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The Flash – 2×11 The Reverse-Flash Returns

Por: em 28 de janeiro de 2016

The Flash – 2×11 The Reverse-Flash Returns

Por: em

Agora sim, estamos de volta com tudo! 

The Reverse-Flash Returns se porta como um semi-filler na maior parte do tempo, mas funciona muito mais como episódio do que o retorno de semana passada. Na verdade, dá pra dizer, no fim das contas, que este foi um episódio de origem. Não sabíamos disso até o relógio marcar 30 minutos, mas tudo a que estávamos assistindo era na verdade a construção do pontapé inicial daquilo que estamos vendo desde o piloto da série. Confuso? Pois é. Eu também fiquei bastante e tive que pausar diversas cenas para tentar entender toda a confusão envolvendo Flash Reverso e as múltiplas linhas do tempo.

barry eobard

Harry até tentou explicar, mas foi preciso que eu voltasse a cena umas 4x e assimilasse ao episódio no final (sou de humanas, desculpem) pra entender que o Eobard Thawne que vimos não era aquele que desapareceu após o sacrifício de Eddie (Saudades). Ele era um “resquício de tempo”, que não estava nem entre o passado e nem o presente e por isso não foi atingido pela casualidade que foi a morte do Eddie. O suicídio anulou a existência dele naquela linha do tempo, mas como Harry disse, “certas coisas não podem ser mudadas”, e de um futuro onde o sacrifício de Eddie ainda não aconteceu, nem nada da série, temos um Eobard anterior ao que matou Nora, que ainda não sabe a identidade de Barry. Ou seja, por causa dos eventos que vimos aqui, Eobard decidiu pesquisar mais sobre Barry para descobrir sua identidade e voltar no tempo para matar sua mãe. Na linha do tempo dele, ele ainda não matou Nora Allen e o mundo que conhecemos não existe.

De uma maneira didática, é como se o Flash Reverso fosse constituído de 3 passos, uma explicação que um amigo meu me deu enquanto discutíamos o episódio: O que matou Nora é o segundo passo, o que foi apagado é o terceiro. Esse é o primeiro. Se ele fosse apagado, a timeline seria apagada por completo – e reside aí a resposta a uma pergunta que nos fazemos desde que a série retornou.

A volta do personagem foi muito bem vinda. Conferiu ao episódio um clima de suspense maior, trouxe um gostinho de nostalgia da primeira temporada e serviu para que Barry e Cisco pudessem resolver assuntos que ficaram inacabados depois que Eddie se matou para anular a existência de Eobard. Os confrontos não foram tão cruéis como os que já tivemos (o que é natural, já que tanto Bar quanto Eobard estavam cautelosos), mas se mantiveram no campo dos danos causados pelo Eobard anterior, danos que sempre vão existir. O desabafo de Cisco quando Eobard já está preso é uma das cenas mais fortes do episódio e comprova isso, bem como a corrida final quando Barry o leva de volta ao futuro para impedir Cisco de desaparecer.

Outra coisa bacana foi a explicação do termo “Flash Reverso” e da origem dele. No fim das contas, Eobard era alguém que queria ser o Flash e, como não conseguiu, tornou-se seu perfeito oposto. Seu Reverso. Seria bacana assistir em flashbacks ao surgimento de um dos maiores inimigos do velocista escarlate, então fica aqui a torcida para que os roteiristas voltem a trabalhar nisso em um futuro (de preferência, de uma maneira menos confusa, por favor, porque meu cérebro tá fritando mais cada vez que penso no que aconteceu aqui).

cisco ramon

Cisco, como sempre, foi um dos grandes nomes da semana. É muito bacana ver como ele está cada vez mais seguro de seus poderes e disposto a aprender todas as variantes disso e usá-los quando necessário. A relação que ele e Harry tem construído também segue cada dia mais legal (bem como o cientista, que a medida que vai conquistando o pessoal da Star Labs – à exceção de Jay – também nos conquista) e os dois possuem ótimos momentos de interação, como a cena do café, o momento em que Harry se fantasia de Reverso e enfim, a descoberta de que a adrenalina é o gatilho para ativar as vibrações de Cisco. Honestamente, não entendi ainda onde essa trama vai nos levar e como ele vai ter total controle de seus poderes e se tornar o Vibe, mas acredito que isso ainda vai demorar um pouco a acontecer. Acho que até o fim da temporada, o veremos usando as vibrações ocasionalmente, como aqui, para resolver um caso ou outro. Essa medida entre drama e comédia tem funcionado muito bem com ele, que cada episódio que passa se firma como um dos melhores personagens.

Mesmo que a gente soubesse o tempo todo que o Cisco jamais morreria, foi um pouco desesperador ver ele começar a desaparecer depois que a prisão do Eobard mexeu com toda a linha do tempo. Mais uma vez, eu procurei não pensar muito nisso e em todos os paradoxos que a situação trazia (porque eu não entenderia mesmo). Acho que qualquer eventual furo de roteiro que possa ter acontecido foi sublimado pela tensão e emoção do momento.

Patti Spivot

Tivemos também o fim (agora confirmado pela atriz) da trajetória de Patti na série. Claro, ela sempre pode voltar (e a torcida para isso já existe), mas se esse for mesmo o capítulo derradeiro da policial, dá pra dizer que foi satisfatório – bem mais do que seria se fosse no episódio anterior, por exemplo. É uma pena que Patti tenha que ir embora, mas já que o caso, pelo menos ela o vai descobrindo a identidade do Flash. Acho que demorou até pra que ela ligasse os pontos e percebesse que o velocista sempre estava envolvido diretamente nos casos resolvidos por Barry. O momento onde ela o confronta e com lágrimas nos olhos pede que ele confesse que é o herói já pode entrar fácil pra lista dos mais dolorosos da série.

Mas, se me permitem dizer, demanda muita ingenuidade da parte de Patti imaginar que Barry confessaria algo, sabendo que isso a faria ficar na cidade. Se conhecendo apenas Barry, ela já sabia da mania irritante que ele tem de levar o mundo nas costas, imagina então sabendo que ele é o Flash? Bar jamais diria nada que a colocaria em perigo ou que a faria desistir dos seus sonhos. No mundinho dele, isso seria o maior dos egoísmos. E assim, chegou ao fim a história de amor dos dois, com um gostinho agridoce, uma manobra de Patti para confirmar sua teoria e um entorpecido olhar de despedida trocado entre eles. Sério, doeu.

E, finalizando os plots, tivemos a inserção do sósia de Jay, aqui chamado de Hunter Zolomon, nome bem conhecido dos mais atentos ao universo DC. Zolomon, nas HQ’s, é um dos muitos homens que assume o manto de Flash Reverso e adota o nome de Zoom – sendo, especificamente, o terceiro Zoom, numa época em que Wally West era o Flash. Mas Zolomon tinha motivos especiais que, se eu fosse explanar aqui, deixariam isso maior do que o que já está. Se foi um easter egg maroto ou uma pista do futuro, teremos que esperar para saber. Por agora, só fico na campanha #SaveJay. Caitlin não pode perder mais um amor e nós não podemos ficar sem essa quantidade de charme semanal! Mas, por favor, roteiristas: Deem a ele uma trama decente. Até agora, ele tem sido nada mais que um suporte. E Jay Garrick merece mais.

Outros pensamentos aleatórios:

– Gente, eu tentei explicar mais ou menos o que entendi da volta do Reverso, mas se alguém entendeu de outra forma, por favor, sinta-se a vontade para complementar ou puxar minha orelha. Realmente, foi bem confuso e não sei se captei bem o que aconteceu.

– O pequeno momento compartilhado entre Barry e Cisco ao final (“Eu não o deixaria matar outra pessoa com quem eu me importo) foi muito bonito. Brotp goals!

– Achei fofo o Harry todo preocupado com o Cisco. Tô gostando demais da relação deles.

– Eu já disse o quanto adoro as cenas de vibrações? Pois é, adoro.

– Não achei espaço pra comentar na resenha, então vai aqui: Bem emocionante a cena da Iris perdoando a Francine. E que bom que ela e o Wally já estão se acertando. Quero ver onde essa relação vai dar.

– A cara de cínico do Harry mentindo que não tinha nada a ver com a morte do Turtle foi ótima. Uma vez falsiane, sempre falsiane.

– Demorei a responder os comentários na review passada, mas vou me comportar e responder direitinho agora!


Alexandre Cavalcante

Jornalista, nerd, viciado em um bom drama teen, de fantasia, ficção científica ou de super-herói. Assiste séries desde que começou a falar e morria de medo da música de Arquivo X nos tempos da Record. Não dispensa também um bom livro, um bom filme ou uma boa HQ.

Petrolina / PE

Série Favorita: One Tree Hill

Não assiste de jeito nenhum: The Big Bang Theory

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