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Shadowhunters – 1×02 The Descent Into Hell isn’t Easy

Por: em 20 de janeiro de 2016

Shadowhunters – 1×02 The Descent Into Hell isn’t Easy

Por: em

As coisas melhoraram no segundo episódio de Shadowhunters. Ok que não foi uma melhora grande, mas comparado ao que recebemos no piloto, a perspectiva é mais otimista. Claro que algumas coisas não mudaram; Katherine McNamara continua horrível e a mitologia continua sendo vomitada. Mas, em contrapartida, personagens como Alec e Isabelle ganharam mais tempo de tela e se mostraram interessantes e a trama começa a ganhar corpo e empolgar. Falta bastante para que cheguemos ao ponto de dizer sem medo que a série está boa, mas depois da decepção do piloto, digo que estou um pouco empolgado.

Começo falando das coisas que ainda estão erradas. timing da série está muito, muito acelerado. Eu entendo que existe muita história para contar e até uma pressa em prender o público, mas algo que eu tinha percebido no piloto, voltou a incomodar aqui: O excesso de mitologia por minuto. Claro, o universo da série é riquíssimo e todos queremos que ele seja explorado, mas não é despejando mil informações por minuto que as coisas vão funcionar. Por exemplo, hoje ganhamos detalhes sobre o Ciclo, Valentine, Renegados, Warlocks (Magnus já teve mais falas, estamos evoluindo), Cidade dos Ossos e Irmãos do Silêncio (que estão realmente assustadores). É claro que voltaremos a isso com detalhes no futuro, mas para um completo leigo no mundo dos Caçadores de Sombra, tanta coisa assim pode mais assustar do que ajudar.

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O lado positivo desse ritmo é que coisas óbvias, como Clary ser filha de Valentine, já estão escancaradas. No primeiro livro, essa revelação fica para os capítulos finais (mesmo que ela seja esperada durante o livro inteiro), então fico feliz de ver que a série não quis fazer algum mistério bobo. Nos próximos episódios, devemos ganhar mais detalhes dessa história e do Ciclo. Torço por flashbacks bem feitos, por favor! Hodge, que deu as caras pela primeira vez, também deve ganhar mais destaque. Espero que ela seja mais ativo na trama (o lance das queimaduras impostas pela Clave é bem legal e já mostra um pouco da política rígida deles) e não sirva apenas para desfilar shirtless por aí. Não que a gente se importe, é claro.

O outro erro que ainda persiste atende pelo nome de Katherine McNamara. É claro que ela não iria evoluir e se tornar uma boa atriz da noite para o dia, mas continua pesado assistir suas caras e bocas. Sério, o que eram aquelas expressões sempre que ela tocava no colar para tentar enxergar onde Dot estava? Sofrível não define. Dominic Sherwood, vejam só, não me desagradou tanto quanto no piloto. Mesmo vindo da mesma escola de expressões faciais de Stephen Amell, Dom conseguiu encarnar bem o espírito irônico de Jace e suas tiradas funcionaram, bem como as investidas suaves para cima de Clary. O fato da garota confiar tão cedo nele até poderia incomodar um pouco, mas considerando o cenário em que ela se encontra (mãe sequestrada, achando que o padastro está envolvido com o lado do mal), dá pra entender bem. Clarissa não tem opção e Jace lhe oferece uma. A única.

Já os irmão Lightwood, mostraram-se um acerto. Emeraude Tobia encarnou uma Isabelle um tanto quanto sexualizada, mas que mostrou, em detalhes, que aquilo tudo era apenas uma máscara, uma faceta construída para tentar provar para os outros (e para si mesma) alguma coisa. Quando ela fraqueja ao ouvir Simon perguntar de Valentine (alguém já shipa Sizzie?) e quando se desespera ao ver que o mundano sumiu, podemos enxergar um lado de Izzie que ela não deixa transparecer naturalmente. É um pouco parecido com Matthew Daddario e seu Alec.

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Como Izzie disse, a coroa sempre pesa para o mais velho e o mais responsável dos Lightwood demonstra muito bem isso, com seu jeito sempre brando, mas firme, decidido, que no fundo também parecem apontar para alguém tão frágil quanto a irmã. Alec se sente claramente ameaçado ante a presença de Clary e isso promete conflitos interessantes. Ele a chamando de “garotinha” e a acusação de espionagem ditaram um pouco do tom que deve ser a relação inicial dos dois. Até certo ponto, é compreensível a atitude de Alec. Ele viveu a vida inteira cuidando de Jace e Izzie e se sente responsável pelos dois, quando de repente, uma garota surge das sombras e começa a colocar, invariavelmente, todos em perigo. Qualquer um surtaria.

E fica fácil de entender os seus motivos, quando assistimos àquele pequeno momento que os 3 Lightwood compartilham na entrada da Cidade dos Ossos, quando Alec questiona sobre a missão e diz que Jace, na verdade, nunca esteve perdido (porque encontrou os Lightwood, como se torna presumível), é o mais bonito do episódio. Por mais cenas assim.

Outros personagem, como Magnus, Dot e Luke, também ganharam mais contornos. Os dois primeiros, feiticeiros, serviram para mostrar um pouco do medo que o simples nome de Valentine provoca entre as raças do submundo. O bacana disso tudo foi ver a maior participação de Dot e o quanto ela é leal a Jocelyn. Uma pena que tal idealismo tenha custado tão caro. Fiquei com a impressão que sua prisão, confronto com Valentine e posterior morte foi uma saída encontrada pelo roteiro para mostrar o quão maligno é e como ele é perigoso. Já Luke, continua uma incógnita, mas um personagem interessante de acompanhar. Ele claramente despreza Valentine e o Ciclo, mas já sabemos que ele é um ex-membro, bem como Jocelyn. O modo como sua história vem se desenhando é um dos acertos da série até aqui e espero que eles consigam mantê-lo interessante quando a aura de mistério passar.

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Mas, mesmo com um pouco menos de destaque aqui (graças a ascensão dos Lightwood), Alberto Rosende e seu Simon continuam sendo a melhor coisa do show até agora. Acho que muito disso se deve ao fato de Simon emular muito do nosso sentimento, como mundano. Ele se sente perdido, deslumbrado, confuso, mas não perde nunca o humor e sempre tem uma resposta pronta para tudo. Sua relação com Izzie (#Sizzy) promete ser interessante e já deve ter despertado corações shippers no mundo encantado do tumblr. A aura de encanto que ela possui atingiu em cheio o nosso nerd e já é possível prever a sofrência e os corações partidos que vão surgir daí. De qualquer forma, seja implicando com Jace e Clary ou já suspirando por Isabelle, ele garante o humor que precisamos e agora, com seu sequestro pelas Crianças da Noite na cena final, promete gerar também uma dose de drama. Vamos ver se continua tão bom quanto.

Outras observações:

– Luz de Bruxa e citação à lá Dumbledore. Tem como ser mais brega?

– A cena em que Clary diz a Simon que sempre sentiu que uma parte de sua vida estava faltando e agora parecia completa… Poderia ser muita boa, nas mãos de outra atriz.

– Quem mais não vai dormir de medo dos Irmãos do Silêncio?

– O moço que aparece negociando o Simon na última cena se chama Raphael e, se bem desenvolvido, tem tudo para ser um dos personagens mais legais da série. Vamos torcer comigo, por favor?

– Harry Shum Jr tá um pouco caricato, mas eu não sei dizer se o problema é a atuação ou a caracterização.

– Um pequeno comentário sobre a adaptação (vou tentar fazer isso sempre, mas sem querer ser o chato que fica comparado e, caso vocês prefiram que eu deixei de lado, avisem nos comentários): Nos livros, é bem diferente o sequestro do Simon – acontece depois de uma festa organizada pelo Magnus. E eu só me pergunto: Não vai ter mais a festa? Espero que usem isso em outro momento, porque quero muito ver alguns momentos. 🙁

– Preferi esperar o episódio chegar à Netflix para assistir e fazer a resenha. Vou me comprometer a tentar postar sempre da quarta para a quinta e prometo fazer o possível para tentar não atrasar isso!

Agora, é a vez de vocês. Comentem comigo! O que acharam? Também sentiram uma melhora ou seguem decepcionados?


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

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