Aquele em que dizemos adeus

Pra quem não sabe, o Apaixonados por Séries existe há quase dez anos. Eu e Camila…

O que esperar de 2018

Antes de mais nada, um feliz ano novo para você. Que 2018 tenha um roteiro muito…

Saving Hope – 1×04 The Fight

Por: em 5 de julho de 2012

Saving Hope – 1×04 The Fight

Por: em

Eu tardo mas não falho. E é com esse clichê que estou de volta com mais uma review de uma das séries mais simpáticas da summer season. Simpática. Pronto, encontrei o adjetivo que queria para Saving Hope. A série não é imperdível, não mudará a sua vida, mas está se mostrando uma simpática alternativa para estes dias nos quais a maioria de nossas séries favoritas está de férias. E a melhora a cada episódio está sendo perceptível. Infelizmente, a audiência não é das melhores, então só nos resta torcer para que as histórias dos médicos de Toronto não fique sem uma conclusão.

Nesta semana, além das tradicionais histórias dos pacientes tratados, conseguimos conhecer um pouco mais da vida destes médicos ao observá-los fora do ambiente hospitalar. E o contexto encontrado para isso foi a comemoração de aniversário do Dr. Shahir Hamza (Huse Madhavji). O neurocirurgião do Hope Zion já é um dos meus personagens favoritos. Adoro o jeito estranho dele, com aqueles tiques de cabeça ao falar e como está sempre sério. Ele parece colocar o trabalho acima de tudo (o que é um pouco lugar-comum em personagens médicos) mas seu jeito anti-social sem ser antipático (ou seja, não chega a ser nenhum House) me conquistou.

A princípio, estranhei a festa do Dr. Hamsa ocorrer em uma boate gay e achei que alguém estivesse lhe pregando uma peça. Assim, podem imaginar a minha surpresa ao descobrir que quem organizou a festa foi o seu namorado de longa data, o enfermeiro Victor Reis (Salvatore Antonio). Sim, caros amigos, ambos são gays e estão em uma relação estável a 1 ano e meio. E eu simplesmente amei a naturalidade com a qual a série introduziu este tema. Sem ficar: “olha só, nós temos um personagem gay!”, sem drama, sem nada… Só um casal como outro qualquer que briga por um acusar o outro de não respeitar seus gostos.

Foi divertido ver os doutores interagindo fora do hospital. Pena que não durou muito porque tanto Hamsa quanto Goran foram chamados de volta. O neurocirurgião foi atender o paciente de Alex, um jogador de hóquei que estava com uma concussão e que (surpresa!) estava recusando tratamento. Eu sei que muitas séries são formulaicas, mas Saving Hope está sendo um pouquinho demais para o meu gosto. Sempre temos: o paciente com parada cardiorrespiratória ou em coma, afinal o Charlie precisa interagir com alguém; o paciente que recusa algum tipo de tratamento, o que faz parecer que só existem pessoas rebeldes no Canadá; e a cirurgia controversa para o Joel ir sempre contra a vontade do paciente. Ah, e não podemos nos esquecer do flashback do relacionamento do Charlie e da Alex no final. Parece preguiça dos roteiristas e se eles ajustassem isso a série melhoraria muito.

Enfim, a única coisa que me impressionou nessa história foi como o hóquei é um esporte violento. Não me entendam mal, eu já sabia que era violento, mas não a ponto de tratarem o paciente como se ele fosse lutador de MMA.  Mas, como o episódio se chama “a luta”, fez sentido. O nome também estava relacionado a um garoto que tinha sido esfaqueado em uma briga e ao próprio Charlie que, embora tenha sofrido por ter que aturar o esquentado rapaz (que quase não sobreviveu), acabou aprendendo que às vezes, pelos motivos certos, devemos brigar e nos exaltar. E, no caso de Charlie, nada mais importante do que lutar pela própria vida, tendo em vista que o coma já dura 3 semanas e entrou na classificação de estado vegetativo persistente.

Também teve o pequeno detalhe de um tiroteio no meio do hospital, no qual a paciente operada por Goran foi ferida. Mas, como ninguém pareceu se abalar tanto com isso, não vou ser eu quem vai dar grande importância ao acontecido.

No final, tivemos a cena mostrada na promo, com Alex conseguindo ver Charlie. Tinha quase certeza de que era uma enganação e de que nada passaria de um sonho. Mas, para a minha surpresa, realmente aconteceu, só que Alex atribuiu a visão a estresse e cansaço. No próximo episódio, poderemos ver como ela irá lidar com essa experiência. A promo de “Out of Sight” está bem interessante, parecendo uma espécie de videoclipe.

E vocês? Gostaram do episódio ou já desistiram da série há muito tempo?


Maura

Rio de Janeiro / RJ

Série Favorita:

Não assiste de jeito nenhum:

  • Andrezza

    Maura,
    Achei o piloto mais ou menos e os episódios 1×02 e 1×03 bem fracos.
    O 1×04 veio melhorzinho, pena que tá demorando a pegar ritmo. Só não larguei a série ainda porque minhas preferidas estão em hiatus e estou fazendo poucas maratonas.
    Ótima review!
    Beijos

  • Ótima review mesmo.
    Estou indo acompanhando, ver no que dar né…
    Até que estou gostando do ritmo, mas sempre que entra na parte do Charlie reviro os olhos, é só eu ou o “núcleo” dele é muito chato?
    Quando li a sinopse da série, imaginei que seria de outra forma, não sei se é porque acompanhei muito Ghost Whisperer e Medium, então imaginei de outra forma, mas to achando muito chatinho.
    Essa história dele narrando a história, e às vezes aparecendo sem propósito algum… mas enfim.
    E a Erica Durance está se saindo muito bem, ainda acho ela um pouco “fraca” pra carregar uma série como protagonista, mas está dando conta do que lhe estão propondo.
    Vou continuar assistindo, só me pergunto se eles ficarão com o Charlie em coma durante (pensando alto), uma temporada inteira, entrando na segunda, ou o que farão com isso, porque ele acordando acaba a proposta da série né? rs

  • Rachel

    Achei a série bem fraquinha no começo mas parece q está melhorando com o tempo…só não sei o que vai ser de Saving Hope se o charlie acordar! Bom, enquanto as melhores não voltam, essa dai da pra passar o tempo e diminuir a ansiedade!

×