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The Exorcist – 2×05 There But for The Grace of God, Go I

Por: em 7 de novembro de 2017

The Exorcist – 2×05 There But for The Grace of God, Go I

Por: em

Com sua reta final já sendo iniciada, mais uma vez The Exorcist nos apresenta um bom episódio, mas novamente peca na execução de sua trama.

Reprodução/FOX

Quando discutida pelo público, a teoria sobre a existência de Grace parecia cada vez mais possível e, como vimos no episódio anterior, ela acabou sendo confirmada. Entretanto, é importante notar alguns pontos nela que talvez a deixe um tanto quanto forçada. Em primeiro lugar, temos o fato de ninguém ter percebido o comportamento estranho de Andy antes dos padres chegarem. Não sabemos quando essas visões começaram, mas acho que podemos definir como logo após a morte de Nicole, sua esposa. Já sabendo que isso ocorreu há algum tempo atrás, será que ninguém o perceberia conversando com alguém que não está ali? Ou passando tanto tempo em um quarto onde não há praticamente nada? Ou preparando um número de lanches maior que o número de crianças da casa? Em segundo, temos o fato das manifestações demoníacas terem começado apenas agora. Será que ela realmente está envolvida com isso ou está apenas sendo usada?

Como vimos, ela tem consciência de tudo que ocorreu na ilha anos atrás e transmitiu isso para Tomás, que parece estar cada vez mais confuso com seus dons. Apesar de ser supostamente o escolhido, ele ainda não aparenta ser tão forte de fé quanto o parceiro, que mesmo enfrentando diversos problemas e praticamente perdendo o contato com Deus, ainda aparenta ser mais forte que ele. Claro, isso pode ser apenas uma representação, já que Marcus finalmente conseguiu colocar para fora tudo que estava preso em sua garganta. Foi estranho isso ter ocorrido com um completo desconhecido? Talvez, mas isso abriu porta para um desenvolvimento maior do personagem, retomando um fato apresentado ainda na primeira temporada. O homossexualismo no meio religioso não é nenhuma novidade e é uma ótima trama para a série trabalhar. Com isso, vemos um homem, de acordo com o cristianismo, supostamente em pecado, mas que ainda consegue fazer Deus trabalhar através de si mesmo. Ainda, isso abre portas para possíveis dramas durante um exorcismo, já que demônios tendem a recorrer aos pecados do exorcista para tentar mascarar a própria fraqueza.

Quando anunciada a trama do segundo ano, foi discutido entre os fãs a possibilidade de ocorrer diversas possessões no núcleo do Orfanato. Porém, não ficou claro se seria realmente possessões, ou apenas um simples controle, como vimos com Tucker. Não é possível saber se seu sonambulismo foi iniciado após chegar a casa, mas já sabemos que a força do mal que aflige o local tem um controle extenso sobre as crianças e que pode se manifestar de várias formas, assim como ocorreu em forma de voz para Caleb nos episódios iniciais. Conquanto, sabemos também que algumas crianças podem não ser tão suscetíveis a esse controle, como a própria Verity, que aparenta ser a mais forte do grupo, mesmo que não fisicamente. Agora, Harper e os outros estão se afastando da casa e provavelmente não devem participar dos acontecimentos principais de lá, o que não é algo ruim, já que a garota sofreu demais para enfrentar um mal tão grande quanto.

Reprodução/FOX

Diferente da família Rance, onde quase todos acreditavam em possessões, aqui temos um ambiente em que isso não é algo considerado verdadeiro, como vemos ao analisar a conversa entre Rose e Tomás. Ao enfrentar todos os dias tantas pessoas com comportamentos considerados “demoníacos”, ela acabou reservando toda sua crença no mal ao ser humano, o que não deixa de ser verdade. Quando quer, o ser humano pode ser algo completamente horrível, mas no universo da série, as crenças cristãs são verdadeiras e deixam espaço para que o inferno e seus moradores também existam. Não é possível julgá-la por não crer em primeiro momento, mas devemos torcer para que ela não percorra o mesmo caminho de Kat, irmã da Casey, que só aceitou a verdade no último instante, quando já era quase tarde demais. Além disso, temos também seu relacionamento com Andrew, que deve acabar se tornando decisivo para a salvação dele.

Como podemos ver, tudo indica que o núcleo em questão está pronto para finalmente deixar a ação acontecer, apresentando o terror que tanto esperamos desde o início. Por outro lado, a trama da conspiração parece continuar parada no tempo, mesmo que aparente estar se movendo. Não seria estranho acreditar que algo de relevante só irá acontecer nos episódios finais, assim como na temporada anterior, mas seria interessante se começasse antes. Afinal, o núcleo tem um grande potencial, mas personagens como Mouse acabam sendo desperdiçados com personagens como Bennett que, apesar de ser um grande personagem, não está atingindo as expectativas nesse segundo ano. Todavia, já sabemos que Maria Walters está pronta para vir em cena novamente, nos fazendo criar grandes expectativas para o que nos aguarda.

Reprodução/FOX

No geral, The Exorcist continua apresentando uma ótima temporada, mas algo ainda parece estar faltando. Com ótimas ideias, a execução delas não parece estar sendo tão boa como se era esperado, mas ainda deixa uma ponta de esperança para uma melhora no roteiro.

Observações:

Os dois sozinhos em um barco no meio de um lago e tudo que rola é um beijo praticamente de pena? Beleza, não deve ter sido de pena, mas de entendimento… Mesmo assim.

Irmã Dolores entrou em combustão quando injetaram água benta nela? Mas já não tinham injetado anteriormente, para ela se acalmar?

Já perdi a conta de quantos episódios a Mouse lembra o Bennett sobre a integração, com ele respondendo sobre o que os padres fizeram anteriormente. Calma, já entendemos.

Deu para entender que o Andy já tinha noção e acabava aceitando, mas ainda não exclui o fato dos outros não perceberem, como mencionei no parágrafo inicial.

Coitada da galera da tripofobia ao assistir este episódio.

Shelby sou eu depois de assistir um filme de terror.

Jogo dos sete erros: Padre Tomás ou Lorraine Warren?

Pelo título, já esperava Mylene Cruz chegando na ilha e fazendo um solo.

Espero que essa reta final não esteja cheia de hiatus como no primeiro ano. Do jeito que a série se encontra, talvez não seja a melhor opção.

Dessa vez consegui escrever o texto rápido, só enrolei para publicar mesmo. Desculpa.

 


E você? O que achou do episódio? Não se esqueça de deixar sua opinião e continuar acompanhando as reviews aqui, no Apaixonados por Séries.


Lucas de Siqueira

Apaixonado por Tom Holland, séries históricas, documentários sombrios e guerras. 19 anos de pura imersão em diferentes universos através da leitura e pronto para criar outros através da escrita.

Santa Branca/SP

Série Favorita: Game of Thrones

Não assiste de jeito nenhum: Revenge

  • Bruno D Rangel

    Vejo a série com dois núcleos bem diferentes. A do orfanato que me empolga e fico querendo mais e a da trama da igreja que parece que não vai pra lugar nenhum e até perco a vontade de saber no que vai dar.

    • Bruno,

      Vez ou outra acabo vendo assim também hahaha mas ainda tenho esperanças de que vai melhorar.

      Muito obrigado pelo seu comentário!

  • douglas

    menino, que final foi aquele? Andy caindo + chuva/trovões + espanto/grito + berros citando as coisinha lá da bíblia, fiquei em êxtase; também fiquei pensando, se Grace já estava lá, e ele falava com ela e toda aquela coisa “ele tá falando sozinho” e ninguém reparou/sentiu uma estranheza.. sei não, não engoli isso; Marcus beijando enquanto Tomas tava na casa, tendo visões, fazendo a vaca a quatro, ri horrores;

    sobre o “O homossexualismo no meio religioso…”, vc usou o ISMO pq religiosos usam em forma pejorativa ou..? obrigado pela review, até breve.

    • Douglas,

      Essa cena foi ótima! E ainda não consigo engolir essa história da Grace. Parece bem forçadinha. Ah, coitado do Tomás, sofrendo enquanto Marcus se diverte hahaha

      Peço perdão se mencionei de forma errônea ou dei a entender de forma errada. Quando disse “o homossexualismo no meio religioso” eu quis falar sobre gays e lésbicas que existem na hierarquia da Igreja, mas costumam ser abafados. Quis dizer que é interessante a série trabalhar isso, pois existe, é real e existem pessoas nessas posições que muitas vezes sofrem por estarem vivendo escondidos.

      Muito obrigado pelo seu comentário!

      • douglas

        ah sim, entendi agora; perdão se soei rude/grosseiro, nao era a intenção.

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