The Mist – 1ª Temporada

26 de agosto de 2017 Por:

Sabe quando um piloto deixa uma infinita gama de ótimas possibilidades narrativas a serem seguidas e a escolhida é trabalhada de forma fraca e com ritmo inconsistente? Basicamente, essa é a impressão que fica da primeira temporada de The Mist, adaptação do conto de Stephen King, feita por Christian Torpe para o canal americano Spike. Nos dez episódios que estrearam na Netflix no dia 25/8, o que se vê é um elenco, em sua grande maioria, entregando atuações rasas e teatrais, tentando sustentar um roteiro fraco e muitas vezes inverossímil. O foco se deu mais na tentativa de chocar através da violência ou do sobrenatural, do que no desenvolvimento de boas histórias de personagens que poderiam ter sustentado o suspense de forma bem mais sólida e interessante.

Mas, vamos ao que interessa, que é falar sobre o que aconteceu nessa primeira temporada. A série nos conta a história dos moradores de uma pequena cidade americana, repentinamente encoberta por um denso nevoeiro. As pessoas não demoram a descobrir as ameaças que a neblina esconde e, em pânico e sem escolha, acabam tendo que permanecer nos lugares onde se encontravam quando a névoa chegou.

Reprodução/Netflix

Sabemos que são nas situações extremas que temos a chance de conhecer o verdadeiro caráter das pessoas, certo? Sabemos também que o ser humano sob ameaça de morte, medo e privação, não raro se deixa guiar por sentimentos como covardia, desonestidade e injustiça. E a série, assim como o conto de King e o filme “O Nevoeiro”, explora o lado menos humano da nossa humanidade. Mais que falar sobre o sobrenatural que mata, a série nos diz muito dos nossos monstros internos que, quando despertados, podem ser bem piores que ameaças da natureza. E começa muito bem nessa empreitada, entregando um piloto bacana, com muitos plots que renderiam histórias ricas e coerentes. Então, o que deu errado? A opção por investir em uns seis episódios fillers, que acabaram comprometendo o andamento e ritmo da série.

Já no piloto, a pacata cidade é abalada por um crime horrível: numa festa de adolescentes, Alex (Gus Birney) é estuprada enquanto estava desmaiada, e o suspeito é o seu crush e melhor jogador da escola, Jay (Luke Cosgrove). Quem presencia o fato e o denuncia é o melhor amigo da garota, Adrian (Russell Posner). Bissexual assumido e extremamente maltratado pelo pai homofóbico e violento, ele não conta com o apoio da mãe, que também é vítima do marido opressor. O garoto ainda é discriminado por alguns dos seus colegas e, nesse cenário horrível, ele encontra em Alex e em sua família descolada e amorosa, o ambiente de carinho e acolhimento que não consegue ter em casa.

Reprodução/Netflix

Em meio a todo o trauma e culpa que uma situação como essa traz embutida, os pais de Alex, Eve (Alyssa Sutherland/Vikings) e Kevin Copeland (Morgan Spector/Person of Interest), ainda têm que lidar com o preconceito e julgamento de uma cidade tradicional, conservadora, machista e misógina. Apesar de tudo, o casal, em nenhum momento, deixa de oferecer todo o suporte à garota, incentivando-a a denunciar, acompanhando-a nos exames médicos e defendendo-a todas as vezes que se fizeram necessárias. Os três se uniram para tentar punir o suspeito e para isso, enfrentaram todo tipo de acusação e descrença, a começar na delegacia, já que Connor (Darren Pettie), o pai de Jay, é ninguém menos que o xerife da cidade.

Preciso fazer aqui um parênteses para reforçar o quão bacana foi a abordagem do roteiro nesse fato. Alex, uma adolescente criada com uma certa liberdade e muito amor, em nenhum momento, pôs em dúvida sua condição de vítima, fato infelizmente muito comum nesse tipo de crime. Isso nos leva a perceber quão positivo é o impacto na autoestima e segurança de um adolescente, quando o suporte e carinho estão dentro de casa. Seus pais, mesmo devastados e em choque, jamais deixaram que ela sequer cogitasse sentir-se culpada. Ainda que o fato tenha causado grande discórdia entre o casal, já que Kevin incentivou a filha a ir à festa desautorizando Eve, eles não deixaram que o problema entre eles ficasse maior do que o que realmente importava: o bem-estar psicológico da filha. Maturidade, respeito e sobretudo, amor.

Reprodução/Netflix

Acontece que o nevoeiro chega à cidade em meio a toda essa confusão, pegando todos desprevenidos e obrigando-os a ficarem confinados em locais distintos da cidade. Essa clausura forçada, acabou formando grupos que, cada a um a seu modo, tentaram se organizar para entender o que estava acontecendo e acima de tudo, sobreviver.

Igreja

Talvez pelo ambiente de confinamento propiciar isso, foi dentro desse grupo que pudemos ver o nascimento do fundamentalismo e avaliar como podem ser devastadoras as consequências do somatório do medo do desconhecido, com uma fé cega, sem qualquer questionamento crítico. Nesse cenário, duas facções surgem: uma tradicional cristã, liderada pelo Padre Romanov e seu coroinha, Link e outra, bem tilelê e baseada nas forças da mãe natureza, liderada pela inicialmente fofa, Natalie Raven (Frances Conroy / AHS).

Com comida, água (e até vinho) à disposição, parece até estranho as pessoas conseguirem ter disposição e coragem de entrar em guerra, mas o BBB tá aí pra mostrar pra gente que o confinamento forçado muitas vezes é o grande catalisador da intolerância humana. A discórdia começa depois que Natalie passa a acreditar ter recebido um sinal da Mãe Natureza e entendido o mistério que cerca o nevoeiro. Abalada pela perda do companheiro de vida, ela rapidamente ganha a credibilidade de parte do grupo, especialmente do xerife e isso acaba enfraquecendo e desagradando o padre.

Divulgação/Spike

Nessa disputa, acontecem coisas escabrosas, onde Natalie algumas vezes foi realmente vítima. Mas a pessoa centrada e bondosa que chegou até a igreja, rapidamente dá lugar a uma líder fanática e impiedosa. Ao voltar vitoriosa de um desafio proposto pelo padre, ela parece irremediavelmente possuída pela vaidade e pela crença de que o que aconteceu ali foi realmente um sinal que a distinguia dos demais.

Essa “vitória” foi suficiente para que ela assumisse uma postura ditadora, camuflada por uma falsa doçura em falas sempre sussurrantes (zzzzz), que foi rapidamente comprada por parte do grupo que estava ali dentro. Juntos, eles caminharam até o shopping, numa missão assassina, monstruosa e cruel. Não sem deixar um grande lastro de sangue por onde passaram. Claro que, com a covardia dos líderes que assim se autointitulam apoiados no misticismo e não em ações, a principal missão do grupo teria que ser executada por um terceiro: o xerife. Natalie, na única vez que sujou as mãos, foi verdadeiramente em legítima defesa. E é muito triste perceber que Connor, cego pela fé em sua líder, vai até o fim e entrega seu filho à morte. Essa cena é, de longe, a mais triste e tocante da temporada.

Reprodução/Netflix

Delegacia/igreja/hospital/casas/shopping

O grupo que se formou na delegacia, por ser o único com carro, passou por vários cenários da cidade, vivenciando conflitos em todos eles. Talvez por ser tão improvável, o grupo composto por Kevin, Adrian, a viciada Mia (Danica Curcic) e o soldado desmemoriado Bryan/Jonah (Okezie Morro) foi por muitos episódios, o mais unido.

É dentro do hospital que acontece uma das cenas mais impactantes e péssimas da temporada: Adrian é espancado por seu colega homofóbico, para logo depois, ter uma relação sexual com ele. Sério, gente? Achei totalmente desnecessário reforçar esse estereótipo de que para ser aceito, amado, você precisa se submeter a qualquer coisa, até mesmo à violência. A condução do roteiro com relação a esse personagem específico, transformando-o em um psicopata estuprador, me incomodou bastante. Não que eu ache que só pelo fato de ele ter se apresentado como vítima num primeiro momento, ele devesse ser o bonzinho da trama.

Reprodução/Netflix

Mas a forma escolhida para mostrar o “verdadeiro Adrian” soou repentina, chocante e gratuita. Nada em sua conduta poderia indicar que ele fosse algo além de um bom menino, lutando para ser aceito pelo pai e pela sociedade. Nada indicava também que ele amava Alex dessa forma doentia. E tudo bem, sabemos que psicopatas são nada óbvios mesmo. Talvez ele até se vingue do seu “colega”, que já o havia violentado de outras formas anteriormente. Talvez também a violência que ele sofreu a vida toda dentro e fora de casa possa ter moldado uma personalidade má e distorcida. Tudo isso pode sim fazer sentido lá na frente. Mas aqui, foi apresentado de forma pouco aprofundada que acabou por reforçar milhões de estereótipos negativos e conexões absurdas entre liberdade sexual e psicopatia ou maldade, por exemplo.

Outro ponto totalmente esquecível foram os personagens aleatórios introduzidos no hospital. Teve de médico louco, a enfermeiro vidente, passando por soldado rival, até chegar no irmão do Kevin. Sua inserção na trama serviu para justificar um flashback onde descobrimos que Eve é considerada a vadia da cidade (zzzz), por ter se relacionado com vários homens na sua adolescência e que Alex não é filha de Kevin. Mais uma grande bola fora do roteiro. As cenas que presenciamos foi de uma mulher culpada, submissa e que aparentemente se “sujeitou” ao casamento com um cara bonzinho e apaixonado para fugir de um apedrejamento social.

O relacionamento entre Mia e Bryan/Jonah é outro ponto extremamente forçado. A começar pela falta de química do casal, finalizando no fato de o roteiro não ter trabalhado muito no aumento do interesse do soldado nela. Ficou bem perdida essa atração aí no meio de uma desintoxicação que só não foi mais rápida que o sexo entre os dois. Por isso mesmo, não foi nada chocante ver o Jonah descobrindo parte de sua identidade ao chegar no shopping e simplesmente abandonando os planos de fugir com Mia.

Shopping

Por se tratar do maior grupo, foi talvez o que vivenciou as maiores adversidades: ficaram sem comida bem rápido, se dividiram em dois e estabeleceram regras “democráticas” para conviverem melhor ali dentro. O líder do grupo 1, o gerente do shopping, Gus (Isiah Whitlock Jr) foi responsável pelas maiores incoerências da série. Mesquinho, egoísta e covarde ele foi de ladrão de comida a assassino cruel. 

Reprodução/Netflix

No shopping deu pra perceber também o quão travada e incoerente é a Eve. Talvez por arrependimento pelo seu passado, ela aparentava o tempo todo não saber lidar com a filha, sei lá se por medo dela se transformar na cópia de si mesma (zzzz), ou se por falta de afinidade mesmo. Desesperada pela reaproximação da filha e de seu provável estuprador/irmão, ela perdeu a linha inúmeras vezes em atitudes que só contribuíram para unir ainda mais os dois. A prisão do garoto, a forma que ela escolheu para revelar que Alex não era filha de Kevin e sim de Connor (portanto, irmã de Jay), também foram péssimas. Tudo bem que ela estava desesperada, mas que solidariedade ela esperava encontrar naquele grupo? Isso sem contar a exposição desnecessária do marido, que só tentou salvar todo mundo e se ferrou por isso.

Enfim, fato é que das cenas péssimas para ficar na memória, tenho que eleger também a morte do Jay. Inaceitável Alex não ter tentado salvá-lo, imperdoável os pais não terem tentado ajudar. Entendo o temor pela vida da filha, mas não aceito a covardia de deixá-lo lá, ainda mais porque o garoto havia salvado a menina por duas vezes e nessa altura do campeonato, Kevin já tinha certeza que Jay não havia feito qualquer mal à Alex.

O final da série deixa nítido que uma segunda temporada vem por aí, o que só não deve acontecer se os índices de audiência não justificarem o investimento. E vocês, assistiram a The Mist? Contem aí o que acharam nos comentários.


Algumas observações:

  • O nevoeiro, por enquanto não deu muitas pistas do que pode ser. Pelo plot dos militares, percebemos que tem a ver com o projeto Arrowhead e que Jonah, teoricamente, deveria saber muito sobre ele;
  • O nevoeiro a princípio, parecia querer se vingar de algumas pessoas bem específicas, com mortes bem diferentes umas das outras e cheias de significados ocultos, o que me levou a pensar que o Jay não morreria. Mas, nos últimos episódios isso mudou e a névoa não escolhia mais quem pegava. Vamos ver se a temporada 2 explica melhor o porquê disso;
  • Jay: personagem mais injustiçado da série;
  • Alex ficou com a mesma expressão facial a temporada inteira. Bora melhorar!

Jornalista, amante de filmes e literalmente, apaixonada por séries. Não recusa: viagem, saidinha com amigos, um curso novo de atualização/aprendizado em qualquer coisa legal. Ama: família, amigos, a vida e...

Ler perfil completo

Belo Horizonte/MG

Série Favorita: Breaking Bad

Não assiste de jeito nenhum: Two and a half Men

  • Denia Karru

    Os únicos personagens que gostei foram do Kevin e do Nevoeiro, kkkk. A série tem muitos defeitos, mas como entretenimento, eu encararia a segunda temporada, vamos ver se será renovada né.
    Parabéns pela review, ficou ótima.

    • Renata Carneiro

      Ei Denia, tô contigo na lista de personagens favoritos.. achei as atuações no geral ou caricatas, ou fracas mesmo.
      E eu acho qur será renovada sim… teve tanta morte nessa, que pode ser que na segunda temporada eles invistam em personagens mais bem desenvolvidos, caprichem mais no roteiro.. vamos acreditar, né?
      Obrigada pelo comentário!

  • Thalys Pontes

    Oi, Renata!

    Parabéns pela coragem de analisar a primeira temporada dessa bomba! Seu texto está ótimo, já a série….

    Incrível como conseguem destruir as obras do King nas adaptações para séries.

    Under the Dome ficou péssima depois da primeira temporada.

    Já The Mist nem isso esperou. Atuações péssimas, efeitos horrorosos. Situações completamente forçadas…. O último episódio ainda deu um pequeno up na série. Mas foi um up bem pequeno mesmo! rs

    Como sou persistente, to conferindo Mr. Mercedes. Essa por enquanto ta indo bem…

    • Renata Carneiro

      Ei Thalys,
      olha, eu achei fraca demais também até porque pelo piloto esperei algo mais elaborado. Achei alguns efeitos horrorosos, a morte da Shelley no shopping foi péssima, só pra citar um dos exemplos. Enfim, adaptações são sempre arriscadas e olha que eu nem estou no grupo que estava com expectativa de ser algo fiel ao conto..
      Enfim, sigamos persistentes com Mr. Mercedes pra ver se salva, né? rs
      Obrigada pelo comentário!

  • Static

    Eu pessoalmente gostei pra caralho da serie, os plot twists foram bem encaixados, A marioria dos personagens tem uma personalidade definida pelo momento, Isso é legal ninguem é santinho ou ruim o tempo todo, Alias, falando dos personagens, eles foram bem filhas da puta, Na vdd era o que eu mais esperava depois da metade da serie pra fente, (Afinal de contas, eles tão enfrentando algo desconhecido que obviamente fode com o psicologico das pessoas) As atuaçoes eu curti tambem, Emfim talvez eu tenha gostado da serie pq eu nunca li o livro do King, Mas francamente, Creio que tera uma segunda temporada sim

    • Renata Carneiro

      Ei Static, também acho que vai rolar segunda temporada sim. Eu pessoalmente, achei bem arrastada a condução de alguns episódios e grande parte das atuações fracas, mas que bom que algumas pessoas curtiram!!! também acho que em situações extremas não tem ninguém 100% bonzinho… vamos aguardar pra ver o que vem por aí..
      Obrigada pelo comentário!

  • Nickolas Girotto

    O que eu posso chamar de bom da série, foi ali nos 2 primeiros episódios e os 3 últimos, o resto eu queria que passasse rápido pre ver fim.
    O pessoal da igreja, só tenho que falar da Natalie, não sei se a nevoa separa as pessoas boas das ruins, caso seja isso ela poupava a Natalie por ela ser boa, só que ela se perdeu ali quando começou a se achar a escolhida da nevoa, ela se torna cruel e deve ser por isso que morre no final.
    O grupo da delegacia, vou te dizer que foi o que eu mais gostei, um monte de pessoa diferente mas que acabou se dando bem, fora o romance forçado ali, no mais eu curti a interação entre eles. O caso do Adrian de cara eu já imaginei que ele mentiu, a história estava muito mal contada, certo que ele era o estuprador, eu posso estar errado, mas acho que ele era bipolar, pois tomava remédios, posso estar errando a doença, mas ele não era normal, com remédios ele era uma pessoa boa, sem era louco.
    No grupo do shopping da raiva de todo mundo, menos do Jay, o mais injustiçado, a Eve era meio perdida, mas eu entendo ela, eu também ficaria irritado se minha filha ficasse de risadinha com o cara que estuprou ela, pois até então ela não sabia que ele era inocente, tenho certeza também que ela não sabia como lidar com a filha pois tinha medo de perder ela, pois sabia que a guria gostava mais do pai do que dela, só que no fim ela sempre agia do pior jeito. Meu Deus que atriz ruim essa Alex, péssima atuação sem expressão alguma.
    Pra finalizar, o Jay não precisava ter morrido não, completamente sem sentido ter deixado ele pra trás, era só puxar ele e deu, principalmente o Kevin pois já sabia que o cara era inocente. Admito que faria o mesmo e jogaria o carro nas portar de vidro do shopping.

    Acho que dou uma chance para uma segunda temporada, só que muita coisa tem que melhorar.

    • Renata Carneiro

      Ei Nickolas, concordo com todas as suas ponderações.
      O Adrian foi algo que me surpreendeu, especialmente depois da condução do romance dele com o Tyler, sabe? Ele aceitou muuuuita humilhação, sei lá.. porque não surtou com as pessoas certas? Surtar justo com a Alex, com o Kevin? Pessoas super legais com ele! Entendo ele ter matado o pai e nem acharia ele louco por isso. Cara babaca, opressor, acabou criando um monstro.
      Entendo também a preocupação da Eve, além de achar que o cara era o estuprador da filha, ela sabia que ele era irmão da menina, né? Mas exatamente por isso, ela devia ter ficado mais esperta antes de tudo acontecer.. entrar de cabeça na proposta do Kevin, de nunca revelar quem era o pai dela, seria válido só até ele perceber que a filha estava apaixonada pelo irmão. Ela viu isso e simplesmente deixou rolar. Achei muito louco da parte dela, sabe?
      No mais, acho que a segunda temporada tem chance se eles derem uma mexida boa no roteiro. Obrigada pelo comentário!

      • Nickolas Girotto

        É verdade, esqueci de ligar o fato de que eles eram irmãos e ela não fez algo coerente pra acabar com isso, muito sem noção, realmente ela podia ter acabado com isso logo no inicio, eu não li o livro, vi o filme a um bom tempo atras e não lembro de nada dele, mas essa revelação de que ela era filha do xerife foi aquele plot twist, que eles colocaram ali de ultima hora, não serviu pra nada e eles poderiam ter colocado na próxima temporada com outro personagem sendo o pai dela.

        • Giovanna Oliveira

          O livro ,que na verdade é um conto, é bem diferente

  • Bruno D Rangel

    Pouca história pra muito episódio. Poderia muito bem ter tirado muita enrolação e feito no máximo 5 ou 6 episódios que ficaria melhor.

    • Renata Carneiro

      Ei Bruno, tive a mesma sensação: uns 5 episódios ali foram pra nada: não evoluíram a história e introduziram coadjuvantes totalmente esquecíveis.
      O roteiro tinha potencial, mas se perdeu no meio de tanta enrolação.

  • Marilia prego maciel

    Tambem fiquei inconformada com a morte de Jay. E aquela Eve uma bruxa… O nevoeiro nem pra pegar ela? Fala serio!

    • Renata Carneiro

      hahahaahhaha, isso mesmo, Marília. Fiquei arrasada pelo Jay.
      Aquele povo é muito insensível pra deixar ele ter morrido daquela forma, depois de ter salvado a Alex tantas vezes. E quanto a Eve, entendo que ela tenha todos os motivos para querer afastar a filha do moço, mas ela tomou as piores decisões para conseguir fazer isso. Melhor ter tido uma conversa franca, sei lá.. até prender o menino, ela prendeu. Achei ela totalmente sem noção.

  • Joao de Miranda

    Se tiver 2° temporada, espero que o Jay volte, super injustiça ele sofrer tanto

    • Renata Carneiro

      Injustiça mesmo, João. E também queria que ele voltasse, mas a morte dele pareceu tão irreversível.. 🙁

      • Joao de Miranda

        Ele era tão bom, só que o que eu achei estranho foi quando ele sugou o Jay a pele dele estava meio que normal e quando sugou a garota ela estava desidratada, será?!

  • Lucas Rocha

    Renata Carneiro… Menina… Vc arrasa em comentar. Gostei de tudo que falou kkkk sobre a Alex não mudar a cara em nenhuma situação: metade dos atores kkkk. Sobre o Jay ter morrido: quero meu tempo gasto com essa série de volta, não aceito, mano… Mais injustiçado que ele só eu na minha vida amorosa.
    Sobre o Nevoeiro: Alguns momentos parece algo sobrenatural outros momentos achei que fosse plano do governo, terrorismo… Algo assim. Obs: A morte da menininha lá na loja de livros: Gostei Kkk Pq a rainha seelie tinha que sair fora logo mesmo.

  • Lucas Rocha

    Sobre o Kevin matando geral: Kkk me perdoem, mas eu faria o mesmo

    • Renata Carneiro

      rs… vontade dá mesmo, né? Povinho péssimo, Deus me livre! Só acho que ele se arriscou muito, porque podia ter dado tudo errado e aí, além de matar todo um elenco desnecessário, ele poderia acabar matando a própria filha e eposa, né?

  • Lucas Moura Gomes

    Assim, acho que ter matado todo mundo no final da temporada foi meio chato… Talvez nem todo o mundo que tava no shopping tenha morrido, o que poderia deixar a série bem legal. Além do mais, apesar de todo o pessoal da igreja ter morrido, essa parte da série que todo o mundo fala que não contribuiu nada com a história conta histórias por si só.

    Eu curti bastante e assistiria a 2ª temporada de pronto.

    • Renata Carneiro

      Ei Lucas, pode ser que nem todos tenham morrido no shopping mesmo.. eles deram só uma geral lá e acabou que nem todos os personagens “principais” do plot apareceram. Lembrando que o nevoeiro no começo meio que escolhia quem matar e no final, pareceu que não, né?
      Teremos mais pistas sobre isso na segunda temporada.
      Quanto ao pessoal da igreja, alguns achei bem aleatórios, como o Mikhail, outros não, como o Padre Romanov, por exemplo. O plot do hospital achei o mais nonsense. Mas enfim, a temporada 2 é quase certeza, né? Vamos ver como eles desenvolvem esse roteiro.

1 Contra Todos

1 semana atráscomentarios

Com a lei de incentivo à produção nacional, várias produções poderiam sair do papel. Muitas delas não têm a menor pretensão de introduzirem uma ideia nova ou em mesmo de fazer sucesso. É por isso que uma série estoura na medida em que 1 Contra Todos fez, a gente tem que prestar atenção e dar os louros. Cadu (Júlio Andrade) é um advogado de Taubaté que será pai pela segunda vez, mas perde o emprego devido seus princípios éticos. Para piorar sua situação, é injustamente preso ao ser confundido com o Doutor do Crime, maior traficante do país. Para tentar sobreviver, e com o apoio de sua esposa Malu (Julia Ianina), ele decide se passar pelo criminoso como única forma […]

Leia o post completo

Queens que merecem redenção em RuPaul’s Drag Race: All Stars – Parte 2

1 semana atráscomentarios

Comemorando que RuPaul’s Drag Race acaba de conquistar o Emmy de Melhor Apresentador de Reality, Melhor Edição de Fotografia e Melhor Figurino (pelo episódio: Oh! My! Gaga!), além da VH1 não perder tempo em agendar a próxima edição All Stars para Janeiro de 2018 (está quase chegando!), em breve teremos a lista oficial das queens que estarão retornando para brigar por um lugar no Hall Of Fame do programa e ter a oportunidade de reescrever parte da sua história na competição. Assim como na primeira parte desse especial, eis aqui uma outra lista de participantes que não conseguiram atingir seu potencial e chegar longe na competição. Então, shall we begin? Trixie Mattel – Temporada 7 (Top 6) Oh honey! Quem não […]

Leia o post completo

Stephen King na televisão

1 semana atráscomentarios

Stephen Edwin King sem dúvida alguma é um (se não for “o”) maior escritor de terror e suspense de todos os tempos. Nascido em Portland, no estado de Maine, cenário da maioria das suas histórias, em 21 de setembro de 1947, teve uma infância complicada, tendo seu pai abandonado a família quando ainda tinha dois anos, e testemunhou um acidente com a morte de um amigo. Já escrevia desde criança, e vendia suas histórias aos amigos. Estudou inglês na Universidade do Maine, casou-se com Tabitha Spruce, em 1971, e lecionou sua formação em Hampden, enquanto isso escrevia para revistas masculinas. Teve problemas com álcool, e em 1999 sofreu um acidente sério, em que foi atropelado enquanto caminhava aos arredores de […]

Leia o post completo

Siga as nossas redes sociais e fique sempre conectado:

Assine nossa newsletter