Um Dia de Cada Vez – 1×03 No Mass

8 de janeiro de 2017 Por:

Dando sequência às reviews de Um Dia de Cada Vez, o conflito central da vez foi a religião – tema que causa tanto debate e confusão entre familiares, amigos e até desconhecidos. Na nossa nova família cubana preferida não seria diferente, ainda mais quando há tanta divergência reunida. E o que começa como um pequeno problema acaba se tornando uma imensa bola de neve de desavenças.

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Abuelita é uma pessoa divertidíssima, disso ninguém duvida. Seus rituais matutinos ao som de salsa são uma delícia de se ver. Mas quando se trata de seus costumes e crenças, ela é completamente inflexível. As coisas são como são e não basta que apenas ela as siga da maneira que lhe foi ensinado – a família inteira deve ir pelo mesmo caminho. Por isso, a relutância de Penelope ao ir à igreja aos domingo é uma completa afronta. Provavelmente, toda sua família seguia esses mesmos costumes (e morreu o que contrariou as “regras”) e, por um lado, é compreensível que ela queira que seus entes queridos façam o mesmo. É aquela história de preservar as tradições, como vimos nos episódios anteriores e em todas as produções que tratam as culturas estrangeiras inseridas nos Estados Unidos.

Por outro lado, Penelope é uma mãe solteira que se desdobra em mil para dar melhores oportunidades a seus filhos e, consequentemente, não tem muito tempo livre para curti-los. A preciosa manhã de domingo seria um desses poucos momentos que ela teria para passar com Elena e Alex. Além disso, ela não aderiu à mesma fé que sua mãe cultiva nem quer impor aos filhos as missas como uma obrigação. Nesse ponto, só achei que faltou um pouco de tato, a princípio, ao considerar as vontades dos outros. Elena e Alex foram consultados de relance sobre a questão, ficando a merce da briga da mãe e da avó.

Outro ponto conflituoso dessa relação foi a posição em que Lydia se encontra na família. Como bem disse Penelope, ela sem dúvidas é a “cola” que une todos os quatro (cinco, contando o Schneider). Porém, ela também é a “faz tudo” da casa, enquanto a filha está trabalhando para manter as contas e as finanças. Preparar o café, limpar os cômodos, passar as roupas e outras tarefas como essas, quando não apreciadas, podem fazem com que a pessoa se sinta como a funcionária da casa – pelo visto, ela faz tudo sozinha porque não lhe é oferecida muita ajuda, estamos de olho! Por isso é sempre importante dizer aos outros o quanto somos gratos pelo esforço deles

Os momentos de embate que Penelope e Lydia tiveram foram um primor, exatamente o tipo de cena que faz de Um Dia de Cada Vez diferente das sitcoms familiares que aparecem por aí todo ano. Mesmo não vivendo situações iguais, dá para sentir na pele a emoção pela qual elas passaram. O desfecho do conflito era óbvio, não há como negar, mas foi crível e, acima de tudo, humano. Bem que todas as famílias poderiam resolver esses problemas de divergências religiosas dessa forma, com diálogo e compreensão. Evitaria muitos rompimentos de relações e brigas desgastantes (em alguns casos, até eternas).

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E você, o que achou desse episódio de Um Dia de Cada Vez? Rolou alguma identificação? Vem comentar aqui com a gente! E amanhã você acompanha mais uma review aqui no Apaixonados por Séries!

Jornalista apaixonada pela cultura pop e pela tecnologia, Descobriu a paixão pelas séries um pouco tarde, com Chuck - mas desde então não parou mais. Nutre um carinho...

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