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Supergirl – 1×15 Solitude

Por: em 2 de março de 2016

Supergirl – 1×15 Solitude

Por: em

“Anybody ever tell you that you’re a lot faster than your cousin?” – James Olsen

Então pessoal, vocês já se recuperaram desde episódio ou ainda estão meio mexidos com a quantidade de referências mindblowing que tivemos durante a exibição de Supergirl esta semana? Após um episódio relativamente fraco semana passada – fato principalmente ocasionado por um vilão desinteressante – a nossa querida série retornou ao seu ritmo e nos entregou um episódio outra vez excelente, com uma vilã provocativa. Foi tanta coisa boa que ignorei o incômodo que James Olsen me causa cada vez que aparece em tela (perdão ao Team James e Kara por ser um pouco tendenciosa, mas continuem que tem muita coisa para falar nessa review não é mesmo?).

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Sabe aquele vilão/vilã que parece ter tudo na palma da mão e que derrotá-lo chega a parecer impossível para nós que assistimos. Então, Indigo foi essa ameaça. A ex-Supergirl e agora vilã tinha em seu poder o controle das diversas plataformas digitais, o que em nossa era, onde tudo se resume à alguns toques na tela do celular, tablets/ipads, códigos no computador, sinal wifi e outras coisas, seu controle era basicamente do mundo todo. Quem parecia apenas uma hacker, um problema que seria facilmente resolvido pelo nosso Mr. Robot (ops), tornou-se uma ameaça digital alienígena quase indestrutível se considerássemos sua capacidade de se esconder em qualquer mecanismo eletrônico que emitisse um sinal basicamente.

Por sua vez todos se voltaram para o nosso querido nerd e capaz de derrotar alguém que se esgueirava pelos sinais network, Winn. Embora o roteiro não tenho dado ao personagem seu devido foco como foi no episódio em Childish Things, mesmo que à sombra de sua amiga superheroína, ele tomava a cena para si cada vez que surgia na tela. O que por tocar no assunto Toyman, achei que tivemos a ferida remexida várias vezes e creio que não foi atoa. Mudando de um vilão para outro por um instante, entre Cat chamá-lo de Toyman Jr e Winn compartilhar com Siobhan no final do episódio sobre sua família e sua disfuncionalidade, alguma coisa em mim não para de dizer: presta atenção nisso, aí tem. Talvez seja da minha cabeça, muito provavelmente é da minha cabeça, mas veremos. Continuando acerca deste episódio e desta vilã.

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Precisamos de alguma forma dar uns tapinhas no ombro de Kara e James e dizer: amigos, apenas parem de forçar a barra. Devida a ameaça enfrentada e sem o suporte do DEO, a super heroína recorreu ao seu amigo mais próximo, e com uma certa experiência no tópico alienígenas, para ajudá-la a derrotar de vez Indigo. Semana passada eu deixei passar durante minha review o quão injusto Olsen foi com sua amiga ao pedir que esta revelasse para Lucy que era a Supergirl.

Durante Solitude, mesmo não sendo o principal foco da história este romance, ainda assim houve umas indiretas e situações que colocam ambos em uma posição difícil. Não posso julgar o fotógrafo por ter sentimentos pela Supergirl, embora minha opinião seja que os dois não tenham absolutamente química alguma e o roteiro insiste que sim e minha implicância com Jimmy vai muito além, já dizia o poeta de bar: ninguém manda nos sentimentos, mas James é quem deve lidar com eles. O fato é que eles funcionam muito mais como uma dupla e parceiros em derrotar o mal levando em consideração todo o suporte que um oferece ao outro, que um relacionamento romântico.

No entanto, mais importante que  discutir a situação amorosa dos personagens foram as referências diretas ao Homem de Aço neste episódio, principalmente com a visita à Fortress of Solitude, que foi um dos pontos mais altos e empolgantes durante o episódio. Agora espero que a série dê um tempo nessa chuva de citações ao Superman, o roteiro que tanto diz que deseja que esta série seja o espaço de super heroínas, contudo de uns episódios para frente parece que a sombra de Clark Kent aparece a todo instante. Mas não nego que adoro essas diversas ligações com Kal-El.

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Agora quanto ao DEO, gostei como a série não tentou arrastar por muito tempo essa raiva da Kara, dando um ponto final no seu afastamento com Hank e finalmente revelando que Alex foi quem realmente matou Astra. Lógico que isso pode causar algumas reviravoltas no relacionamento das irmãs Danvers, mas vamos esperar para ver se vai ser para pior ou melhor, confesso que a reação da jovem foi muito melhor que eu esperava. Talvez uma parte dela comece a entender que soldados muitas vezes fazem escolhas difíceis e inesperadas quando o assunto é o bem da maioria.

Enfim, foi um episódio sem dúvidas muito bom em compensação ao de semana passada sem muita empolgação. Agora nos resta saber qual a relação de Non com Indigo, além de amorosa que obviamente ficou bem clara, e se considerarmos uma união desses dois com um objetivo em comum – supremacia dos alienígenas na nossa querida Terra – podemos cruzar os dedos e torcer pelo melhor. A trama do Myriad ainda não teve nenhum avanço significativo, contudo foi muito bem preenchida por outras subtramas.

Sobre as referências que comentei:

  • Fortress of Solitude: das várias versões da fortaleza esta nos lembra bastante a vista em Superman Returns, estátuas de Jor-El e Lara segurando o globo são uma constante nessas variadas versões. A chave para a Fortaleza da Solidão lembra bastante a utilizada em Man of Steel.
  • Kelex: o robô kriptoniano já havia aparecido em The Girl Who Has Everything e no filme Homem de Aço, e outra participação dele neste episódio. Já quero ele no elenco produção!
  • Legion os Superheroes: há pouco tempo o anel da Legião foi visto na série parente The Flash enquanto o velocista escarlate viajava para a Terra-2, em Supergirl encontramos o anel e aparentemente Superman é o dono deste. Mais uma ligação de Supergirl e The Flash faltando pouco para o cross-over.
  • Braniac-8/Indigo: foi prisioneira mais perigosa de Fort Rozz e descendente em um futuro distante de Braniac, um dos vilões mais icônicos do primo de Kara Zor-El. A androide viajante inclusive já passou um tempo no time dos Jovens Titans.

Alguns devaneios a cerca do episodio:

  • Amei o comentário sobre Doctor Who na série, imagina quão prático seria a TARDIS lá para traduzir logo os códigos alienígenas.
  • E não bastasse isso ainda falam de Harry Potter, ai meus feelings.
  • Por favor roteiristas, deixem a comédia romântica de lado e vamos focar apenas em Supergirl, essa historinha de Lucy-James-Kara-Winn nunca foi tão chata.
  • Siobhan e Winn, really? Se não soubesse que futuramente ela será a Banshee Prateada estaria torcendo pelos dois, confesso que ainda estou um pouco.

Então pessoal, deixem abaixo seus comentários sobre Solitude, e nos vemos novamente daqui duas semanas, lembrando que semana que vem não temos Supergirl!


Gabriela Vital

A Kardashian perdida que sonha em ser médica um dia.

Vitória / ES

Série Favorita: Grey's Anatomy

Não assiste de jeito nenhum: The Walking Dead

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