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Orphan Black – 4×04 From Instinct to Rational Control

Por: em 10 de maio de 2016

Orphan Black – 4×04 From Instinct to Rational Control

Por: em

Em uma semana mais eletrizante que a anterior Orphan Black continua aumentando o número de perguntas deixadas pelo caminho, mas parece começar a responder alguns pontos importantes para o desenvolvimento da trama, como qual o verdadeiro motivo que levou Mika a começar todo o mapeamento do Clone Club, ou qual seria o objetivo da larva cibernética implantada na bochecha de Sarah.

O processo de humanização de Rachel, iniciado no episódio anterior, parece não ter tido muito tempo para se desenvolver uma vez que a tentativa de manter contato com Fernand é descoberto por sua mãe, Susan Duncan. Resultando na fuga de Susan que se mostra até o momento uma das peças chaves para o sucesso das ações da Neolution. Mas antes que pudéssemos questionar qual seria a necessidade de trazer Susan de volta à trama para pouco tempo depois vê-la desaparecer temporariamente. A presença da cientista retoma algo que havia sido citado em uma conversa aparentemente casual entre Rachel e sua mãe no episódio anterior e que poderia ter passado despercebido, Helsinki.

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Operação comandada por Ferdinand a mando da Topside e que demandava o extermínio de clones do projeto Leda e todas as pessoas envolvidas com eles, explica a origem de Mika, que antes atendida pelo nome de Veera Suominen, aparentemente a única sobrevivente da operação. Que após conseguir se salvar prometeu reunir meios de se vingar de todos os envolvidos no projeto, especialmente de Ferdinand, em nome do assassinato de sua melhor amiga – e nova clone da trama – Niki. E se no início da temporada a ideia era criar situações para que tanto Sarah quanto Mika se unissem como no início das investigações feitas por Beth, a estranha “aliança” feita entre Manning e Ferdinand coloca as sisters em posições opostas a partir de agora. Afinal, Sarah é responsável por manter Ferdinand vivo. E este, após ser salvo, promete ter outro objetivo além de resgatar Rachel. Terminar o que começou em Helsinki, matando M.K. O que na verdade ajuda a entender que o afastamento entre as irmãs será retomado numa ação futura onde tanto Sarah quanto Mika pretendem por fim às ações da Topside e dos Neolutionists, mas por hora isso não passa de mera especulação deste que vos escreve.

Mais que Helsinki, o episódio contextualiza a entrada de Evie Cho na trama – como eu havia dito aqui – trazendo com ela o Brightborn Group. Braço da Topside e que tem agido por intermédio do Dr. Bosch, promovendo a inseminação de bebês tidos como perfeitos e que de certa forma funcionam como uma proliferação da Neolution na sociedade. E se a chegada até o Brightborn Group teve momentos mais descontraídos como o disfarce de Fee e Donnie Hendrix como um casal, o mesmo levantou a fragilidade de Alison que sempre quis ser mãe, mas nunca conseguiu dada sua condição genética. Assim como reposiciona Helena na trama, e se antes a sestra vinha sendo responsável por momentos mais leves e cômicos, foi dela o momento mais triste da temporada até aqui.

O luto, representado pelo enterro no jardim dos Hendrix, e a decisão de se isolar para evitar causar sofrimento à Alison tornam Helena um dos maiores crescimentos da série, justificando que na verdade ela nunca foi má, apenas resultado do ambiente em que foi criada. Não por acaso, muita gente se sentiu tocado quando ela pede à Sarah que não deixem seus filhos serem criados como ela, em um ambiente hostil como o do convento, ou com a possibilidade de cair nas mãos de pessoas como Maggie Chen e Tomas que a fizeram acreditar ser o clone original e a responsável por matar todas as outras “cópias”. E mesmo sendo uma das mais instáveis emocionalmente, Helena sempre demonstrou estar disposta a se sacrificar pelo amor e consideração que sente por Sarah. Tanto, que acredito estar entre Helena e Mika o papel de coringa na batalha entre Neolution e o Clone Clube.

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A descoberta de Cosima e Scott sobre a real função da larva implantada na bochecha de Sarah reforça a teoria de que Manning seria o hospedeiro perfeito, já que ela e Helena não apresentam a tida falha genética das outras irmãs. A questão aqui fica por sobre a forma como a alteração genética promovida pela larva poderia afetar a condição atual de Sarah, ou qual seria o real objetivo da Topside. Levando o Clone Club direto à caça de Susan Duncan. Que com a saída de Mika do radar das sestras, acredito que irá precisar do auxílio de Dizzy – que ainda não justificou de fato suas razões para ter se envolvido com o propósito de M.K. – integrando o QG da Toca do Coelho. Ok, podem ser apenas suposições, mas a adição dele ao grupo seria essencial dada as limitações existentes dentro do grupo, salvo os contatos de Siobahn rs. Além do que, ele é talvez um dos únicos personagens capazes de localizar Mika e reintegrar ela à Sarah, Cosima, Alison e cia.

O problema aqui é que a corrida contra o tempo continua cada vez mais acirrada já que Sarah ainda se mantém como hospedeira da larva e Cosima ainda está longe de ter localizado a cura para sua doença, mesmo usando Kendall – o indivíduo um dos projetos Leda e Castor. O ponto aqui, como eu disse no início do texto, é que muitas são as perguntas se comparado ao número dado de respostas. Algo me diz que o aparecimento precoce da doença em Charlotte pode estar relacionado a alguns tipo de mutação sofrida para que a doença se torne ainda mais fatal nos clones, inviabilizando, por exemplo, uma nova leva de bebês do projeto Leda pela Topside. No entanto, ainda é cedo pra sabermos qual será o posicionamento de Rachel em toda a história ou como será o fim de Susan Duncan na corrida pelo objetivo principal da Neolution, de superar o darwinismo. Ou até mesmo a reação de Siobahn, Cosima e Sarah ao descobrirem sobre a doença terminal de Kendall. Ah, mais alguém aí pensou na Kira? Como eu disse são tantas perguntas que o meu maior medo passa a ser vê-las sendo respondidas um pouco rápido e superficial demais.


Estamos a uma semana do meio da temporada, mas já considero retomado o ritmo que fez com que Orphan Black fizesse inúmeras pessoas se viciarem na série. E aí, o que está achando desta temporada? Não deixa de dizer aqui pra gente e até a próxima review!


Marcel Sampar

Paulista que puxa o erre pra falar, PHD em Análise do Drama pelas novelas mexicanas reprisadas no SBT e designer de homens palito. Com sérios problemas em se definir por aqui - sim, esta já é minha terceira tentativa em menos de um mês - mas que um dia chega lá!

Rio Preto/SP

Série Favorita: Sex and the City

Não assiste de jeito nenhum: Teen Wolf

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