Chicago Justice – 1×08 Lily’s Law

15 de abril de 2017 Por:

Junto a ascensão de 13 Reasons Why e seus diversos temas super polêmicos e importantíssimos, Chicago Justice aproveita e continua o debate sobre: suicídio, relacionamento abusivo, perseguição, abuso e violência psicológica e a necessidade de buscar alternativas para coibir o agressor e proteger a vítima, de forma a impedir o caminho sem volta.

É com todos esses ingredientes que o episódio começa diferente de tudo que já foi apresentado aqui. Começamos com um caso, começamos com um júri. Lily misteriosamente decide se afastar do júri e do seu dever enquanto jurada, claro que com o pouco que nos é apresentado, o máximo que o juiz poderia fazer era consolá-la e pedir para que ela aguentasse mais um pouco. Já que não tiveram motivos suficientes para a saída do caso. É, mas vejam só, as vezes a gente toma determinada atitude, fala algo sem perceber a dimensão daquilo. Sem perceber que, dentre um mar de situações e atitudes, aquela pode ser fatal e contribuir para o pior.

Existem inúmeros motivos que levam alguém a se matar, a tirar sua própria vida e encerrar com toda dor e sofrimento. O pai do Sam foi um desses motivos, e sem dúvida nenhuma deveria pagar pelo que fez. Todos os anos de humilhação, opressão, abuso, violência física, psíquica, moral contribuíram e muito para que Lily se jogasse do cais. Aos poucos a gente vai percebendo o quão misógino, abusivo e nocivo o ex marido da Lily era e, pelo menos para mim, fica claro a sua parcela de culpa no suicídio dela.

E é a partir disso que vemos toda a caça do Stone em conseguir provar que a morte da Lily foi culpa do Jaxson, descaracterizando, assim, o crime de perseguição e abuso psicológico. É sabido a necessidade de falar sobre assunto e, mais ainda, de mostrar o quão inertes nós somos diante de detalhes tão simples e que muitas vezes passam despercebidos. Digo isso, em razão da atitude da juíza nos minutos finais. Ainda que o júri tenha votado com emoção, Jaxson não poderia sair impune, o que ele fez foi tão grave quanto apertar o gatilho ou empurrar de um penhasco. A intenção de matar, a intenção de querer o mal, de querer fazer sofrer é muito visível a cada mensagem, a cada depoimento, a cada gesto repugnante dele. Peter Stone pode não ter sido claro na sua intenção e, de fato, o júri ter votado com a emoção ao invés de ignorar os sentimentos no caso, mas de uma coisa é certa, a impunidade só serve para legitimar atitudes como a do agressor e a zombar, de uma certa forma, do sistema judiciário e suas leis, de forma a contribuir ainda mais com a perpetuação da violência, que não é só física.

A atitude do Peter em ir até o Senado e se colocar disposto a mudar as Leis de Illinois foi tão bonita, que é uma dose revigorante de forças para continuar com a luta contra toda e qualquer forma de violência. De modo que existam menos Jaxson, menos pessoas manipuladoras emocionalmente e abusivas da sua pior forma. Já que controlar, exercer poder e oprimir as pessoas pode ser a pior forma de morte, afinal, quando o suicídio for a única opção, você pode já estar morta.

Assiste séries com a mesma frequência que sente fome. Estudante de Direito, futura professora de Inglês e louca pelos animais, em especial, seus amigos. Uma aquariana que não...

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Salvador BA

Série Favorita: Impossível decidir

Não assiste de jeito nenhum: Glee

  • porlapazyporlavida lc

    Gostei muito da cena final. Peter é o cara. Que maravilhoso. Ótimo caso para gerar um debate super importante

    • Helaine Marina

      Sim!! Esse episódio foi muito bom e o caso foi excelente para ser debatido. Gostei e espero que mantenham a forma.

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