora não temos a menor ideia do que está acontecendo.

O negócio é que, mesmo não sendo quem dizia, o agente não está por trás da caçada a besta. Na real mesmo, ele não passa de um curioso que ficou “magoado” com as constantes ameaças a sua vida e acabou se dando mal. Nessas horas, a gente só consegue pensar naquela tia mais velha que temos falando “quem avisa, amigo é”. Vincent tentou insistentemente alertar Hill do perigo que seria ativar seu lado animal, mas esse decidiu ignorar os alertas sumariamente. O que aconteceu? Teve o pescocinho quebrado. Ele não fará a menor falta como personagem, porém sua morte traz alguns desdobramentos que podem ser bastante importantes para o desenvolvimento do arco da temporada. Com esse assassinato na conta, Vincent passa a ser um suspeito para a polícia, que não vai medir esforços para conseguir achá-lo, ainda mais quando conta com o auxílio do Departamento de Segurança Nacional. Cat também não está em bons lençóis, já que foi vista na cena do crime logo depois dele acontecer e ainda negou dar uma entrevista para Grace, personagem que surge como uma ameaça nas sombras, podendo ser uma cartada fundamental na vida de Vincent se/quando descobrir alguma coisa.

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O que me preocupa é levar o personagem para esse lado, mais uma vez. Já vimos Vincent ser caçado, torturado e até ter sua mente reprogramada para se tornar um assassino profissional. Queremos ver evolução e não retrocesso. O roteiro poderia ser desenvolvido de uma forma a fazer com que novas ameaças surgissem, sem que o personagem precisasse andar para trás. Aparentemente, tudo está sob controle, mas sabemos que isso não é bem verdade. Vincent já se mostra há muito descontente com a situação em que vive, sempre com um alvo em seu peito. Seus amigos não têm paz, ele não pode curtir do matrimônio que tanto lutou para existir, não pode exercer sua profissão. Claramente, o efeito psicológico de tudo isso foi multiplicado com as doses injetadas por Hill, o que não deve se esvair tão rapidamente. E quando Vincent atinge seu pior estado, sabemos tudo que pode acontecer. Cat mete os pés pelas mãos, JT acaba se envolvendo com ameaça das quais não consegue se livrar facilmente e Tess, coitada, tem que deixar tudo que acredita de lado para proteger quem ama.

É preciso um pouco mais de cuidado daqui para frente e vejo o próximo episódio como o ponto-chave desse ano. Ao ponto que atingimos o meio da temporada, ele ditará o tom do que podemos esperar para os sete capítulos finais – o que nos deixará animados ou extremamente brochados com as perspectivas de um final decente para a trama. Isso pontuado, vamos a outro dos problemas: JT. O cara que era um dos melhores personagens, acabou se tornando uma sombra de si mesmo, sem propósito algum para a série. Seus únicos momentos relevantes acontecem quando ajuda Cat a hackear algum sistema de segurança ou dar as coordenadas de onde uma das pessoas está escondida/mantida como refém (percebam que isso é bem recorrente na série). Essa história de ficar jogando indiretas para Tess acaba enchendo um pouco. Não que eu não torça mais pelos dois, muito pelo contrário. Só que fica difícil acreditar em um relacionamento unilateral. Tess sempre deixou tudo as claras, enquanto JT manteve seus sentimentos obscuros por muito tempo. Enquanto não conseguis se encontrar como pessoa, como profissional, dificilmente os dois têm alguma chance.

Toda aquela cena no café com direito a tentativa do JT fazer ciúmes por estar sendo entrevistado por uma mulher jovem e bonita, não poderia ser mais desnecessária. Claro que Tess não o superou, por isso é tão difícil dividir o mesmo ambiente que ele ou observar suas vitórias sem comemorar junto. Então meus queridos roteiristas, vamos parar de fazer esse jogo com a gente e encaminhar melhor esses dois personagens que não merecem tamanha preguiça no ano final da série. Heather, sempre maravilhosa, pouco participou do episódio, mas quando o fez, atacou de MacGyver e impediu que a jornalista chatinha fosse atrás de Cat. Ponto importante: seu relacionamento com Kyle mal começou e também já sobre dos males de qualquer coisa próxima a vida de Vincent: tem que viver sobre muitas mentiras. Tô apostando em um crescimento para o personagem daqui para frente, o que seria muito bacana de se ver – já que a perspectiva que temos hoje é de que ele seja o final feliz de Heather, sem motivo, sem explicação.

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Eu sei, eu sei. Parece que eu só falei mal (talvez eu tenha feito isso), mas eu gostei do episódio. Dentro da temporada, dentro do seu contexto, ele foi realmente bom. Foram 40 minutos que não me fizeram olhar para o relógio para ver quanto tempo ainda faltava. Só que não posso deixar de apontar os muitos descuidos que a série ainda tem na hora de apontar as arestas da sua trama. Ainda restam 7 episódios para que a casa seja arrumada e um final decente nos seja entregue. Então façam por onde.

Esse foi mais um Casos de Família, nos vemos na semana que vem!

P.S.: Não esqueci o vídeo promocional, só queria ter o meu momento de Christina Rocha. Obrigado.

 


Leandro Lemella

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos mal compreendidos.

Santos/SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

  • O episódio foi muito bom no quesito ação, eu pelo menos achei bastante emocionante. Agora de resto, foi uma completa volta no tempo, afinal quantas vezes nós já não vimos a Catherine tentando controlar o Vincent? E o pior de tudo é que já nos foi mostrado em temporadas anteriores que ele consegue se controlar sem ela por perto, e nesse episódio aconteceu de novo.
    Ps.: Obrigada pela citação na review! 🙂

    • Leandro Lemella

      Sim, fiquei exatamente com o mesmo feeling. Acho que o negócio é aceitar, porque parece que o roteiro roda, roda e não sei do lugar. Espero mesmo que o final seja decente.

      E magina! Você comentou, merecia aparecer 🙂

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