Beauty and the Beast – 4×12 No Way Out

12 de setembro de 2016 Por:

Entre estar ou não dentro da lei. Entre ser certo ou errado.

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Apostando em doses cavalares de nostalgia, Beauty and the Beast entregou seu penúltimo episódio, em um ritmo bem acima da média da temporada. Se na semana passada eu usei deste espaço para questionar tantos problemas que a série apresentou na sua reta final, dessa vez vou abraçar seu roteiro previsível e muito cafona em alguns momentos e confessar que realmente me deixei levar pela narrativa desses 40 minutos. Mesmo que de uma maneira bastante atrapalhada, tudo fez um pouquinho mais de sentido e, misturado com o apelo de cenas do passado, acabou sendo o que a gente, ou pelo menos eu, precisava para acreditar em final decente.

A grande descoberta foi o envolvimento de Braxton com a prisão de Vincent ser muito maior do que o esperado. Considerando tudo que já aconteceu, essa foi uma escolha bem acertada dos roteiristas, exatamente pregando a ideia de círculo fechado que Catherine cita no final do episódio. Se o casal protagonista que tanto preza pela justiça precisa lutar sua última batalha, que seja para fechar um ciclo, quase vicioso, de culpa. Braxton, junto com os outros três personagens (dois mortos e o príncipe vivo) são os únicos remanescentes que podem trazer qualquer resquício da Murfield de volta, o que já seria suficiente para odiá-los, cumprindo a vaga de vilão com bastante prestígio (e sentido). Confesso ter ficado um pouco confuso com o ataque a Heather, perto do final do episódio, que pareceu bem mal encenado. Em uma cena, a garota seguia ele em meio a multidão; na outra, estava sem ninguém na sua frente, abrindo mira para um tiro limpo e que pouco assustou a qualquer um dos presentes. Tirando o barulho do tiro de fato, a calma de todos me soou perturbadora. De qualquer maneira, fiquei é bem feliz de ver minha Heatherzinha viva, sem nenhum dano e pronta para perdoar Kyle (mesmo que eu o odeie para sempre).

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Gosto muito do roteiro trazer a tona toda essa questão da culpa que age como agente motivador dos personagens título do programa. Catherine sempre foi dominada pela necessidade de vingar a morte sem sentido da sua mãe. Com Vincent, os irmãos mortos no atentado de 11/9 (não foi por acaso que esse episódio foi adiado para ser exibido em uma semana que é sempre muito sentida pela nação americana e por todo mundo – achei que foi uma maneira bem bonita da série homenagear as famílias com aquela cena no memorial construído onde as torres se localizavam, agora que completam 15 anos do ataque) são o fantasma de um passado que não para de o atormentar. Juntos, eles acabaram clamando por uma justiça sem fim, sem freios. Uma questão que se tornou parte do cerne de cada um deles e também do vosso relacionamento. É como se Cat e Vincent não existissem sem um problema para ser resolvido, sem um bandido para ser detido. E, se sempre foi assim, parece que começamos a dar nossos primeiros passos em direção a mudança.

Todos estão muito cansados, mas é no casal que vemos as maiores alterações. Se antes eles lutavam incansavelmente, agora estão dispostos somente a terminar essa batalha e, quem sabe, viver em paz. Enquanto o casal busca sua redenção, os caminhos se abrem novamente para Tess e JT, que não muito tempo atrás se encontravam em lugares opostos da vida, mas traçaram suas rotas de volta um para o outro. O grande lance desse casal é que, de uma maneira ou de outra, eles estão dispostos a fazer qualquer coisa para o bem dos amigos e isso é bonito demais, acaba criando uma cumplicidade ainda maior para partilharem. Muito se falou sobre a mudança de posicionamento de Tess, mas, para mim, ela fez completo sentido. Antes era uma questão de quebrar a lei para conseguir manipulá-la, agora é ter a certeza do que está errado e ver as coisas acontecerem sem poder fazer nada.

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As expectativas para o último episódio aumentaram bastante e posso confessar que estou bastante ansioso, ainda mais depois que vi o vídeo promocional (que vou colocar para você logo abaixo). Acredito muito que a pegada será exatamente como a de “No Way Out”: muita nostalgia, momentos reveladores e umas boas doses de ação. Será nosso último encontro com Vincent, Cat, Tess, JT, Heather e, pela primeira vez, acho que estou sentindo por esse final de verdade. Que seja um episódio gostoso de assistir e que mostre um pouquinho de tudo que a série já teve de melhor ao longo da sua trajetória, não é mesmo? Enquanto aguardamos, confira o vídeo que comentei e nos encontramos, pela última vez, no final dessa semana!

Alguns outros comentários:

– Olha, eu já não vou com a cara desse segurança de Scandal há muito tempo (ele fez o cara que torturou o Vincent na prisão), agora depois que ele fez essas ceninhas todas, eu só queria poder esfregar a cara dele no asfalto para ele ver o que é bom;

– Sei nem o que dizer da prisão ser no fundo do mar. E do Vincent sair de lá nadando. Sério.

– Cena da Cat com Heather no cemitério foi uma das coisas mais lindas, assim como a policial no memorial de 11 de setembro com Vincent.

– Acho que tô pronto para esse final e vou me emocionar. Segura essa, Brasil!

 

Caiçara, viciado em cultura pop e uns papo bobo. No mundo das séries, vai do fútil ao complicado, passando por comédias com risada de fundo e dramas heroicos...

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Santos - SP

Série Favorita: Arrow

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

  • Você acha que vai se emocionar? Eu tenho certeza, porque só a promo já fez isso…
    Eu gostei do episódio, do ritmo, e que eles colocaram o Braxton como o cabeça de tudo porque se não a história toda ia ficar muito desconexa e não ia dar pra engolir.
    Achei BIZARRO a Cat incentivar a Heather a perdoar o Kyle, mas ok. Vou levar em conta a felicidade dela.

    • Leandro Lemella

      Estamos juntos nessa então. Quero nem ver o quanto vou ser feito de trouxa nessa finale.

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