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O papel da representatividade na televisão

Por: em 18 de setembro de 2016

O papel da representatividade na televisão

Por: em

Hoje chega ao fim as Paralímpiadas Rio 2016 e, felizmente, a representatividade e a importância dela na sociedade ficou em alta. Ainda há muito o que fazer, muito o que lutar e muito o que evoluir neste assunto. Na televisão não é nada diferente, ainda são poucos os papéis que mostram personagens com alguma deficiência e, quando existem, eles são destinados aos mesmos atores de sempre, sem nenhuma insuficiência física ou intelectual. Para fugirmos deste lugar comum, vamos mostrar 3 adolescentes da televisão que foram muito bem interpretados por seus atores, que conseguem entender profundamente o que sentem os personagens.
Walter White JRBreaking Bad, por exemplo, quebrou muitos paradigmas ao contratar R.J. Mitte, um ator com paralisia cerebral para interpretar Walter White Jr, personagem com a mesma deficiência. Essa parece uma opção óbvia para qualquer produção, mas não é. Basta ver o alto número de atores que não possuem o mínimo traço de deficiência física que vivem personagens paraplégicos ou tetraplégicos, por exemplo. Em uma rápida lista, temos Artie Abrams de Glee, Jason Street de Friday Night Lights, Kevin Girardi de Joan of Arcadia e John Locke em Lost.

Curiosamente, a mesma Glee que escalou um ator sem problemas motores para viver um personagem paraplégico, deu voz e destaque à Lauren Potter como Becky Jackson, uma garota com síndrome de Dawn. Ela não era a personagem principal e não tinha a importância que merecia, mas foi um grande passo tê-la na série e ver alguns dos problemas e angústias pelos quais ela passava, ainda que na produção tudo seja muito irreal.
DaphneFalar sobre uma série inclusiva e os problemas da adolescência e não falar sobre Switched at Birth é basicamente impossível, visto que não apenas a personagem principal é deficiente auditiva, mas também a atriz que a interpreta, além de diversos outros personagens. O ponto principal da personagem Daphne é que, não apenas ela é surda, mas sua representação é motivo de elogios na comunidade dos surdos.

Representação é uma coisa e, apesar de ter possibilidade de ser algo interessante, ela não se compara a representatividade, que é aquilo que se faz indispensável para levar nosso convívio em sociedade a um outro patamar: o do respeito e entendimento das dificuldades enfrentadas por estas pessoas todos os dias. O caminho parece obscuro, mas é possível ver uma luz ao fim do túnel. Que mais produções tenham em suas histórias pessoas reais, textos decentes e, principalmente, um elenco inclusivo.


Renata Vivan

Curiosa por natureza. Chata por vocação. Social media por paixão. Designer de Interiores em formação por inquietação Viciada em séries e novela por culpa da prima que a largava na frente da TV para poder namorar.

Palhoça/SC

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

  • Renata

    Concordo totalmente com você. Falta muita representatividade aos deficientes na série de TV. As emissoras tem que dar mais chance para atores com deficiênca poderem mostrar os seus trabalhos. Eu, particularmente, adoro Switched at Birth e aprendi bastante sobre essa comunidade através da série.

    A única coisa que discordo é que você citou o John Locke de Lost. Ele, ao contrário da maioria dos papéis com deficiências, não poderia ser interpretado por um ator paraplégico. Isso, porque toda a história dele girava em torno do fato que a ilha o tinha curado.

  • Su

    Muito interessante esse post. Das séries mencionadas só acompanho Switched at Birth que realmente é fantástica ao apresentar-nos uma realidade com a qual muitos de nós não tem grande contacto directo e dessa forma abrir-nos os horizontes. Aprendi muito com essa série. Por acaso não sabia que a actriz que faz de Daphne tem uma deficiência auditiva, sabia sim dos actores que fazem outros personagens como o Emmett, a Melody ou o Travis.

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